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Lula pede ampliação do comércio com a Índia e destaca parceria em energias renováveis

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O presidente Luiz Inácio da Silva defendeu nesta segunda-feira (7/7) maior integração entre Brasil e Índia, em discurso lido pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, no encerramento do Fórum Econômico entre os dois países, realizado no Rio de Janeiro.

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Lula não pode participar da cerimônia final do Fórum pediu a Elias Rosa que lesse seu discurso para os presentes. No texto, Lula destacou a parceria com a Índia na Aliança Global para Biocombustíveis e o avanço dos entendimentos nessa área, entre outros temas.

Leia abaixo a íntegra do discurso:

Parabenizo a Apex, a CNI, a Câmara de Comércio Índia-Brasil e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia por reunir tantos empresários aqui hoje. Esta é a primeira etapa da histórica visita de Estado do primeiro-ministro Narendra Modi ao nosso país.

Amanhã estaremos reunidos em Brasília para aprofundar as relações bilaterais e alavancar projetos de cooperação. No atual contexto global, de guerra tarifária e protecionismo, a integração entre brasileiros e indianos é estratégica. Somos duas das dez maiores economias do mundo.

Contamos com mercados consumidores em expansão e empresários dinâmicos e inovadores. Mas o fluxo de comércio não está à altura da magnitude do nosso potencial. Em 2024, foram apenas US$ 12 bilhões de intercâmbio comercial.

A pauta exportadora brasileira é tradicionalmente concentrada em poucos itens. Estamos determinados a mudar esta realidade. A ampliação do Acordo Mercosul-Índia, vigente desde 2009, pode impulsionar resultados em novos setores.

Neste semestre, esta será uma prioridade da presidência brasileira do Bloco. Nos últimos dois anos, realizamos mais de 70 missões empresariais à Índia. No mesmo período, recebemos aqui no Brasil 40 visitas técnicas indianas.

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Nossa pecuária deve muito à Índia. 90% do rebanho zebuíno brasileiro é resultado de 60 anos de intensa cooperação bilateral em melhoramento genético. O acordo entre a Embrapa e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola estimulará projetos de inovação na produção de alimentos.

Como líder global em tecnologia, a Índia tem muito a nos ensinar. A cooperação em infraestruturas públicas digitais vai melhorar serviços de governo e tornar o ambiente de negócios mais seguro. Na área de energia, nossa trajetória bem-sucedida de colaboração em petróleo e gás tem se diversificado cada vez mais.

Chegaremos à COP30 como líderes da transição energética justa. Mostramos que é possível aliar redução nas emissões de gases de efeito estufa a crescimento econômico e inclusão social. A candidatura da Índia para sediar a COP33 fortalece o protagonismo dos países emergentes no enfrentamento à mudança do clima.

Já somos parceiros da Aliança Global para Biocombustíveis, lançada na presidência indiana do G20. A Índia é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo. O país estabeleceu como meta ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.

O Brasil tem meio século de experiência com biocombustíveis e é pioneiro em motores flex. Já adicionamos 30% de etanol à gasolina e 15% de biodiesel ao diesel. O memorando de entendimento que adotaremos amanhã em Brasília vai reforçar nossas capacidades tecnológicas e regulatórias em energias renováveis.

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Como mencionei no Fórum Empresarial dos BRICS, minerais críticos são elementos chaves para a autonomia energética do sul global. Iniciaremos em breve cooperação técnica para agregar valor a diferentes etapas da cadeia de produção desses insumos.

A saúde é outro campo com sinergias relevantes.

A Índia é um fornecedor estratégico de insumos farmacêuticos ativos para o Brasil. O suprimento indiano foi essencial para enfrentarmos a pandemia da Covid-19. O acordo recente entre a brasileira Bion e a indiana Wockhardt permitiu a retomada da produção nacional de insulina.

Novas parcerias podem ampliar a fabricação de medicamentos e vacinas, contribuindo para o fortalecimento do nosso SUS. As áreas de defesa e aeroespacial também oferecem grandes possibilidades. As indústrias indiana e brasileira têm condições de coproduzir equipamentos de alta complexidade tecnológica.

A recente abertura de subsidiária da Embraer em Nova Delhi reflete o potencial de colaboração de longo prazo no setor da aviação. A aeronave multimissão KC-390 se destaca como alternativa de ponta para reforçar as capacidades indianas e alavancar a nossa cooperação industrial. Inúmeros outros segmentos podem se beneficiar de maior integração entre Brasil e Índia.

O conselho empresarial que criamos neste fórum vai multiplicar ainda mais os canais entre empresários e as conexões entre as cadeias produtivas.

Minhas senhoras e meus senhores,

Em um mês será comemorado o Raksha Bandhan, tradição indiana que celebra o vínculo entre irmãos. Que o simbolismo dessa festividade nos inspire a aprofundar os laços que já existem e que construímos um pouco mais ainda hoje.

Muito obrigado

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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