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Importações de soja pela China batem recorde em junho com forte participação do Brasil
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As importações chinesas de soja atingiram um volume recorde para o mês de junho, impulsionadas principalmente pelos embarques brasileiros. Segundo análise da Reuters com base em dados da Administração Geral de Alfândega divulgados nesta segunda-feira (15), o crescimento reflete tanto a safra robusta do Brasil quanto o cenário de tensões comerciais entre China e Estados Unidos.
Volume importado atinge 12,26 milhões de toneladas
A China, maior compradora mundial de soja, importou 12,26 milhões de toneladas do grão em junho. O número representa um aumento de 10,35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram importadas 11,11 milhões de toneladas.
Brasil lidera embarques; EUA perdem espaço
De acordo com a plataforma de dados Kpler, o Brasil foi responsável por 9,73 milhões de toneladas das exportações de soja para a China no mês, enquanto os Estados Unidos embarcaram apenas 724 mil toneladas. Os dados oficiais sobre a origem das importações devem ser divulgados em 20 de julho.
Motivos para o aumento: safra forte e cenário comercial
Segundo Wan Chengzhi, analista da Capital Jingdu Futures, o aumento nas compras chinesas está relacionado à boa produtividade da safra brasileira e à preferência da China pelos grãos brasileiros, diante das incertezas nas relações comerciais com os EUA.
Rentabilidade do farelo de soja também influencia
Outro fator que incentivou as importações foi a lucratividade obtida com os altos preços do farelo de soja no mercado à vista. “Os fortes lucros anteriores ajudaram a estimular mais compras”, afirmou Wang Wenshen, analista da Sublime China Information, com sede em Shandong.
Importações crescem no acumulado do ano
No acumulado do primeiro semestre de 2025, a China importou 49,37 milhões de toneladas de soja — um aumento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Expectativas para julho seguem positivas
As estimativas para julho indicam que as importações chinesas devem alcançar 10,48 milhões de toneladas, superando as 9,85 milhões registradas em julho de 2024. “Os embarques semanais do Brasil continuam elevados, o que reforça a projeção de forte volume também em agosto”, observou Wan.
Decisões sobre soja dos EUA ainda indefinidas
Até o momento, a China ainda não efetuou compras de soja norte-americana para o quarto trimestre. Analistas apontam que essas decisões dependerão dos desdobramentos das negociações comerciais entre os dois países.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Modalidade de Emalhe Liso supera 80% da cota de captura da tainha
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, nesta terça-feira (30) a cota de captura da tainha (Mugil liza) na modalidade emalhe costeiro de superfície superou 80% do limite estabelecido para a temporada de pesca de 2026. Inicialmente, a cota havia sido estabelecida em 2.070 toneladas, nos termos do inciso III do art. 4º da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.
Posteriormente, por meio da Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 64, de 23 de junho de 2026, o limite foi ampliado para 2.394 toneladas, com o objetivo de possibilitar o acesso à pesca também nos estados em que os cardumes ainda não haviam chegado em razão da dinâmica migratória da espécie. A medida buscou compatibilizar a continuidade da atividade pesqueira com a sustentabilidade do recurso, considerando seus pilares econômico, social e ecológico.
Os dados são acompanhados por meio do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, no Sistema PesqBrasil – Monitoramento, plataforma oficial do Governo Federal que permite o acompanhamento da evolução das capturas declaradas.
Nos termos do art. 23 da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 2026, o encerramento da atividade ocorrerá quando a cota atingir 90% do limite estabelecido para a modalidade. Novas atualizações serão divulgadas conforme a evolução das capturas. A medida integra o processo de gestão sustentável da pesca da tainha, considerando a importância econômica, social e ambiental da espécie, bem como a necessidade de assegurar o uso responsável do recurso pesqueiro.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura


