POLITÍCA NACIONAL
Paim destaca aprovação de MP que amplia uso do Fundo Social
POLITÍCA NACIONAL
O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento nesta quarta-feira (2), destacou a aprovação da Medida Provisória (MP) 1.291/2025 em Plenário na sessão de terça-feira (1º). Ele mencionou o debate sobre a aprovação da MP na Comissão Mista na manhã do mesmo dia, quando Paim presidiu a reunião em substituição à presidente do colegiado, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). A MP atualiza as regras do Fundo Social e autoriza o uso dos recursos do pré-sal em áreas como habitação popular, especialmente pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, além de infraestrutura social e enfrentamento de calamidades.
Paim explicou que a MP também permite a antecipação da comercialização de excedentes de petróleo e gás, com previsão de arrecadação de até R$ 20 bilhões em 2025 e 2026, sem impacto fiscal. O texto eleva de 50% para 55% o percentual mínimo dos recursos do Fundo Social a ser destinado à educação e à saúde. Define ainda metas regionais para os próximos dois anos: 30% para o Nordeste, 15% para o Norte e 10% para o Centro-Oeste. O senador citou o Rio Grande do Sul como estado que poderá se beneficiar dos recursos, diante das enchentes e estiagens recorrentes.
— O governo do presidente Lula reafirma, com essa medida, o seu compromisso com a ampliação do Fundo Social e com a promoção do desenvolvimento social e econômico do país. Estamos contribuindo fortemente para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira — disse.
Rodízio de emendas
O senador também comentou artigo de sua autoria publicado no jornal Zero Hora, no qual defende critérios republicanos na destinação de emendas. Ele afirmou que adota um sistema de rodízio para contemplar os 497 municípios gaúchos de forma democrática e transparente com emendas parlamentares. Ele destacou que, em 2025, destinou cerca de R$ 110 milhões para 411 municípios.
O parlamentar explicou que, por decisão pessoal, não usa o modelo de “emenda Pix”. Afirmou que os recursos de suas emendas são aplicados em áreas como saúde, infraestrutura, agricultura, educação, segurança pública e assistência social e que a prestação de contas é pública e feita diretamente à população.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova projeto que prevê multa para quem dificultar matrícula de aluno com deficiência
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que considera ato discriminatório à pessoa com deficiência dificultar a matrícula em instituições públicas ou privadas de ensino. Essa infração é punida com multa.
Por recomendação da relatora, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), foi aprovada a versão da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência para o Projeto de Lei 5352/19, da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), e dois apensados. O substitutivo reúne as três iniciativas em um só texto.
“As medidas previstas preenchem uma lacuna identificável no sistema normativo vigente”, disse Fernanda Melchionna. “O substitutivo constitui a formulação mais adequada para o conjunto das propostas.”
Mudanças
A versão original do projeto já definia como discriminação:
- impedir ou inviabilizar a permanência na escola;
- excluir o aluno das atividades de lazer e cultura;
- negar profissional de apoio capacitado para o atendimento do aluno; e
- negar adaptação de currículo, além de outras previstas no Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Graças aos apensados, serão ainda considerados discriminação:
- a prática de colocar apelidos que causem danos físicos e psicológicos, inclusive por meio da internet ou de redes sociais; e
- o abuso de autoridade sobre o educando por meio de atos e atitudes que ocasionem danos emocionais e sofrimento psíquico.
Gestor responsabilizado
O texto estabelece que os gestores das escolas poderão ser responsabilizados por atos de discriminação, com multa entre 3 e 20 salários mínimos.
Professores e equipes deverão ser capacitados para acolher crianças, adolescentes e adultos com deficiência, propiciando-lhes inclusão em atividades educacionais e de lazer.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados


