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Programa Cria: encontro nacional discute ações nos territórios para prevenir o uso de álcool e de outras drogas
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Brasília, 09/07/2025 – Formadores federais e técnicos do Programa Cria: Prevenção e Cidadania estão reunidos, em Brasília (DF), para debater a consolidação das ações de prevenção do uso de álcool e de outras drogas por crianças e adolescentes. O encontro, que teve início na segunda-feira (7), segue até quinta-feira (10), e tem como objetivo analisar as atividades já desenvolvidas, definir novo planejamento e discutir a metodologia Famílias Fortes, que foi recentemente atualizada.
A atividade é promovida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e ocorre na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Além da formação, o evento promove a integração dos técnicos que atuam no programa com as diretrizes do MJSP e da Fiocruz, reforçando o caráter intersetorial, baseado em evidências científicas que caracteriza a iniciativa. “Esse encontro serve para pensarmos coletivamente o que já foi feito e planejarmos os próximos passos. É também o momento de avaliar a nova metodologia, Famílias Fortes, que está pronta para ser implementada nos territórios”, disse a articuladora das metodologias de prevenção do Programa Cria Mayara Santos.
As metodologias Elos, #Tamojunto e Famílias Fortes fazem parte do 1º eixo do projeto Prevenção na Infância e na Adolescência. Elas atuam no desenvolvimento de habilidades de vida; no fortalecimento de vínculos e de experiências de pertencimento nos contextos familiar, escolar e comunitário; e na prevenção do bullying e da violência no ambiente escolar. Além disso, são atividades que visam evitar que crianças e adolescentes tenham acesso à publicidade de bebidas alcoólicas. Durante o encontro, os profissionais vão compartilhar experiências, resultados e desafios enfrentados nos territórios.
A psicóloga e articuladora da metodologia Famílias Fortes Luana Bandeira destacou a transformação observada nas famílias ao longo do processo. “Pais e mães chegam tímidos, mas, à medida que os encontros avançam, demonstram mais apoio, estabelecem limites e acompanham mais de perto a vida dos filhos. A metodologia tem efetividade comprovada”, relatou.
A programação inclui debates sobre prevenção ampliada, planejamento estratégico e oficinas vivenciais, além de trocas de experiências. Para a formadora técnica da metodologia Elos Alice França, o mais importante é perceber que, mesmo no início da implementação, já há impactos positivos. “Já ouvimos relatos de melhora no clima das turmas e no relacionamento entre estudantes. Isso mostra o potencial transformador da metodologia”, contou.
Programa Cria: Prevenção e Cidadania
O Programa Cria: Prevenção e Cidadania, lançado pela Senad em 2024, propõe uma estratégia nacional de prevenção do uso problemático de álcool e outras drogas, da violência e da criminalidade, para proteger crianças, adolescentes, jovens e comunidades. A iniciativa atua em três áreas: Prevenção na Infância e na Adolescência; Proteção em Contextos de Risco; e Territórios em Ação.
• Elos — Construindo Coletivos
A metodologia Elos — Construindo Coletivos é uma estratégia de prevenção ao uso de álcool e outras drogas voltada para crianças de 6 a 10 anos matriculadas em escolas públicas de Ensino Fundamental I. Baseada no uso da brincadeira como ferramenta central, a metodologia busca fortalecer vínculos, estimular o respeito às diferenças e promover habilidades socioemocionais como colaboração e empatia.
• #Tamojunto
O #Tamojunto é uma metodologia de prevenção ao uso de álcool e outras drogas, voltada para adolescentes do Ensino Fundamental II, especialmente na faixa etária de 13 e 14 anos. Aplicada no ambiente escolar, a metodologia combina atividades interativas, formação continuada para professores e oficinas para responsáveis, promovendo uma abordagem integrada entre escola, família e comunidade.
O programa, que está em sua terceira edição, já apresenta resultados expressivos, como 19% menos relatos de vitimização por bullying, 30% de redução na perpetuação do bullying e no uso de álcool como mediador, e 30% menos chances de início do uso de álcool.
• Famílias Fortes
Já a metodologia Famílias Fortes atua na prevenção ao uso de álcool e outras drogas para fortalecer os vínculos familiares por meio do desenvolvimento de habilidades parentais, sociais e emocionais. Destina-se a famílias com crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, promovendo o diálogo, a convivência harmoniosa e estratégias de apoio para lidar com os desafios da adolescência.
Os resultados observados são: 60% menos chance de estilo parental negligente, 79% menor exposição de adolescentes a episódios de embriaguez dos responsáveis e 10% de aumento em práticas educativas de disciplina não violenta.
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Desenrola Fies: prazo para renegociar dívidas vai até 16 de setembro
O prazo para adesão ao Desenrola Fies 2026, programa que estabelece condições para renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), termina em 16 de setembro. A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, contemplando contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.
A renegociação é realizada junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. A solicitação deverá ser realizada pelos canais digitais da instituição financeira responsável pelo contrato.
Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, no âmbito do Desenrola Fies, assim como aqueles com contratos nas fases de utilização ou de carência. A data de 4 de maio de 2026 é utilizada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único (CadÚnico).
Condições – As condições oferecidas variam de acordo com a situação de cada contrato. Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos agentes financeiros responsáveis pelo financiamento: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Dependendo do perfil da dívida, os benefícios podem ser aplicados tanto para a quitação à vista quanto para o pagamento parcelado, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.
Estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes também podem participar. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.
Como renegociar – O procedimento pode ser realizado pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros ou presencialmente em qualquer agência do banco responsável pelo contrato. Não é necessário comparecer à mesma agência onde o financiamento foi originalmente contratado.
Quem possui contrato administrado pelo Banco do Brasil pode utilizar o aplicativo BB. Para contratos da Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível no aplicativo Fies Caixa. Em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador, o estudante poderá ser orientado pelo sistema a procurar atendimento presencial.
A apresentação da proposta, no entanto, não conclui o processo. A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja realizado, a proposta é cancelada.
Cada contrato pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies. O prazo para aderir às condições oferecidas pelo programa termina em 16 de setembro.
Canais de atendimento – Para contratos do Banco do Brasil, os estudantes podem obter informações pelo aplicativo BB ou pelos telefones 4004-0001 e 0800 729 0001.
Na Caixa Econômica Federal, o atendimento está disponível pelo aplicativo Fies Caixa e pelos telefones 4004-0104 e 0800 104 0104.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e aderirem ao programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Fonte: Ministério da Educação



