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OMC premia programa do MDIC e da ApexBrasil para mulheres no comércio exterior

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A troca de experiências entre empresárias que já atuam no comércio exterior com empreendedoras que buscam alcançar o mercado internacional é a base do Programa Elas Exportam, que acaba de ser premiado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), nesta quarta-feira (2/7), em cerimônia realizada em Genebra.

O “Elas Exportam” conquistou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras. No total, 15 quinze países inscreveram suas iniciativas nas cinco categorias que compõem a premiação. O programa brasileiro foi desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-MDIC), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

“É um reconhecimento dos esforços do país na promoção do empoderamento econômico feminino por meio do comércio exterior”, comemora a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. Estudo do MDIC aponta que apenas 14% das empresas exportadoras contam com maioria feminina em seus quadros societários. “O objetivo do programa”, afirma Tatiana, “é contribuir para aumentar essa participação”.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, essa premiação é o reconhecimento internacional de que estamos na direção certa para reduzir a desigualdade de gênero. “A participação das mulheres no comércio exterior pode trazer benefícios significativos para a economia, pois sabemos que empresas que exportam empregam mais e pagam melhores salários”, reforça Repezza.

Caminho certo

Na avaliação da coordenadora do programa pelo MDIC, Patrícia Favaretto, que representou a pasta na cerimônia, a premiação sinaliza que o “Elas Exportam” está no caminho certo. “Para muitas mulheres que estão dando os primeiros passos no comércio internacional, contar com a orientação de profissionais experientes é mais do que adquirir conhecimento técnico, é ganhar confiança e incentivo.”, afirma.  Ela destaca que o programa se fortalece a cada ciclo e um dos elementos centrais dessa expansão é o trabalho de mentoria.

A gerente de Competitividade da Apex, Clarissa Furtado, representante da Agência na premiação, ressalta que ampliar a presença de mulheres no comércio internacional é uma das prioridades estratégicas da ApexBrasil . “O Elas Exportam  congrega duas ferramentas muito eficientes para o desenvolvimento de empresas lideradas por mulheres no comércio internacional: mentorias e formação de redes”, disse.

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O Elas Exportam integra uma estratégia mais ampla do governo brasileiro para promover a igualdade de gênero no comércio internacional. Durante a presidência brasileira do G20, o eixo de Comércio e Investimento incluiu, pela primeira vez, o tema Mulheres no Comércio Internacional como prioridade independente.

Além disso, o Brasil aderiu ao Acordo Global sobre Comércio e Gênero (GTAGA), passou a integrar a plataforma SheTrades Hub e o SheTrades Outlook, do Centro de Comércio Internacional (ITC), e avançou na implementação do capítulo sobre comércio e gênero do Acordo de Livre Comércio com o Chile.

O país também vem atuando para incorporar cláusulas de gênero nos acordos comerciais em negociação. Temas relacionados a comércio e empoderamento feminino passaram a integrar os textos dos acordos mais recentes firmados pelo país, como é o caso do acordo com a União Europeia, finalizado em 2024, e, agora, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

Conquista de mercado

A premiação fortalece o programa que nasceu em 2023 e já impulsionou negócios como a Engenho Café de Açaí, de Macapá, comandado por Valda Gonçalves, que hoje exporta para Estados Unidos, Alemanha e Austrália.

Outro exemplo é a Carne de Jaca, empresa da Maria Edivângela, do Tocantins, que já chegou ao mercado europeu.

Oferecido de forma gratuita, o programa tem edições semestrais e combina mentorias, oficinas e seminários. Atualmente em sua quarta edição, o Elas Exportam acumula a participação de 315 mulheres, sendo 169 mentoradas e 146 mentoras, assim distribuídas:

  • 1ª edição: 20 duplas de mentoras e mentoradas
  • 2ª edição: 30 duplas de mentoras e mentoradas
  • 3ª edição: 47 mentoras e 69 mentoradas
  • 4ª edição: 49 mentoras e 50 mentoradas

As inscrições para a 5ª edição serão divulgadas na primeira quinzena de julho.

Mais casos de sucesso

  • Matrona: Empresa cearense de roupas e peças de crochê, liderada por Fabiana Lopes Rocha, participou da 1ª edição do programa. Após essa participação, a Matrona adaptou seu produto para o mercado externo e realizou sua primeira exportação para os Estados Unidos. Desde então, a empresa ampliou sua atuação tanto no mercado nacional quanto no internacional, alcançando um novo patamar de crescimento e visibilidade;
  • JMJ Lauto: Sob liderança por Erica Rosa da Silva, a empresa participou da 2ª edição do Elas Exportam e vivenciou uma imersão internacional significativa ao participar da missão Origem Bahia, em Portugal, em 2024, onde apresentou um desfile de moda praia e fitness. Essa experiência gerou visibilidade e abriu portas para negociações com mercados como Portugal, Chile e Estados Unidos;
  • Top Amazon: Fundada por Eusa Marques, a marca de cosméticos sustentáveis da Amazônia participou do programa e, posteriormente, integrou o Exporta Mais Brasil, da ApexBrasil, em Manaus. No evento, oito dos doze importadores participantes demonstraram interesse imediato nos produtos da empresa, que em 2024 realizou sua primeira venda internacional para os Estados Unidos.
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Prêmio

O “International Prize for Gender Equality in Trade”, concedido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), é uma iniciativa lançada em 2024 e faz parte dos esforços para ampliar a participação de mulheres na economia global, reconhecendo práticas, políticas ou iniciativas que contribuam para a inclusão de mulheres nessa área.

Para concorrer ao prêmio, o país deve ser membro ou observador da OMC e apresentar uma política comercial, programa de exportação ou projeto que promova a inclusão e o empoderamento econômico das mulheres.

As propostas concorrem em cinco categorias: Mulheres Empreendedoras; Desenvolvimento Sustentável e Gênero; Facilitação do Comércio; Serviços no Comércio, além da categoria especial de Empoderamento da Juventude sob a Perspectiva de Gênero.

A avaliação leva em conta oito critérios: inclusão, empoderamento, parcerias, possibilidade de replicação, inovação, estratégia de comunicação, alinhamento com os pilares do Grupo de Trabalho Informal sobre Comércio e Gênero da OMC, e aprendizados obtidos com a iniciativa.

Com informações da ApexBrasil

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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