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Carreta Agro pelo Brasil leva tecnologia, gastronomia e conhecimento à 95ª Semana do Fazendeiro em Viçosa

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A Carreta Agro pelo Brasil, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), será uma das principais atrações da 95ª Semana do Fazendeiro, promovida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), entre os dias 12 e 18 de julho. O espaço itinerante, com quase 100 m², proporciona ao público uma imersão no universo do agronegócio por meio de experiências sensoriais, tecnologia e inovação.

Imersão no agro: tecnologia, ciência e sabores

Durante o evento, a carreta estará aberta para visitação gratuita com uma programação voltada a públicos de todas as idades. O espaço oferecerá vivências educativas que conectam “Terra, Ciência e Alimento”, incluindo vídeos de realidade imersiva e uma cozinha experimental.

Além disso, o público poderá participar de degustações comentadas de bolos festivos, cafés especiais e bebidas à base de café. A culinária mineira será destaque, com menus assinados pelo chef viçosense Duda Pádua. Os pratos trarão a carne suína da empresa Saudali Alimentos como protagonista, reforçando a identidade gastronômica da região. Degustações de queijos e cachaças também integram a programação.

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Estúdio de podcasts e debates sobre o futuro do agro

Outro destaque da carreta será o estúdio de podcasts ao vivo, que receberá convidados ao longo da semana para debater assuntos ligados ao agronegócio. Os episódios abordarão temas relacionados ao foco do evento deste ano: “Plantando o Futuro: Ciência e Inovação na Produção, Proteção e Uso Sustentável das Florestas”.

Sistema Faemg Senar intensifica presença com cursos e oficinas

Além da carreta, o Sistema Faemg Senar e o Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa terão participação expressiva na programação da Semana do Fazendeiro. Serão oferecidos cerca de 60 cursos e oficinas voltados para áreas como cafeicultura, silvicultura, bovinocultura, piscicultura, operação de máquinas agrícolas, produção artesanal de alimentos, marketing e gestão rural.

Também estão programados encontros técnicos promovidos pelo Escritório Regional de Viçosa, como o encontro anual com presidentes e agentes de desenvolvimento rural dos sindicatos da região, e uma reunião com supervisores e técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que atuam nas regionais de Viçosa e Juiz de Fora.

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Parceria de longa data com a UFV

“O Sistema Faemg Senar tem uma ligação histórica com a UFV, que é um verdadeiro berço de conhecimento para o agro mineiro e brasileiro”, destaca Marcos Reis, gerente regional em Viçosa. “A Semana do Fazendeiro é o maior evento de extensão do país, totalmente alinhado com nossa missão de capacitar o produtor rural. Este ano, teremos o espaço diferenciado da Carreta Agro pelo Brasil para engrandecer ainda mais a nossa participação”, conclui.

Inscrições abertas

Os interessados em participar dos cursos já podem se inscrever:

👉 Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária

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O complexo de doenças respiratórias dos bovinos (DRB) permanece entre os principais desafios sanitários da pecuária moderna, especialmente em sistemas intensivos de produção. Apesar disso, sistemas extensivos também estão sujeitos à enfermidade em situações de estresse, como mudanças bruscas de temperatura, transporte de longa distância e outras condições que comprometem a imunidade dos animais.

De origem multifatorial, a DRB afeta diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e pode levar à mortalidade, resultando em prejuízos econômicos significativos quando não há prevenção e tratamento adequados.

DRB resulta da interação entre agentes infecciosos, ambiente e manejo

O desenvolvimento da doença está associado à combinação entre agentes infecciosos, condições ambientais, práticas de manejo e resposta imunológica dos animais.

Entre os principais agentes bacterianos envolvidos estão:

  • Mannheimia haemolytica
  • Pasteurella multocida
  • Histophilus somni
  • Mycoplasma bovis

Esses microrganismos estão frequentemente associados a quadros respiratórios graves e processos inflamatórios pulmonares, que podem evoluir para lesões severas quando não controlados adequadamente.

Segundo a médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, Baity Leal, esses agentes podem estar presentes nas vias respiratórias sem causar doença, mas se tornam problemáticos em situações de desequilíbrio imunológico.

“O problema ocorre quando há queda de imunidade ou estresse, permitindo que as bactérias se multipliquem e alcancem o trato respiratório inferior”, explica.

Fatores de estresse aumentam ocorrência da doença no campo

A DRB tende a se manifestar com maior frequência em momentos críticos da produção, como:

  • Transporte de longa distância
  • Jejum prolongado
  • Mistura de animais de origens diferentes
  • Formação recente de lotes
  • Alta densidade de animais
  • Ventilação inadequada
  • Poeira, lama e excesso de umidade
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Em sistemas intensivos, como confinamentos de gado de corte e propriedades leiteiras, a proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente aumentam a pressão de infecção.

A doença também pode atingir bovinos a pasto, especialmente quando submetidos a estresse ou condições que comprometem a imunidade.

Sinais clínicos da DRB exigem atenção imediata no rebanho

Os principais sintomas observados incluem:

  • Febre
  • Secreção nasal
  • Lacrimejamento
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória
  • Apatia
  • Redução do consumo de alimento
  • Queda no desempenho produtivo

Em animais jovens, como bezerras leiteiras, os impactos são ainda mais severos, podendo comprometer desenvolvimento, reprodução e produtividade futura.

Impactos econômicos reforçam importância da prevenção

Além das perdas diretas com medicamentos e mão de obra, a DRB provoca impactos indiretos relevantes, como:

  • Redução do ganho de peso
  • Piora da conversão alimentar
  • Maior tempo de recuperação
  • Desuniformidade dos lotes
  • Aumento da mortalidade

Esses fatores tornam a doença um problema sanitário e econômico relevante em diferentes sistemas produtivos.

Prevenção depende de manejo, ambiência e vacinação

A prevenção da DRB envolve um conjunto de práticas integradas, incluindo:

  • Controle de poeira, umidade e ventilação
  • Organização adequada de lotes
  • Redução de estresse durante o manejo
  • Período de adaptação para animais recém-chegados
  • Cuidados com colostragem em bezerros
  • Higienização e cura correta do umbigo
  • Programas de vacinação estruturados

Para Baity Leal, a prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda.

“A DRB não é apenas um problema de confinamento. Sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta”, reforça.

Diagnóstico precoce e tratamento rápido são decisivos para o controle

Quando a doença se instala, a rapidez na identificação e no início do tratamento é determinante para reduzir danos pulmonares e perdas produtivas.

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O tratamento envolve o controle da infecção bacteriana, da inflamação e dos sintomas clínicos, garantindo melhor recuperação do animal.

“O tratamento precisa ser iniciado no momento certo e mantido pelo período adequado, com controle da infecção e da inflamação para favorecer a recuperação”, explica a especialista.

Terapias combinadas ganham espaço no controle da DRB

Soluções que associam ação antimicrobiana e anti-inflamatória vêm sendo incorporadas às estratégias de manejo sanitário.

Entre elas está o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, que combina:

  • Florfenicol, antibiótico de amplo espectro
  • Meloxicam, anti-inflamatório, analgésico e antipirético

O produto atua contra principais agentes da DRB, como Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni, além de controlar febre, dor e inflamação por período prolongado, contribuindo para a recuperação clínica dos animais.

O uso deve sempre seguir orientação veterinária e protocolos de uso responsável de antimicrobianos.

Sanidade respiratória como pilar da pecuária moderna

Para especialistas, o avanço no controle da DRB está diretamente ligado à profissionalização da pecuária e à adoção de protocolos sanitários mais estruturados.

“A redução do impacto das doenças respiratórias depende de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento bem conduzido”, conclui Baity Leal.

Em um cenário de intensificação produtiva, a DRB segue como um dos principais pontos de atenção da pecuária, exigindo integração entre manejo, ambiência, sanidade e tecnologia para preservar desempenho, bem-estar e rentabilidade dos rebanhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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