AGRONEGOCIOS
Nova plataforma de gestão agropecuária agiliza serviços do IMA e simplifica emissão de documentos sanitários
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Transformação digital sem precedentes
Há um ano, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) iniciou, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), o desenvolvimento de um software que promete revolucionar a defesa agropecuária em Minas Gerais. Financiada por convênio de R$ 24 milhões firmado em junho de 2024, a plataforma — que substituirá o atual Sidagro — abrangerá defesa sanitária animal, vegetal e a agroindustrialização de produtos de origem animal e bebidas.
Dividido em oito módulos, o sistema será adotado por todos os integrantes do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa): produtores, transportadores, profissionais autônomos, agroindústrias e servidores do IMA.
Painel de emergências mostrou valor em campo
Em maio deste ano, o Painel de Emergências Sanitárias foi decisivo no controle de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves silvestres na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a ferramenta, os técnicos localizaram, em segundos, propriedades dentro de raios de 3 km, 7 km e 25 km do epicentro, eliminando levantamentos manuais.
“A resposta orientada por dados georreferenciados provou como a tecnologia, aliada à defesa sanitária, economiza tempo e recursos”, destaca Michel Gonzaga, gestor do convênio no IMA.
Painéis gerenciais entregam visão estratégica
Já em operação interna, os painéis gerenciais permitem acompanhar, em tempo real, fiscalizações, operações e o trânsito de animais via Guias de Trânsito Animal (GTAs). Gestores conseguem avaliar a performance de cada unidade, identificar riscos e planejar ações com mais precisão.
Próximos lançamentos
- Aplicativo de emergências sanitárias
- Estreia em setembro, durante o Simulado de Foco de Febre Aftosa em Montes Claros, com mais de 220 participantes. Funciona offline, traz mapeamento de zonas de foco, divisão de equipes e relatórios de campo.
- Cadastro georreferenciado de propriedades
- Permitirá registro preciso de fazendas e estabelecimentos agropecuários.
- Integração com câmeras OCR
- Autenticará rotas de carga animal e reforçará a fiscalização de trânsito.
- Análise automática de GTAs
- Detectará possíveis fraudes de forma instantânea.
- Assistente de fiscalização com IA
- Apoiará servidores em vistorias e decisões em campo.
- Rastreabilidade via blockchain
- Garantirá histórico confiável dos animais ao longo da cadeia produtiva.
Benefícios diretos ao produtor
O Portal do Produtor será renovado para reunir todos os serviços do IMA em um único ambiente digital, com mais velocidade e acessibilidade. Produtores poderão:
- Realizar ou atualizar cadastros de forma remota.
- Enviar documentos digitalizados sem deslocamentos.
- Emitir documentos sanitários em menos tempo.
Com tecnologia de ponta e foco na simplificação de processos, a nova plataforma coloca Minas Gerais na vanguarda da gestão agropecuária na América Latina, beneficiando tanto servidores quanto produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño pode ganhar força em 2026 e elevar risco climático para o café no Brasil e no mundo
O mercado global de café já começa a monitorar com atenção o possível fortalecimento do fenômeno El Niño ao longo de 2026. Projeções de centros climáticos internacionais indicam aumento relevante na probabilidade de ocorrência do evento, o que pode elevar os riscos climáticos para a produção agrícola em diversas regiões do mundo.
De acordo com a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há cerca de 60% de chance de formação do El Niño entre maio e julho. Já modelos do IRI (International Research Institute for Climate and Society), ligado à Universidade de Columbia, indicam cenário semelhante no curto prazo e sugerem que o fenômeno pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027.
Oceano Pacífico mais quente pode intensificar evento climático
As projeções não apontam necessariamente aumento da temperatura média global, mas indicam aquecimento acima da média da superfície do Oceano Pacífico equatorial — característica típica de um El Niño mais intenso.
Esse padrão tende a influenciar o regime de chuvas e temperaturas em várias regiões produtoras, ampliando riscos para culturas agrícolas sensíveis ao clima, como o café.
Segundo análises de mercado, o cenário reforça atenção especial para o desenvolvimento da safra 2026/27 em regiões como América Central, América do Sul, Sudeste Asiático e África Oriental.
Café entra no radar de risco climático global
Especialistas alertam que um El Niño ativo e prolongado pode trazer temperaturas acima da média, além de períodos de seca ou chuvas excessivas, afetando diretamente o ciclo produtivo do café.
A avaliação de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets destaca que o fenômeno pode representar desafios relevantes para o setor. A principal preocupação está no impacto sobre o florescimento, enchimento dos grãos e desenvolvimento das lavouras.
Na América Central, países como Guatemala, Honduras e El Salvador podem enfrentar redução de chuvas e temperaturas mais elevadas durante fases críticas da produção.
Na Colômbia, o risco envolve impactos na safra principal de 2026/27 e possível prejuízo à chamada safra “mitaca”, caso o evento se prolongue.
África, Ásia e Brasil também podem ser afetados
Na África Oriental, o El Niño costuma provocar efeitos climáticos variados. Na Etiópia, pode haver redução de chuvas em períodos importantes e excesso hídrico na colheita, enquanto em Uganda aumenta o risco de enchentes e deslizamentos.
No Sudeste Asiático e na Índia, o fenômeno tende a favorecer condições mais secas e quentes, com possível enfraquecimento das monções e ondas de calor mais frequentes. Indonésia e Vietnã também podem ser impactados no ciclo das próximas safras.
No Brasil, o efeito inicial pode reduzir o risco de geadas durante o inverno de 2026. No entanto, especialistas alertam para possíveis impactos no regime de chuvas durante a florada e desenvolvimento da safra 2027/28, especialmente se o fenômeno se prolongar.
Mercado do café pode sentir reflexos nos preços
Mesmo com expectativa de uma safra brasileira volumosa em 2026/27, que tende a pressionar cotações no curto prazo, o risco climático pode atuar como fator de sustentação dos preços.
Projeções indicam que o comportamento das temperaturas no Pacífico será determinante para o grau de impacto do fenômeno. Em alguns modelos, a anomalia pode superar 1,5°C entre outubro e novembro de 2026, caracterizando um evento mais intenso.
Nesse contexto, analistas destacam que o clima passa a ser variável central de atenção para o mercado global de café, podendo limitar movimentos mais acentuados de queda nas cotações ao longo do período.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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