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Alta na oferta derruba preços do tomate nos principais centros atacadistas
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Preços do tomate caem com aumento da oferta nas regiões produtoras
Os preços do tomate salada 3A apresentaram queda significativa na última semana, segundo levantamento da equipe Hortifrúti/Cepea. O recuo foi impulsionado pelo aumento da oferta nos principais centros atacadistas do país, resultado de condições climáticas que favoreceram a maturação dos frutos.
Cotações recuam nos principais mercados
No atacado de São Paulo, a caixa de 22 kg foi negociada, em média, a R$ 102, uma redução de 17,4% em relação à semana anterior.
No Rio de Janeiro, o preço caiu 25,8%, fechando a R$ 105/cx.
Em Campinas (SP), o recuo foi de 17,7%, com média de R$ 108/cx.
Já em Belo Horizonte, a desvalorização foi de 11,5%, com o produto cotado a R$ 102/cx.
Condições climáticas favorecem colheita e qualidade dos frutos
De acordo com os pesquisadores do Cepea, as temperaturas mais altas nas regiões produtoras aceleraram a maturação dos tomates, resultando em maior volume de frutos coloridos e de boa qualidade nos atacados. Mesmo em áreas onde o clima não está completamente ideal, o avanço natural do ciclo das plantas tem contribuído para o aumento da colheita.
Produção se intensifica em diferentes regiões
A região de Mogi Guaçu (SP) está intensificando sua oferta neste mês de julho, compensando o atraso de junho causado pelo frio que retardou a maturação.
Em Araguari (MG), a colheita da safra de inverno está em pleno andamento, com a produção sendo direcionada aos principais centros de distribuição.
Já em Linhares (ES), que iniciou a safra no mês passado, a colheita vem ganhando ritmo, reforçando o volume disponível no mercado.
Com a intensificação da colheita em diversas regiões produtoras e condições climáticas mais favoráveis, a oferta de tomate aumentou de forma expressiva, pressionando os preços nas principais praças atacadistas do país. A tendência de queda nas cotações deve se manter no curto prazo, caso a oferta continue elevada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Biodiesel busca avanço semelhante ao etanol, mas desafios técnicos travam aumento da mistura no diesel
O avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel voltou ao centro das discussões do setor energético brasileiro. A principal demanda da indústria é elevar o percentual atual de 15% para 16% — o chamado B16 — movimento que já recebeu sinalização favorável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar do apoio político e da criação da Lei do Combustível do Futuro, especialistas alertam que o crescimento do biodiesel enfrenta obstáculos técnicos e estruturais mais complexos do que aqueles observados na trajetória do etanol na gasolina.
B16 pode marcar novo ciclo para o biodiesel no Brasil
Caso seja aprovado, o aumento para B16 representará o 14º avanço no percentual de mistura desde a criação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em 2004.
A última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que avaliaria o tema, acabou cancelada, mas o setor espera o início dos testes de viabilidade ainda em 2026.
Enquanto isso, o governo mantém o discurso favorável à ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A expectativa é de que o etanol anidro também avance dos atuais 30% para 32% na gasolina, fortalecendo a política de transição energética.
Diferença entre etanol e biodiesel vai além do tempo de mercado
Embora o etanol tenha quase quatro décadas de vantagem histórica em relação ao biodiesel, especialistas afirmam que a principal diferença está nas características químicas dos combustíveis.
Segundo Jaques Paes, professor do MBA de ESG e Sustentabilidade da FGV, o biodiesel exige adaptações mais profundas em motores, infraestrutura logística e sistemas de armazenamento.
“A questão não é apenas histórica. Existe uma diferença química, mecânica e sistêmica importante entre os combustíveis”, explica.
O especialista destaca que a gasolina possui maior tolerância à adição de etanol, enquanto o biodiesel altera o comportamento do diesel de forma mais sensível.
Limitações químicas desafiam expansão do biodiesel
Entre os principais entraves técnicos apontados estão a maior oxidação do biodiesel e sua capacidade elevada de absorver água, fatores que podem comprometer desempenho, estabilidade e durabilidade do combustível.
De acordo com Paes, elevar em apenas 1% a mistura exige mudanças em toda a cadeia produtiva.
“Um salto no teor do etanol envolve basicamente a mistura. Já no biodiesel, é necessário revisar infraestrutura, motores, armazenamento e operação logística”, afirma.
O pesquisador observa ainda que o etanol já passou por décadas de testes, adaptações e aprendizado tecnológico, o que facilitou sua expansão gradual no mercado brasileiro.
Mercado vê 2026 como ano decisivo para biocombustíveis
Consultorias internacionais avaliam que 2026 pode marcar uma aceleração relevante na indústria de biocombustíveis no Brasil e na América Latina.
A consultoria inglesa Argus destaca que o óleo de soja continua sendo a principal matéria-prima do biodiesel brasileiro, impulsionado pela demanda global por combustíveis sustentáveis.
Ao mesmo tempo, a produção de etanol também ganha competitividade diante das oscilações no mercado internacional de petróleo e dos impactos geopolíticos no Oriente Médio.
Conflitos internacionais reforçam debate sobre segurança energética
A escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu as discussões sobre independência energética e ampliação do uso de fontes renováveis no Brasil.
Segundo Jaques Paes, momentos de instabilidade no mercado global de petróleo historicamente impulsionam políticas voltadas aos biocombustíveis.
“Quando há risco de abastecimento ou aumento forte do petróleo, o biodiesel volta ao centro das discussões estratégicas”, ressalta.
A avaliação é compartilhada pelo presidente-executivo da Abiove, André Nassar, que defende rapidez nos testes para permitir que o governo tenha liberdade de ampliar a mistura quando considerar adequado.
Setor cobra política de Estado para energia renovável
Especialistas do setor avaliam que o avanço sustentável dos biocombustíveis no Brasil depende de planejamento de longo prazo e maior estabilidade regulatória.
Para Jaques Paes, a política energética brasileira ainda sofre com mudanças frequentes de direcionamento conforme os ciclos políticos.
“Os biocombustíveis precisam ser tratados como política de Estado, e não apenas como política de governo”, conclui.
Brasil amplia protagonismo na transição energética
Com forte produção agrícola, liderança global em soja e tradição consolidada no etanol, o Brasil mantém posição estratégica na agenda mundial de energia renovável.
O desafio agora é transformar o potencial do biodiesel em expansão efetiva, equilibrando ganhos ambientais, segurança energética e capacidade técnica da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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