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Aplicativo CoolCare® auxilia pecuária leiteira a enfrentar o estresse térmico e aumentar a produtividade

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Desafio do estresse térmico na pecuária leiteira

O estresse térmico representa um dos maiores desafios para a produção de leite no Brasil, devido às altas temperaturas e elevada umidade. Com o avanço do aquecimento global, ferramentas inovadoras como o aplicativo CoolCare® tornam-se cada vez mais essenciais para garantir o conforto e a produtividade dos bovinos leiteiros.

Tecnologia e manejo integrados no combate ao estresse

Desenvolvido pela multinacional holandesa De Heus, o CoolCare® é uma ferramenta tecnológica que monitora o conforto térmico dos animais, integrando boas práticas de manejo, análises personalizadas e estratégias nutricionais específicas para cada categoria. Segundo Guilherme Leão, gerente de produto para gado leiteiro da De Heus, o aplicativo é parte do conceito global CoolCare®, que busca enfrentar o estresse térmico por meio de diagnóstico e acompanhamento contínuos.

Funcionamento do aplicativo e recursos adicionais

Disponível nas plataformas Google Play Store e Apple App Store, o CoolCare® calcula o Índice de Temperatura e Umidade (THI), oferecendo alertas diários sobre riscos de estresse térmico adaptados à localização e tipo de rebanho. O sistema utiliza indicadores visuais para facilitar decisões rápidas e precisas.

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Além do aplicativo, o conceito inclui o uso de dataloggers, dispositivos eletrônicos que coletam dados da temperatura interna dos animais, permitindo ajustes mais exatos nos sistemas de resfriamento. Waldonys Moreira Pinheiro, supervisor técnico e comercial da De Heus, destaca que esses equipamentos garantem monitoramento constante e análises detalhadas para melhor eficiência na gestão da fazenda.

Resultados práticos e benefícios para produtores

Junior Carneiro, produtor de Quixadá (CE), confirma os benefícios do CoolCare® desde 2021. Ele ressalta a facilidade de uso do aplicativo e a importância dos dataloggers para ajustar os ciclos de resfriamento do rebanho.

“O principal ganho é evitar o estresse térmico, melhorando a imunidade e o bem-estar dos animais, o que impacta positivamente na saúde e produtividade da fazenda”, afirma Junior. Ele também destaca o retorno financeiro, afirmando que o investimento em tecnologia se traduz em melhores resultados produtivos e econômicos ao final do mês.

Tecnologia acessível para diferentes tamanhos de fazenda

Testado em propriedades de pequeno, médio e grande porte, o CoolCare® é indicado para produtores, gestores e veterinários que buscam melhorar o conforto térmico dos rebanhos, especialmente em períodos de calor intenso. A ferramenta potencializa o manejo, reduz o estresse térmico e contribui para uma produção de leite mais rentável e sustentável, desde que a fazenda disponha de infraestrutura básica, como ventilação e aspersão.

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Guilherme Leão reforça que o público-alvo são profissionais que desejam adotar soluções tecnológicas para garantir o bem-estar animal e a eficiência produtiva diante dos desafios climáticos atuais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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