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Pesca continental protagoniza semana no Ministério da Pesca e Aquicultura

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Na próxima quarta-feira (09), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) vai oferecer a oficina “Gestão pesqueira nas Bacias: diagnóstico e ações prioritárias para pesquisa e estatística”, voltado para cerca pesquisadores e gestores que atuam nas águas continentais. Essa oficina, que acontecerá até o dia 11/07, irá identificar as ações em andamento e as necessidades prioritárias para a geração de dados e gestão dos principais recursos pesqueiros continentais do Brasil, que contam com uma das maiores biodiversidades do mundo.

A iniciativa integra o planejamento dos eventos preparatórios do MPA para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A adaptação da pesca às mudanças climáticas nas bacias continentais é uma temática central, alinhada às metas ambientais globais, que demanda o desenvolvimento de políticas públicas e ações integradas que considerem os aspectos ambientais, sociais e econômicos.

A pesca continental tem uma importância crucial do ponto de vista cultural, social, econômico e estratégico para o Brasil. Entretanto, a descontinuidade histórica na geração e consolidação de dados, bem como de pesquisas científicas nos ecossistemas continentais brasileiros, faz com que essa importância seja invisibilizada. Nesse sentido, esse evento promove a integração entre pesquisadores, gestores e instituições governamentais, de ensino e de pesquisa, fortalecendo a estatística pesqueira voltadas para a pesca continental, buscando subsidiar a gestão deste segmento com informações atualizadas para planejamento e tomada de decisão”, explica a secretária nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria.

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Durante o evento, será realizado um diagnóstico das principais ações de pesquisa desenvolvidas nas diversas bacias continentais brasileiras, o mapeamento dos recursos pesqueiros prioritários com base em critérios econômicos, biológicos e sociais, além da identificação das lacunas nos dados biológicos e pesqueiros essenciais para avaliação de estoques e gestão sustentável da atividade pesqueira continental. Outro foco importante será a discussão sobre a integração das bases de dados existentes e o fortalecimento das parcerias institucionais estratégicas.

Os resultados da oficina serão fundamentais para a construção de políticas públicas e ações estratégicas que promovam a sustentabilidade e a adaptação da pesca às mudanças climáticas, consolidando a importância da geração de dados e do monitoramento contínuo para a gestão eficaz dos recursos pesqueiros continentais.

Pesca continental amazônica

Já entre os dias 7 e 9 de julho, o MPA promoverá o evento “Integração de dados de pesca na Amazônia: base para um desenvolvimento sustentável”, que tem como propósito consolidar informações relevantes para a gestão sustentável dos recursos pesqueiros na região amazônica, promovendo o levantamento e a recuperação de dados sobre a atividade pesqueira em águas interiores da Amazônia, além da consolidação de um consórcio de pesquisadores que atuarão como responsáveis pelo uso científico dos dados, garantindo a ética e a transparência na produção de estudos.

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Esse evento é fruto da parceria do MPA com a Universidade Federal do Pará, projeto dedicado à apresentação dos avanços do projeto discussão crítica sobre os resultados obtidos, definição de diretrizes para a governança e ética dos dados, formalização do consórcio de pesquisadores, planejamento de estratégias de divulgação e uso dos dados, e à construção de propostas para colaborações científicas futuras. Também será momento de apresentar os resultados e consolidar os próximos passos do projeto.

Este encontro representa um momento crucial para a consolidação de um sistema integrado de dados pesqueiros na Amazônia, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental, social e econômica da região, fortalecendo políticas públicas e o conhecimento científico na área.

O Ministério da Pesca e Aquicultura destaca seu compromisso com o fomento à pesquisa científica aplicada, visando a sustentabilidade dos recursos pesqueiros continentais. A gestão baseada em dados científicos e na cooperação entre diferentes atores é essencial para garantir o futuro sustentável da pesca no país.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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