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Mapa e MRE criam Grupo de Trabalho para elaboração de Programa de Investimento Agropecuário entre o Brasil e Angola

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) publicaram, nesta terça-feira (1º), no Diário Oficial da União, a Portaria Interministerial nº 23, que institui o Grupo de Trabalho Interministerial Brasil-Angola (GTI BR-AO). O objetivo é elaborar um Programa de Investimento Produtivo Agropecuário entre os dois países, com foco no fortalecimento da cooperação técnica, comercial e institucional no setor agrícola. 

O GTI BR-AO será responsável por elaborar propostas com foco no estabelecimento de uma parceria entre o Brasil e o governo angolano para enfrentar desafios como: altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, demanda por assistência técnica permanente aos produtores e necessidade de financiamento agropecuário de médio e grande porte, entre outros. 

Segundo a Portaria, o Grupo será composto por representantes do Mapa, MRE, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Programa de Financiamento às Exportações do Banco do Brasil, além de representantes de entidades do setor produtivo agropecuário brasileiro. 

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A coordenação do GTI BR-AO será exercida conjuntamente pelos representantes do Mapa e do MRE, enquanto a secretaria-executiva ficará a cargo da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa). O grupo se reunirá, ordinariamente, uma vez por semana e, extraordinariamente, mediante convocação da coordenação. 

De acordo com a Portaria, a proposta a ser encaminhada ao governo angolano deverá conter, no mínimo, o diagnóstico da realidade brasileira e angolana em relação a recursos territoriais, capital e finanças, infraestrutura, qualificação de pessoal, legislação sobre terras rurais e políticas públicas de apoio à agricultura. 

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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