TECNOLOGIA
Na SBPC, Luciana Santos destaca reconstrução do MCTI e a “volta por cima” da ciência no Brasil
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, foi a convidada especial para uma das conferências iniciais da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na manhã desta segunda-feira, 14 de julho.
Aberta oficialmente no último domingo, 13, a 77ª Reunião da SBPC se estende até o dia 19 de julho e, pela primeira vez em sua história, é realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife.
Luciana já tinha destacado, na abertura do evento, a importância da Reunião como símbolo de resistência de um projeto autônomo e soberano para o Brasil, principalmente no contexto atual, em que a ciência tem, cada vez mais, o poder de redesenhar o futuro.
Durante sua conferência, realizada no Salão Nobre da reitoria, a ministra voltou a ressaltar o papel central da ciência no desenvolvimento das nações no mundo de hoje.
“Estamos em meio a uma revolução tecnológica sem precedentes. As novas fronteiras do conhecimento, como a Inteligência Artificial, a biotecnologia e a robótica avançada, redefinem não apenas os processos produtivos, mas os próprios contornos do mundo em que vivemos”, pontuou.
Porém, antes de elencar a luta em defesa da ciência e os avanços conquistados pelo governo Lula no último período, Luciana lembrou o público sobre o desafio da reconstrução da área, duramente atacada pelo negacionismo, perseguição, contingenciamento de investimentos e a absoluta falta de um projeto responsável de desenvolvimento sustentável que quase levou ao colapso o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
É dentro deste contexto que “o presidente Lula lidera hoje um processo de reinserção do Brasil no mundo”. Para isso, “precisamos superar nosso atraso produtivo e tecnológico, com políticas públicas que transformem conhecimento em riqueza e em soluções para a nossa gente”, disse.
NÚMEROS MOSTRAM A “VOLTA POR CIMA”
A ministra fez questão de apresentar números robustos da gestão do MCTI, por exemplo, com ampliação dos investimentos a partir da recomposição integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Foram R$ 10 bilhões em 2023, R$ 12,7 bilhões em 2024 e a previsão de R$ 14,7 bilhões em 2025.
Os números mostram a ciência, a tecnologia e a inovação também como peças-chave da reindustrialização brasileira. De 2023 até agora, foram cerca de R$ 37 bilhões para apoiar mais de 2,7 mil projetos relacionados às seis missões da Nova Indústria Brasil. A indústria cresceu mais de 3% e teve o seu maior faturamento em 15 anos.
“Desenvolvimento científico é sinônimo de soberania. É o Brasil dando a volta por cima”, ressaltou Luciana e destacou três pontos sobre a atuação do MCTI hoje:
Primeiro, a importância de uma relação intrínseca com a educação, por isso, a destinação de R$ 3,3 bilhões aos Institutos Federais, com meta de chegar a R$ 5,9 bilhões até 2026.
Como primeira mulher a estar à frente do MCTI, o órgão assume um compromisso com ações de gênero a partir de iniciativas como “Edital Meninas e Mulheres na Ciência”, “Prêmio Mulheres Inovadoras”, “Prêmio Mulheres e Ciência” e “Programa Futuras Cientistas”
Por fim, segundo a ministra, que é olindense, o MCTI tem o desafio também do combate às assimetrias regionais e as ações efetivas já começaram com aumento de mais de 100% no valor de contratos de apoio não reembolsável e subvenções diretas a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação e empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Assista à conferência na íntegra
77ª SBPC E 40 ANOS DO MCTI
Com o tema “Progresso é Ciência em todos os Territórios”, a edição deste ano da Reunião da SBPC propõe uma reflexão sobre o papel da ciência na construção de um Brasil mais justo, plural e conectado.
A Reunião acontece nos marcos das celebrações dos 40 anos do MCTI, que está com uma grande exposição comemorativa dentro do evento. E nesta segunda-feira (14/7), às 16h, haverá uma sessão especial em homenagem aos 40 anos do Ministério, que será transmitida ao vivo pelo canal: https://www.youtube.com/watch?v=9dcXWcmar0o
TECNOLOGIA
CTI Renato Archer amplia rede de laboratórios abertos com nova estrutura de pesquisa
Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat). A apresentação do novo espaço que fortalece a infraestrutura científica e tecnológica do país contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos.
O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura.
O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.
Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Laboratório aberto
A diretora institucional do CTI Renato Archer, Juliana Kelmy Macário Barboza Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.
“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou.
Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade.
Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial.
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