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Mostra Virtual apresenta experiências em mentoria de diretores

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A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG) realizou, na quinta-feira, 3 de julho, a 1ª Mostra Virtual de Experiências em Mentoria de Diretores(as) Escolares. O evento reuniu gestores escolares, técnicos das secretarias de educação e demais profissionais da área para compartilhar vivências práticas construídas ao longo do Curso de Aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares, do Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC).  

A mostra reafirmou o compromisso da universidade pública com a valorização da escola como lugar de escuta, formação e transformação. As experiências apresentadas evidenciam como a mentoria, quando alicerçada em uma formação sólida e na troca entre pares, contribui diretamente para o fortalecimento da liderança, a melhoria da gestão pedagógica e a promoção de uma cultura democrática nas escolas.  

Durante o evento, os participantes puderam assistir a uma mesa-redonda de abertura e a sessões temáticas com relatos de experiências de diretores escolares que participaram da primeira edição do curso.  

Uma das experiências em destaque foi a apresentação, pela diretora de uma escola de Fortaleza (CE), Raquel Sales, do protocolo antirracista desenvolvido a partir da formação. Ao longo de abril, a equipe da mentoria promoveu encontros na Coordenadoria de Igualdade Racial da cidade, com distribuição de materiais como folders e o caderno-guia do protocolo. A ação alcançou um novo patamar ao ser apresentada também ao secretário municipal de Educação, ampliando sua institucionalização. A iniciativa mostra como os conteúdos da formação se materializaram em políticas locais com potencial transformador.  

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Outros relatos enfatizaram o valor humano da mentoria. “Com certeza, hoje, eu posso dizer que sou outra pessoa enquanto diretora escolar”, afirmou Daci Lopes, servidora do município de Valença (BA). Segundo ela, a formação se tornou um espaço de fortalecimento emocional, resgate da autoconfiança e construção de estratégias para preservar a saúde e a qualidade das relações no ambiente escolar.  

Para a educadora, o papel da comunicação também foi um elemento-chave no processo de mentoria. “Comunicação é tudo. Em todos os ambientes e, principalmente, no ambiente escolar”, defendeu Daci, pontuando que a comunicação é uma ferramenta de humanização da gestão, ao fomentar relações empáticas e abrir espaço para o diálogo entre profissionais de diferentes formações.  

A vivência da democracia nas escolas também esteve no centro das reflexões de muitos participantes do curso. As experiências relatadas destacam a importância de fortalecer os conselhos escolares por meio da escuta ativa e da valorização da diversidade dos sujeitos da comunidade.  

“Para além de afirmar que a gente está em uma escola democrática, os diretores precisam rever alguns princípios e pensar como ocorrem a participação, a autonomia, a transparência e o pluralismo na escola”, disse o diretor Adriano Soares, de João Pessoa (PB).  

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Proditec – O Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação, instituído pela Portaria nº 481, de 15 de maio de 2024, tem como finalidade contribuir para o aprimoramento das gestões administrativa, financeira e pedagógica das escolas públicas da educação básica e das secretarias de educação, por meio do apoio à formação continuada. O programa visa desenvolver e apoiar ações formativas em parceria com os estados e os municípios, com o objetivo de promover uma gestão de excelência nas secretarias e nas escolas públicas, contribuindo para a melhoria dos resultados de aprendizagem dos estudantes em todas as etapas da educação básica e nas diversas modalidades de ensino.  

A 1ª Mostra Virtual de Experiências em Mentoria de Diretores(as) Escolares faz parte da parceria do MEC com universidades federais, como a UFG, para execução de ações do Proditec. A colaboração tem se mostrado fundamental para oferecer formações de excelência baseadas em metodologias ativas, cultura colaborativa e protagonismo dos gestores escolares. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

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As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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