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Exportações de carne de frango devem crescer no 2º semestre com retomada de mercados, projeta ABPA

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ABPA prevê evolução significativa nas exportações no segundo semestre

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta uma “evolução significativa” nas exportações de carne de frango no segundo semestre de 2024. A estimativa ocorre após um início de ano marcado por instabilidades nos embarques, especialmente nos meses de maio e junho, devido à ocorrência pontual de gripe aviária em uma granja comercial.

Gripe aviária impactou embarques, mas efeitos foram menores que o esperado

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os impactos da suspensão de embarques, provocados pela gripe aviária, foram menos severos do que o previsto inicialmente.

“Houve um impacto real inferior ao que se chegou a especular com as suspensões”, afirmou Santin.

Mesmo com a ocorrência do caso isolado, as exportações brasileiras cresceram 0,5% no primeiro semestre, totalizando 2,6 milhões de toneladas, contra 2,588 milhões de toneladas no mesmo período de 2023.

Reconhecimento de país livre de Influenza Aviária ajuda na retomada

A publicação da autodeclaração do Brasil como livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) permitiu que a maioria dos mercados reabrisse suas portas para o produto brasileiro. A expectativa da ABPA é de que outros países também retomem as importações em breve.

“A expectativa é que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre, ampliando o resultado positivo esperado para este ano”, reforçou Santin.

Projeção para 2025 é de novo recorde nas exportações

Antes mesmo do episódio da gripe aviária, a ABPA já previa um crescimento das exportações de carne de frango para 2025, estimando um avanço de 1% em relação a 2024, o que levaria o Brasil — líder mundial nas exportações do produto — a alcançar um recorde de 5,35 milhões de toneladas exportadas.

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China e União Europeia ainda mantêm restrições

Apesar da retomada em diversos mercados, a China e a União Europeia ainda não suspenderam totalmente as restrições ao produto brasileiro. No entanto, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, há sinalizações positivas.

Durante o fim de semana, Fávaro afirmou que a China está “estudando os protocolos” para remover o embargo, após uma conversa com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Junho teve queda nas exportações e na receita

De acordo com a ABPA, em junho as exportações de carne de frango somaram 343,4 mil toneladas, o que representa uma queda de 21,2% em relação ao mesmo mês de 2023. A receita gerada também recuou, totalizando US$ 637 milhões, uma redução de 19,7% na comparação anual. Essas quedas refletem diretamente as restrições impostas após o caso de gripe aviária.

Setor segue otimista com retomada gradual

Apesar das barreiras ainda presentes em alguns mercados, o setor avícola brasileiro mantém otimismo quanto à recuperação do ritmo de exportações no segundo semestre, com boas perspectivas para o restante do ano e expectativa de crescimento contínuo em 2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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