AGRONEGOCIOS
Cafeicultores buscam sustentabilidade e boas práticas na 25ª Femagri 2026
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Produtores de café investem em práticas sustentáveis
Produtores de café de Minas Gerais e São Paulo participam da 25ª edição da Femagri, que acontece em Guaxupé entre os dias 18 e 20 de março. O evento, organizado pela Cooxupé, tem como objetivo aprimorar técnicas de cultivo, ampliar a sustentabilidade e incentivar boas práticas agrícolas na cafeicultura.
Fazendinha oferece aprendizado prático para cafeicultores
Dentro da feira, a Fazendinha, uma fazenda modelo aberta à visitação, permite que as famílias cafeicultoras conheçam soluções estratégicas para tornar a produção de café mais sustentável e alinhada às normas trabalhistas.
Entre os destaques estão programas como o Renova Pasto, que incentiva a diversificação de renda a partir do uso de áreas de pastagem, e a linha de defensivos biológicos, além de orientações sobre armazenamento correto de insumos.
Para o produtor cooperado Fernando Rubens, de Nova Resende, a Fazendinha representa a oportunidade de levar práticas inovadoras diretamente para a lavoura:
“Na Fazendinha, a gente vê na prática o que pode aplicar na lavoura. São orientações que fazem diferença no dia a dia e ajudam a produzir com mais sustentabilidade e segurança. Eu sempre faço questão de visitar o espaço durante o evento.”
Treinamento técnico fortalece gestão responsável
Segundo Mário Ferraz de Araújo, gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, o espaço vai além da demonstração de técnicas:
“É o momento do cooperado entender na prática como se desenvolver de maneira sustentável, com inovação e dentro das normas e da legislação. Aqui na Fazendinha, o cafeicultor tem a oportunidade de aprender, esclarecer dúvidas e levar o conhecimento para a sua propriedade de maneira segura.”
Femagri 2026 segue aberta com entrada gratuita
Com o tema “Tradição e Inovação: Gestão Responsável, Cooperativismo Forte, Futuro de Oportunidades”, a Femagri encerra sua programação nesta sexta-feira (20), das 8h às 18h, com expectativa de receber mais de 40 mil visitantes durante os três dias de evento. A entrada é gratuita, proporcionando amplo acesso às novidades e soluções sustentáveis para a produção cafeeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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