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Prouni tem 440 mil inscrições no segundo semestre de 2025
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Em todo o país, o processo seletivo do segundo semestre de 2025 do Programa Universidade para Todos (Prouni) recebeu 440.403 inscrições. O número corresponde a um total de 229.384 candidatos, visto que cada inscrito pode concorrer em duas opções de cursos de sua escolha. A edição do programa teve 78.280 pré-selecionados somente na primeira chamada do processo seletivo. O Ministério da Educação (MEC) divulgou os números nesta quarta-feira, 9 de julho.
“Tivemos, neste segundo semestre, o maior número de candidatos desde que assumi a gestão do MEC, em 2023, com crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado”, ressaltou o ministro da Educação, Camilo Santana. “Os estudantes pré-selecionados obtiveram direito à bolsa em instituições privadas de educação superior, para estudarem de graça ou pagando metade da mensalidade”, completou.
O resultado da primeira chamada do Prouni foi divulgado pelo MEC na segunda-feira, 7 de julho, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Outros inscritos ainda poderão ser pré-selecionados em segunda chamada ou por meio da lista de espera desta edição. A região que teve o maior número de pré-selecionados foi o Sudeste, com 28.295, seguida pelo Nordeste, com 26.445. Logo depois, aparecem Sul (8.467), Norte (7.945) e Centro-Oeste (7.136).
Neste segundo semestre de 2025, foram ofertadas 211.202 bolsas — cerca de 118 mil integrais (sem custo) e 93 mil parciais (metade da mensalidade) — para mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior de todo o Brasil.
Inscrições – Os cursos mais concorridos nesta edição do Prouni foram medicina (83.514 inscrições); direito (44.159); psicologia (35.893); enfermagem (28.364); fisioterapia (19.920); administração (18.312); odontologia (17.679); biomedicina (17.436); farmácia (14.847); e medicina veterinária (13.548).
A região com mais inscritos no segundo semestre de 2025 foi o Nordeste, com 99.273 pessoas; seguida pelo Sudeste (71.323), Norte (23.818), Sul (19.440) e Centro-Oeste (15.530).
Do total de candidatos, a maioria é do sexo feminino — 163.156 mulheres inscritas (71%), em comparação com 66.228 homens inscritos (29%). Mais de 134 mil pessoas se declararam negras (pretas e pardas), o que corresponde a 58% dos candidatos, frente a 92.036 brancos, 2.221 amarelos e 770 indígenas.
No que diz respeito à faixa etária, a maior parte dos candidatos (37%) tem entre 19 e 20 anos (85.086). Depois, predominam inscrições de adolescentes de até 18 anos (70.316); e de jovens entre 21 e 30 anos (60.067). Outros 8.600 inscritos estão entre 31 e 40 anos, enquanto 3.956 ficam na faixa de 41 a 50 anos. A edição contou ainda com 1.157 candidatos entre 51 e 60 anos; e 202 que estão acima dos 61 anos.
Próximos passos – Os estudantes pré-selecionados na primeira chamada devem entregar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição até o dia 18 de julho, diretamente na instituição de ensino superior escolhida — presencialmente, ou por meio eletrônico.
O resultado da segunda chamada será divulgado em 28 de julho. Depois disso, os candidatos poderão manifestar interesse na lista de espera nos dias 18 e 19 de agosto. O resultado da lista de espera sairá em 22 de agosto.
Confira o calendário completo da seleção:

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Prouni 20 anos – Criado em 2004 pelo MEC, o Programa Universidade para Todos realizou a primeira seleção de bolsas em 2005 e comemora 20 anos de existência em 2025, com mais de 3,5 milhões de estudantes beneficiados até a edição do primeiro semestre. Desses, 2,5 milhões receberam bolsas de estudo integrais (100%), que tornam a mensalidade do curso gratuita. Os demais beneficiados obtiveram bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade do curso. Elas são oferecidas pelo Prouni para cursos de graduação em instituições privadas de todo o país.
Atualmente, o programa beneficia 632.503 estudantes, matriculados em 1.851 instituições privadas de ensino superior no Brasil. Desse total, 533.790 possuem bolsa integral.
Nas últimas duas décadas, mulheres (56%) e negros (55%) foram maioria entre o público da política. Além disso, segundo o Censo da Educação Superior de 2023, ao se analisar os efeitos do Prouni na taxa de conclusão de curso superior, verificou-se que 58% dos participantes concluíram a graduação. Ao todo, 1,46 milhão de bolsistas concluíram seus cursos de graduação. Já entre os estudantes que não participam do programa, o percentual cai para 36%. Os dados ressaltam o impacto social do Prouni no acesso e na conclusão do ensino superior por parte de grupos vulnerabilizados.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



