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Cresol fecha Plano Safra 24/25 com R$ 13 bilhões em crédito rural e mira novo recorde para 25/26
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Cresol bate recorde e opera R$ 13 bilhões no Plano Safra 24/25
A Cresol, cooperativa financeira originada de agricultores familiares no Sudoeste do Paraná, encerrou o Plano Safra 24/25 com o maior volume de crédito rural já operacionalizado em seus 30 anos: R$ 13 bilhões repassados para produtores rurais de todas as regiões do país.
Com cerca de 140 mil operações, o ticket médio das operações ficou em R$ 93,6 mil, demonstrando o forte acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenos produtores.
Crédito rápido e reação positiva dos agricultores
Apesar de um início de ano agrícola marcado por cenários climáticos adversos — com seca em algumas regiões e excesso de chuva em outras —, o interesse dos produtores por crédito aumentou no primeiro semestre de 2025. A antecipação de recursos em junho reforçou a agilidade da Cresol no atendimento às demandas do setor.
“O crédito rural está sendo processado com bastante velocidade, e essa atração para a safra 25/26 deve continuar forte”, analisa Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol Confederação.
Distribuição dos recursos: custeio e investimento
Dos R$ 13 bilhões liberados, R$ 8,7 bilhões foram destinados ao custeio (em 84 mil operações), enquanto R$ 3,8 bilhões financiaram investimentos (28,8 mil operações).
As linhas mais acessadas foram o Pronaf, com R$ 6,7 bilhões em 86,5 mil operações, e o Pronamp, que somou R$ 2,6 bilhões em 12,3 mil contratos.
Projeções otimistas para o Plano Safra 25/26
Com o lançamento do novo Plano Safra pelo Governo Federal, em 30 de junho, foram anunciados R$ 89 bilhões para a agricultura familiar, dos quais R$ 78,2 bilhões são exclusivamente para o Pronaf.
O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, ressalta a participação ativa da cooperativa nas negociações e avalia positivamente o cenário:
“Observamos um aumento do volume de recursos disponíveis para a agricultura familiar e a manutenção da maioria das taxas de juros, o que é positivo diante dos atuais valores da Selic e do cenário econômico.”
A meta da Cresol para 2025/26 é alcançar um novo recorde, chegando a R$ 15 bilhões em crédito rural, utilizando recursos próprios e parcerias com instituições públicas e privadas, como o BNDES, parceiro da cooperativa há mais de 25 anos.
Cresol: 30 anos de crescimento e impacto social
Em 2025, a Cresol celebra três décadas de atuação, iniciada com capital de apenas R$ 720 e hoje reconhecida como uma das maiores cooperativas de crédito do país. Com mais de 1 milhão de cooperados e 952 agências em 19 estados, a instituição tem papel fundamental no desenvolvimento social e econômico das comunidades onde atua.
Desde 1995, foram liberados R$ 48,9 bilhões em crédito rural, distribuídos em mais de 1,19 milhão de contratos. Destes, R$ 34,3 bilhões foram para custeio e R$ 14,4 bilhões para investimentos, com R$ 31,3 bilhões somente em linhas do Pronaf.
“O Plano Safra tem um olhar estratégico sobre produção de alimentos, sustentabilidade e inclusão digital. A Cresol está preparada para continuar atuando forte junto aos nossos cooperados, considerando as diferentes modalidades da agricultura familiar e empresarial”, afirma Magri.
Campanhas valorizam o produtor rural e o modelo cooperativista
Para celebrar o agronegócio e fortalecer sua imagem como parceira do produtor, a Cresol lançou, entre junho e julho, duas campanhas institucionais. Os materiais destacam os desafios do campo, a importância das linhas de crédito exclusivas para o setor e os benefícios do modelo cooperativista, baseado na proximidade e na parceria com o produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do milho recua no Brasil com avanço da safrinha e demanda fraca; exportações seguem em ritmo positivo em junho
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com viés de baixa nas cotações, refletindo um ambiente de demanda mais cautelosa e expectativas de aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra (safrinha). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os compradores seguem atuando de forma pontual, priorizando aquisições imediatas e aguardando maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
O cenário combina pressão de preços no mercado interno com fundamentos externos relativamente mais estáveis, ainda que sem força suficiente para sustentar altas no curto prazo.
Demanda interna segue lenta e compradores aguardam safra avançar
A movimentação no mercado físico do milho segue limitada, com consumidores adotando postura mais defensiva. As negociações são pontuais e o foco está na expectativa de entrada mais expressiva da safrinha no mercado ao longo das próximas semanas.
Apesar da colheita ainda estar em fase inicial em grande parte das regiões produtoras, produtores já começam a aumentar a oferta disponível, ajustando preços diante da necessidade de escoamento da produção.
Esse movimento de maior flexibilidade nas pedidas reforça o viés de baixa no curto prazo, em um ambiente de liquidez reduzida e compradores aguardando melhores oportunidades.
Paridade de exportação perde força com Chicago fraca e dólar estável
No mercado externo, a paridade de exportação teve pouca variação ao longo da semana. O dólar apresentou movimentos moderados, enquanto a Bolsa de Chicago permaneceu próxima das mínimas recentes, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras de milho nos Estados Unidos.
Esse cenário reduziu o suporte para os preços internos, limitando qualquer reação mais consistente no mercado físico brasileiro.
Milho recua no Brasil e preços variam entre regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 60,08 no dia 18 de junho, queda de 1,71% frente aos R$ 61,12 registrados na semana anterior.
Entre as principais praças acompanhadas, os preços foram os seguintes:
- Cascavel (PR): R$ 58,00/saca (-3,33%)
- Campinas (SP – CIF): R$ 65,00/saca (estável)
- Mogiana (SP): R$ 60,00/saca (estável)
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00/saca (estável)
- Erechim (RS): R$ 68,00/saca (-1,45%)
- Uberlândia (MG): R$ 60,00/saca (estável)
- Rio Verde (GO): R$ 56,00/saca (-3,45%)
O comportamento regional reforça um mercado heterogêneo, com pressão mais intensa em áreas próximas à colheita e maior estabilidade em polos consumidores.
Exportações de milho crescem em volume e receita em junho
Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho seguem em crescimento no início de junho.
Até o momento (9 dias úteis), os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:
- Receita total: US$ 61,626 milhões
- Média diária: US$ 6,847 milhões
- Volume exportado: 265,162 mil toneladas
- Média diária: 29,462 mil toneladas
- Preço médio: US$ 232,40 por tonelada
Na comparação com junho de 2025, houve:
- Alta de 46,9% na receita média diária
- Crescimento de 59,5% no volume exportado
- Queda de 7,9% no preço médio por tonelada
O desempenho indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, ainda que com preços médios mais pressionados.
Mercado do milho entra em fase decisiva com avanço da safrinha
Com a colheita da safrinha ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado de milho no Brasil tende a permanecer sob pressão no curto prazo. A combinação entre maior oferta, demanda interna contida e fundamentos externos mais fracos sustenta o viés de baixa, enquanto o desempenho das exportações segue como principal fator de equilíbrio para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

