AGRONEGOCIOS
Emprego no agronegócio brasileiro bate recorde histórico e representa mais de 26% das ocupações no país
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O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico no primeiro trimestre de 2025, ao registrar 28,5 milhões de trabalhadores ocupados, segundo o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio, elaborado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse número corresponde a 26,23% do total das ocupações no país, a maior proporção desde o início da série histórica, em 2012.
Em relação ao mesmo período de 2024, o setor registrou crescimento de 0,6% no número de trabalhadores, com destaque para os segmentos de insumos, agroindústria e, principalmente, agrosserviços — que conectam a produção agropecuária e agroindustrial ao consumidor final. A comparação com o último trimestre de 2024 mostra alta ainda mais expressiva, de 1,1%, o que representa mais de 312 mil novas vagas, puxadas especialmente pelos agrosserviços.
O perfil da mão de obra no agronegócio também tem se transformado. Houve aumento da formalização, com mais empregadores e empregados registrados oficialmente. Além disso, o setor conta com um número recorde de profissionais com ensino superior completo ou incompleto, totalizando 4,78 milhões. A participação feminina cresce e agora representa 37,9% do total, com 10,8 milhões de mulheres ocupadas.
Apesar do crescimento geral, o segmento primário — que abrange atividades agrícolas e pecuárias dentro da porteira — registrou queda no número de trabalhadores, com retração de 1,7% em relação ao trimestre anterior e 4,2% na comparação anual. Essa redução foi puxada por lavouras de cereais, cana-de-açúcar, café, horticultura, criação de bovinos, outros animais e atividades pesqueiras.
Os agrosserviços foram os que mais cresceram, atingindo 10,65 milhões de trabalhadores, o maior contingente já registrado, impulsionados pelo bom desempenho da agropecuária e da agroindústria, que continuam aquecidas devido a safras recordes e forte demanda por abates e processamento de alimentos. A agroindústria, por sua vez, avançou 4,8% na comparação anual, alcançando 4,82 milhões de empregos — o maior número para um primeiro trimestre, com destaque para as indústrias de vestuário, etanol, moagem, abate e laticínios.
No setor de insumos, houve crescimento anual de 10,2%, com a indústria de rações registrando alta expressiva de 14,8%, reflexo do fortalecimento econômico das atividades agropecuárias e da maior demanda por produtos dentro da porteira.
Quanto aos rendimentos, os salários médios no agronegócio subiram 0,4% em relação ao último trimestre de 2024 e 2,2% na comparação anual, embora ainda fiquem abaixo da média nacional. O rendimento médio mensal dos empregados foi de R$ 2.673, contra R$ 3.207 da média nacional. Empregadores do setor receberam em média R$ 7.867, enquanto trabalhadores por conta própria tiveram renda média de R$ 2.271, também inferiores aos valores da economia geral.
O estudo, disponível nos sites do Cepea e da CNA, aponta que a modernização tecnológica, a migração da mão de obra para setores mais avançados da cadeia produtiva e mudanças demográficas, como o êxodo rural, vêm moldando o mercado de trabalho no campo. A tendência é que esse processo continue, com maior qualificação e formalização dos empregos no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil
O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.
Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.
Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular
Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.
No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.
Categorias essenciais seguem pressionadas
Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:
- Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
- Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
- Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
- Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
Já algumas categorias apresentaram melhora:
- Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
- Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
- Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento
Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.
A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.
Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.
Leite UHT tem maior avanço na ruptura
O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.
O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.
No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.
Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura
Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.
O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.
Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.
Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento
Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:
- Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
- Café: redução de 8% para 7,5%
Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.
Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos
Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.
A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.
O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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