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Copersucar amplia uso de biometano e projeta transporte 100% sustentável de açúcar nas usinas associadas
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Copersucar aposta no biometano para transformar logística do açúcar no Brasil
A Copersucar anunciou a ampliação do projeto BioRota, iniciativa que utiliza biometano no transporte de açúcar e que deverá alcançar todas as 42 usinas associadas da companhia nos próximos anos.
A empresa, considerada líder global na comercialização de açúcar e etanol, apresentou o projeto como uma das principais estratégias de descarbonização logística do agronegócio brasileiro, com potencial de reduzir custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, o sistema já opera no transporte de açúcar de usinas do interior paulista até os terminais de exportação no porto de Santos.
Biometano reduz emissões em até 90% no transporte pesado
Segundo a companhia, o uso do biometano permite redução de até 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel utilizado tradicionalmente nos caminhões.
O combustível renovável é produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos da cana-de-açúcar, especialmente a vinhaça, reforçando o conceito de economia circular dentro do setor sucroenergético.
Além do impacto ambiental, a empresa destaca a competitividade econômica do biometano em um cenário global marcado pela alta dos preços do petróleo e pelo aumento dos custos logísticos.
De acordo com o presidente-executivo da Copersucar, Tomás Manzano, o projeto representa um avanço estratégico para o país.
“É uma solução escalável e economicamente viável, que acelera a descarbonização do transporte pesado e reforça o papel do Brasil na transição energética global”, afirmou.
Projeto BioRota já soma 13 mil viagens com caminhões movidos a gás renovável
A iniciativa já conta com mais de 70 caminhões abastecidos com biometano e vem ampliando gradualmente sua operação logística.
Entre abril de 2024 e março de 2026, o projeto realizou mais de 13 mil viagens, percorrendo aproximadamente 11 milhões de quilômetros e transportando cerca de 600 mil toneladas de açúcar até o porto de Santos.
Segundo a empresa, a substituição do diesel pelo combustível renovável evitou a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO₂ no período, além de reduzir o consumo de aproximadamente 5 milhões de litros de diesel.
Produção de biometano deve crescer nas usinas associadas
O projeto surgiu a partir de parceria entre a Copersucar e a transportadora Reiter, referência em frotas movidas a gás.
Atualmente, outras quatro transportadoras também participam da operação, realizando abastecimento em unidades produtoras da usina Cocal.
As plantas de biometano instaladas em Narandiba e Paraguaçu Paulista possuem capacidade de produção de até 25 mil m³/dia e 60 mil m³/dia, respectivamente, durante o período de safra.
A expectativa da companhia é que todas as usinas associadas passem a produzir e utilizar biometano em suas operações dentro de um horizonte de dez anos.
Mercado de biometano deve triplicar até 2027 no Brasil
Estudos da própria Copersucar apontam que a produção nacional de biometano poderá mais que triplicar até 2027, saltando dos atuais 656 mil m³/dia para cerca de 2,3 milhões de m³/dia.
O avanço do combustível renovável é visto como estratégico para reduzir a dependência brasileira das importações de diesel, já que mais de 20% do combustível fóssil consumido no país ainda vem do mercado externo.
Além do setor sucroenergético, o biometano também pode ser utilizado em frotas pesadas de outros segmentos, veículos leves e processos industriais, ampliando sua relevância na matriz energética brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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No Marrocos, o Brasil avança nos debates sobre o comércio, investimentos e parcerias para o setor da pesca e da aquicultura
Nesta quinta-feira (17), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, em Casablanca, do Seminário Empresarial Brasil–Marrocos, reunindo governos e empresas dos dois países para discutir comércio, investimentos e parcerias na cadeia da pesca e da aquicultura. O Brasil busca ampliar a presença de seu pescado no mercado internacional e vê no Marrocos uma porta estratégica para novos negócios na África e na Europa.
Durante o encontro, o MPA apresentou o potencial brasileiro nos setores da pesca e da aquicultura e destacou oportunidades para ampliar a presença do pescado nacional no mercado internacional. A proposta é aproximar empresas, estimular novos negócios e estabelecer parcerias que agreguem valor à produção brasileira. “Queremos que esta missão marque o início de uma nova etapa: mais comércio, mais cooperação e mais oportunidades para brasileiros e marroquinos”, destacou o secretário-executivo Lázaro Medeiros, representante do MPA na missão.
Entre os produtos com potencial de expansão está a tilápia, espécie que representa cerca de 70% da piscicultura brasileira e coloca o país entre os quatro maiores produtores mundiais. Apesar da capacidade produtiva, uma parcela ainda reduzida da produção é destinada à exportação, o que demonstra espaço para a abertura de novos destinos comerciais. Nesse contexto, o Marrocos apresenta oportunidades estratégicas para o Brasil. O país possui tradição na pesca marítima, indústria de processamento, infraestrutura portuária e localização privilegiada para conexões com mercados africanos e europeus. A aproximação entre os dois países pode unir a capacidade produtiva brasileira à estrutura e à experiência marroquina no setor.
As possibilidades de cooperação incluem comércio de pescado, parcerias empresariais, processamento e agregação de valor, além de ações relacionadas à certificação, rastreabilidade, conformidade sanitária e desenvolvimento de cadeias voltadas aos mercados do Marrocos, da África e da Europa. Para o MPA, a participação do setor privado é essencial para transformar o diálogo institucional em negócios, investimentos e inovação. A missão busca, assim, criar bases para uma relação de longo prazo e ampliar as oportunidades para empresas e produtores brasileiros.
A agenda em Casablanca antecede a previsão de assinatura, em Rabat, de Memorandos de Entendimento entre Brasil e Marrocos, que deverão contribuir para fortalecer a cooperação bilateral no setor da pesca e da aquicultura. A participação no Seminário Empresarial integra a missão do Ministério da Pesca e Aquicultura ao Marrocos, realizada de 14 a 19 de setembro de 2026, e reforça a estratégia do Brasil de ampliar a inserção internacional da pesca e da aquicultura e aproximar o setor produtivo de novos mercados.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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