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Preços do arroz sobem na última semana, mas acumulam cinco meses de queda no acumulado

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Os preços do arroz em casca apresentaram alta na última semana, interrompendo uma sequência de quedas que se estendia desde o final de janeiro, segundo dados do Cepea. Apesar dessa recuperação pontual, as cotações continuam próximas do valor mínimo de garantia estabelecido pelo governo no Plano Safra 2024, que é de R$ 63,64 por saca de 50 kg para a região Sul (exceto Paraná).

Queda prolongada e níveis mínimos históricos

A média do Indicador CEPEA/IRGA-RS fechou o mês de junho em queda pelo quinto mês consecutivo, alcançando o menor patamar desde janeiro de 2020. Essa tendência aponta para um cenário pressionado no mercado interno do arroz.

Expectativa de exportações impulsiona leve alta

Pesquisadores do Cepea destacam que a alta recente foi motivada principalmente pela expectativa de aumento nas exportações. Esse fator levou vendedores a restringirem as negociações no mercado doméstico, o que contribuiu para o reajuste dos preços.

Indústrias reajustam preços para repor estoques

Com a necessidade de recompor seus estoques, as indústrias passaram a ajustar os preços do arroz, refletindo o movimento de alta observado na última semana.

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Impactos do clima e logística no Rio Grande do Sul

Colaboradores do Cepea relataram que as fortes chuvas no Rio Grande do Sul têm causado dificuldades logísticas, afetando o carregamento e o escoamento das cargas, o que também interfere na dinâmica de mercado.

Importações do Paraguai como alternativa

Diante dos desafios no abastecimento, algumas indústrias recorrem à importação de arroz do Paraguai para suprir a demanda interna, buscando alternativas para manter o fluxo no setor.

Apesar da recente alta, o mercado do arroz ainda enfrenta um cenário de preços pressionados e desafios logísticos, com atenção voltada para os próximos movimentos das exportações e a influência das condições climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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