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Ministério do Turismo lança programa “Turismo+ Íntegro” para fortalecer a integridade institucional
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O Ministério do Turismo deu um passo importante na direção à promoção da integridade e da boa governança pública. Nesta terça-feira (27.05) foi publicada a Portaria MTur nº 12, de 26 de maio de 2025, que cria o programa “Turismo+ Íntegro” e o Comitê de Integridade no âmbito da Pasta. A iniciativa reforça o compromisso da administração pública com a prevenção e o combate as práticas irregulares, como fraudes e corrupção.
Inspirado nas diretrizes da Controladoria-Geral da União (CGU) e amparado no Decreto nº 9.203/2017, a estratégia foi desenhada para estruturar mecanismos que assegurem padrões éticos, transparência e responsabilização. O Turismo+ Íntegro será aplicado a todas as unidades internas do ministério e será operacionalizado por meio de um Plano de Integridade — documento que reúne medidas e ações periódicas para detecção, remediação e prevenção de riscos institucionais – que será submetido ao Comitê de Integridade para análise e aprovação.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou a importância da nova ação. “Essa iniciativa sinaliza que o turismo brasileiro, além de estratégico para a economia, também pode ser referência em integridade e boas práticas administrativas”, afirmou.
O programa está estruturado em quatro eixos principais: o comprometimento da alta direção; o fortalecimento das instâncias de integridade; a análise e gestão de riscos; e o monitoramento contínuo. “Com o lançamento do Turismo+ Íntegro, o Ministério do Turismo busca não apenas atender às exigências legais de governança, mas também fortalecer a credibilidade do setor público diante da sociedade”, lembrou o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do MTur (AECI), Carlos Caetano.
Entre os objetivos centrais, estão a disseminação de boas práticas e normativos de ética, o fortalecimento da cultura de integridade, a promoção da transparência ativa e o alinhamento às legislações de proteção de dados e acesso à informação.
COMITÊ DE INTEGRIDADE – A portaria também cria formalmente o Comitê de Integridade, responsável por acompanhar e implementar o programa. O colegiado será composto por representantes de cinco unidades internas estratégicas: Assessoria Especial de Controle Interno, que será responsável pela coordenação do Comitê; Ouvidoria; Corregedoria; Assessoria de Participação Social e Diversidade; e Comissão de Ética. Suas atividades terão caráter permanente e não remunerado.
A atribuição será de colaborar na elaboração do Plano de Integridade, promover capacitações, sugerir medidas corretivas e preventivas e ampliar a cultura de integridade a fornecedores e parceiros institucionais. As reuniões ocorrerão, ordinariamente, a cada trimestre, com possibilidade de convocações extraordinárias.
Por Fabio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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