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Recursos do Bapre beneficiam Apae e Polícia Militar

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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o 23º Batalhão da Polícia Militar de Vila Rica (1.300 km de Cuiabá) foram contemplados com recursos do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre).Com o valor recebido, a Apae adquiriu um ônibus para o transporte de alunos. “Esse ônibus era uma demanda antiga da associação. Já havíamos recorrido a outras instâncias sem sucesso. Graças ao Ministério Público, esse sonho se concretizou. Esse veículo é essencial, pois transportamos as crianças de casa até a escola no período da tarde”, afirmou a diretora-presidente da Apae, Maria Aparecida Ferreira dos Santos.Ela destaca que a parceria com o MPMT é de longa data. “É difícil apontar algo aqui em que o Ministério Público não esteja envolvido. Temos promotores sensíveis à causa das pessoas com deficiência. O refeitório, a cozinha industrial, a troca do telhado e até a construção da piscina coberta foram viabilizados com apoio do MP”, explicou.Atualmente, a Apae atende 156 pessoas de diferentes idades, oferecendo aulas no contraturno escolar, fisioterapia e cursos voltados aos pais dos alunos. “Temos uma grande demanda e muitos ainda aguardam atendimento. Estamos trabalhando para ampliar nossa capacidade, especialmente para acolher pessoas com autismo”, acrescentou Maria Aparecida.Treinamentos e tecnologia – Já o 23º Batalhão da Polícia Militar utilizou os recursos do Bapre para adquirir armas de airsoft, que serão usadas em treinamentos voltados ao enfrentamento de agressores ativos — também conhecidos como active shooters.“Essa é uma prática criminosa que começou nos Estados Unidos e infelizmente tem se tornado mais comum no Brasil. Diante desse cenário, decidimos capacitar nossos policiais e também professores, para que saibam como agir em situações de risco nas escolas”, explicou o comandante do batalhão, major PM Daniel Dias de Brito.As armas de airsoft simulam com realismo o armamento utilizado pela corporação. “Nosso objetivo é oferecer treinamentos mais próximos da realidade. O foco é localizar e neutralizar o agressor o mais rápido possível. Também vamos capacitar os professores com um protocolo civil específico, orientando-os sobre como proteger os alunos e salvar vidas”, detalhou o major.O treinamento será expandido para todas as escolas sob jurisdição do Comando Regional 10, que abrange 13 municípios da região. “Essa parceria com o Ministério Público é extremamente benéfica, pois fortalece tanto a segurança pública quanto o bem-estar da população”, afirmou.Além do armamento para simulação, a PM também investiu na aquisição de um sistema de internet via satélite Starlink — para atuação em áreas sem cobertura de rede — e de um drone com sensor térmico, que será utilizado em buscas em regiões de mata fechada e locais de difícil acesso.Para o promotor de Justiça de Vila Rica, Raphael Henrique de Sena Oliveira, as parcerias realizadas por meio do Bapre têm gerado impactos positivos concretos.“Essa colaboração entre instituições é essencial para alcançarmos os objetivos do Ministério Público, tanto no atendimento às pessoas mais vulneráveis — como idosos e pessoas com deficiência — quanto na promoção da segurança pública. Sou totalmente a favor da resolução autocompositiva e da conciliação, pois são formas ágeis e eficazes de atender às demandas sociais. E tudo isso com controle e transparência, garantidos pelo Bapre”, finalizou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Mapeamento por competências vai orientar capacitação e força de trabalho no TJMT

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Vista da parte traseira de uma plateia em uma sala de treinamento. À frente, o palestrante e professor Thiago Dias Costa faz uma apresentação ao lado de uma tela de projeção com gráficos. O Poder Judiciário de Mato Grosso deu início nesta segunda-feira (27) ao 1º Ciclo de Mapeamento por Competências e Dimensionamento da Força de Trabalho, iniciativa estratégica voltada à modernização da gestão de pessoas e ao fortalecimento da governança institucional. O encontro reuniu coordenadores(as), gestores(as) e servidores(as) de diversas áreas da instituição.
Realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o projeto busca identificar as competências necessárias ao desempenho das funções no Judiciário mato-grossense, construir perfis profissionais mais aderentes à realidade das unidades e dimensionar, de forma técnica, o quadro de servidores de cada unidade.
A abertura foi conduzida pelo professor Thiago Dias Costa, coordenador do Laboratório de Gestão do Comportamento Organizacional (GESTCOM) da UFPA e responsável técnico pelo projeto. Segundo ele, o trabalho permitirá que o Tribunal avance em decisões baseadas em dados, resultando em uma transição da administração pública burocrática para uma gestão gerencial, com foco em resultados.
“Estamos iniciando formalmente o projeto de mapeamento de competências do TJMT. O objetivo é que os servidores(as) possam descrever seus perfis profissionais e, a partir disso o Tribunal possa tomar decisões mais precisas sobre capacitação, desenvolvimento e alocação de pessoas”, destacou.
O professor explicou ainda que, em uma segunda etapa, será realizado o dimensionamento da força de trabalho. “Vamos utilizar esse mesmo perfil para identificar quantos servidores(as) são necessários em cada unidade para que ela consiga responder adequadamente à demanda que recebe”, completou.
Retrato frontal da coordenadora Claudenice Deijany Farias de Costa. Ela está sorridente, tem longos cabelos pretos ondulados, veste uma camisa rosa e usa um colar fino prateado. O fundo está desfocado em tons claros.A coordenadora de Gestão de Pessoas, Claudenice Deijany Farias de Costa ressaltou que o projeto atende a uma demanda histórica da área. “É um trabalho muito sonhado pela Gestão de Pessoas. Até então, muitas decisões eram tomadas com base em percepções. Agora teremos critérios objetivos para identificar quais competências cada servidor(a) precisa ter e quantas pessoas são necessárias em cada unidade”, afirmou.
Retrato frontal da gestora Mariely Carvalho Steinmetz. Ela está sorridente, tem cabelos presos, veste camisa azul-escura e um colar de contas grandes em tons de azul e verde, com brincos combinando.Já a gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas, Mariely Carvalho Steinmetz explicou que o processo será desenvolvido por fases e impactará diretamente os próximos ciclos de avaliação institucional.
“O mapeamento de competências é um processo evolutivo. Estamos avançando para aperfeiçoar nossos modelos de avaliação e desenvolvimento profissional. A expectativa é que os resultados subsidiem inclusive o ciclo avaliativo de 2027”, pontuou.
Visão estratégica para o futuro
Foto do servidor Thomas Augusto Caetano. Ele está sorrindo e olhando levemente para o lado. Tem cabelos curtos e escuros, veste uma camiseta roxa sob um paletó preto. Integrante deste primeiro ciclo, o gestor de projetos de inovação do InovaJusMT, Thomas Augusto Caetano destacou a relevância estratégica da iniciativa. “A gestão por competências é um dos projetos mais importantes porque trata da adequação do capital humano às necessidades futuras da instituição. Em um momento de construção do novo Planejamento Estratégico, essa reflexão é essencial para preparar o Judiciário que queremos para os próximos anos”, disse.
O projeto prevê a divisão das competências em dois grandes grupos: transversais, comuns a diferentes áreas do Tribunal, e técnicas, específicas de cada unidade. Após esta etapa inicial, o cronograma seguirá com oficinas práticas, escuta das equipes e validação das competências mapeadas.
Com a iniciativa, o TJMT busca construir um retrato fiel de sua força de trabalho, aperfeiçoar políticas de capacitação, ampliar a eficiência administrativa e alinhar a gestão de pessoas às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça.
O que é mapeamento por competências?
Mapeamento por competências é um processo técnico de gestão de pessoas que identifica, organiza e descreve quais conhecimentos, habilidades e atitudes os servidores(as) precisam ter para desempenhar bem suas funções dentro de cada unidade da instituição.
Na prática, esse trabalho busca responder perguntas como: O que cada cargo ou setor precisa entregar? Quais competências são essenciais para executar essas atividades com qualidade? Quais servidores(as) já possuem essas competências? Onde existem lacunas de capacitação e desenvolvimento? Quantas pessoas, com determinado perfil profissional, são necessárias em cada unidade?
Fotografia do professor Thiago Dias Costa. Ele usa óculos, tem barba e cabelos castanhos, veste uma camisa polo branca com um pequeno logotipo no lado esquerdo do peito. Segundo o professor Thiago Dias Costa, o processo permite que o órgão tome decisões baseadas em dados, especialmente sobre capacitação, desenvolvimento e alocação de pessoal. Já para a gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o mapeamento também contribui para substituir decisões baseadas apenas em percepção por critérios objetivos, fortalecendo a eficiência institucional.
Transição será gradual
Apesar da implantação do novo modelo já estar em andamento, o Tribunal seguirá utilizando o método atual de avaliação de desempenho durante o Ciclo 2026, garantindo uma transição segura e estruturada.
A previsão é que, a partir de 2027 a avaliação passe a ser realizada com base no mapeamento de competências, consolidando uma nova cultura institucional orientada por dados, desenvolvimento contínuo e valorização das pessoas.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias e Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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