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MEC empossa reitores de instituições federais de Minas Gerais

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O ministro da Educação, Camilo Santana, empossou os reitores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) em cerimônia realizada nesta quinta-feira, 10 de julho, na sede do Ministério da Educação (MEC). 

“Temos que parabenizar o trabalho que as nossas instituições federais realizam no país, porque elas são responsáveis por oferecer oportunidades de transformação de vidas. Estamos fazendo um grande esforço, uma luta diária, para recompor o orçamento das universidades federais e para incluir a educação dentro do PAC. Porque não basta o discurso de que educação é importante, temos que mostrar com atitudes, e é o que temos feito nesses dois anos e meio de gestão”, reforçou o ministro. 

10/07/2025 - Solenidade de Posse de Reitores de Instituições Federais de Ensino do Estado de Minas Gerais - Luciano Campos da Silva / UFOP e Valdir José da Silva / IF SUDESTE MG.  Fotos: Angelo Miguel/MEC

A Ufop será conduzida por Luciano Campos da Silva, nomeado em fevereiro de 2025 para o cargo de reitor. Luciano Silva é professor associado do Departamento de Educação da universidade e atua como docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação.  

“Estar à frente de uma universidade representa uma oportunidade de contribuir para que nosso país volte a ter um rumo certo, para que os jovens voltem a acreditar na educação como uma chave de superação das desigualdades e de crescimento pessoal e coletivo”, afirmou Luciano. 

Já o IF Sudeste MG será comandado, no quadriênio 2025–2029, por Valdir José da Silva. O reitor ingressou no IF Sudeste MG em 2008, durante o processo de transição da antiga Escola Agrotécnica Federal de Barbacena para a estrutura atual de instituto federal. Desde então, tem atuado em atividades de ensino, gestão e extensão.  

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“Não podemos perder a integração e o diálogo amplo entre todos que promovem a luta pela superação das desigualdades sociais e que buscam a melhoria das condições de vida da nossa população, por meio de uma educação pública, inclusiva, afirmativa e de excelência. Pois é no trabalho conjunto que essa educação se expande, se afirma e se reinventa, com todos e para todos”, destacou Valdir. 

Ufop – A Universidade Federal de Ouro Preto tem sede em Ouro Preto (MG) e campi em Mariana (MG) e João Monlevade (MG). Fundada em 1969, a universidade é reconhecida por sua forte atuação nas áreas de ciências humanas, engenharias, saúde, artes e ciências sociais aplicadas. A Ufop mantém uma estrutura multicampi e oferece cursos de graduação, pós-graduação, extensão e pesquisa, com foco em inclusão, diversidade e desenvolvimento regional. Atualmente, oferece 51 cursos de graduação, sendo 47 presenciais e quatro a distância. Na pós-graduação, são ofertados 24 cursos de mestrado acadêmico e oito profissionais, 15 opções de doutorado e 10 especializações. No total, são mais de 11 mil alunos, cerca de 800 técnicos-administrativos e aproximadamente 900 professores, entre efetivos e substitutos. 

Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), estimados em R$ 60 milhões, a universidade deve dar continuidade ao projeto do campus Ipatinga, alocando no município, principalmente, o curso de medicina. Para as instalações iniciais, está prevista uma edificação de quatro pavimentos que abrigará os laboratórios.  

A universidade se destacou no ranking de impacto 2025, elaborado pela Times Higher Education (THE), que avalia o desempenho global das universidades em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A análise, feita com base em indicadores como pesquisa, ensino, extensão e administração, apontou que a Ufop está no grupo das 600 melhores universidades do mundo quanto ao ODS 1 (erradicação da pobreza), entre as 800 quanto ao ODS 2 (fome zero) e entre as 400 quanto ao ODS 4 (qualidade da educação). 

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IF Sudeste MG – O Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais foi criado em dezembro de 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil. Sua origem está na integração de três instituições de ensino técnico e tecnológico já existentes: a Escola Agrotécnica Federal de Barbacena; o Colégio Técnico Universitário (CTU), anteriormente vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora; e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba (Cefet-RP). Essas unidades deram origem aos campi Barbacena, Juiz de Fora e Rio Pomba, que formaram a base da nova instituição. 

Atualmente, o IF Sudeste MG atende 14.790 estudantes em seus 10 campi, oferecendo educação profissional e tecnológica gratuita em diferentes níveis e modalidades, além de contar com 732 docentes e 616 técnicos-administrativos em educação no seu quadro de pessoal. Pelo plano de expansão dos 102 novos campi de institutos federais pelo Brasil, o IF Sudeste MG está implantando duas novas unidades em Caratinga e São João Nepomuceno (MG). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)   

Fonte: Ministério da Educação

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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