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Alta do IOF sobre crédito preocupa setor agropecuário e ameaça competitividade do Brasil no cenário global

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Setor agropecuário em alerta com aumento do IOF

O recente aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito acendeu um sinal de alerta no setor agropecuário. Fortemente dependente de capital antecipado para o custeio da produção, o setor pode sofrer impactos significativos com a elevação dos custos de financiamento — inclusive para operações já estruturadas com instrumentos modernos como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (FIAGROs).

Impacto direto no custo de captação e na segurança jurídica

Segundo Marcelo Winter, sócio da área de Agronegócio do VBSO Advogados, a medida compromete a previsibilidade e segurança dos agentes do setor. “Além do aumento no custo de captação de recursos, há o agravante da insegurança jurídica. A mudança, com efeito retroativo, atinge operações estruturadas que já estavam em curso, o que compromete a credibilidade do sistema e fragiliza a base jurídica necessária para decisões de financiamento no setor agropecuário”, explica.

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Competitividade internacional em risco

Outro ponto destacado por Winter é o prejuízo à competitividade internacional do agro brasileiro. Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, qualquer elevação de custo pode inviabilizar operações ou reduzir significativamente a rentabilidade dos produtores. “Estamos falando de um setor que enfrenta desafios constantes de rentabilidade. A introdução de um custo adicional, como esse aumento do IOF, compromete o desempenho em um momento crucial, quando o Brasil busca consolidar sua posição de destaque no agronegócio mundial”, pontua.

Crítica à falta de diálogo e mudança de rumo na política tributária

Marcelo Winter também criticou a ausência de diálogo prévio com os representantes do setor produtivo. “Nosso sistema vinha evoluindo em termos de modernização regulatória e acesso a instrumentos financeiros mais sofisticados. Uma medida tributária repentina e com efeito retroativo vai na contramão dessa trajetória de avanço”, conclui.

A preocupação é generalizada entre os agentes do agro, que enxergam na nova alíquota do IOF um fator de instabilidade em um ambiente que exige previsibilidade e confiança para investimentos e planejamento de longo prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.

Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).

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CÁLCULO

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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