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Broca-do-café ameaça produtividade e exige manejo integrado com tecnologias avançadas
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Broca-do-café: risco crítico para a próxima safra
A broca-do-café (Hypothenemus hampei) representa a maior ameaça à cafeicultura brasileira, capaz de gerar perdas de até 80% da produção em casos severos. Estimativas para a safra 2024/25 indicam que os prejuízos podem atingir 20 milhões de sacas, impactando diretamente a competitividade internacional do país.
Presente desde 1913, a praga ataca tanto arábica quanto conilon, perfurando os frutos para oviposição e provocando queda prematura, perda de peso e qualidade, além de favorecer a entrada de fungos e bactérias. Estudos apontam que cafés brocados podem perder até 21% do rendimento, equivalente a 12,6 kg por saca.
Manejo integrado e monitoramento contínuo
O controle da broca exige monitoramento constante e manejo integrado, combinando práticas culturais, controle químico e biológico. Entre as recomendações estão:
- Colheita completa e varrição de frutos remanescentes;
- Destruição de restos de lavouras abandonadas;
- Aplicação preventiva de inseticidas no período de migração da praga.
Soluções químicas e biológicas da FMC
A FMC destaca seu portfólio de soluções para o manejo eficiente da broca. Entre elas:
- Malathion® 1000 EC: inseticida com ação rápida e efeito desalojante, proporcionando controle superior a 90%, sem desequilíbrio em outras pragas. Apresenta meia-vida curta no solo, ação por contato e ingestão, e é útil na rotação de ativos, prevenindo resistência.
- Benevia®: oferece residual prolongado, protegendo o grão por mais tempo e complementando o uso do Malathion® no controle inicial.
- Premio® Star: formulação exclusiva com duplo modo de ação, controla broca e bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), protegendo a lavoura no manejo final, especialmente entre março e abril.
De acordo com Luís Grandeza, gerente da cultura de café da FMC, a combinação das tecnologias permite reduzir a quantidade de grãos brocados e aumentar a qualidade do café colhido, garantindo maior produtividade e rentabilidade.
Expedição Especialistas do Café: capacitação e boas práticas
Para apoiar produtores, a FMC lança a Expedição Especialistas do Café, iniciativa voltada para disseminar manejo integrado da broca. O projeto inclui:
- Eliminação de frutos remanescentes;
- Registro do calendário de floradas para planejamento de monitoramento;
- Instalação de armadilhas atrativas para detecção precoce da infestação;
- Amostragem e avaliação dos frutos para medir níveis de risco;
- Aplicação de inseticidas recomendados, integrada ao calendário de manejo.
Segundo Fernanda Duarte, desenvolvedora de mercado da FMC, a expedição capacita técnicos e produtores para identificar pontos críticos do ciclo da broca e aplicar práticas de manejo que aumentem a produtividade e qualidade dos grãos.
Alcance e locais da expedição
Os treinamentos ocorrerão em municípios estratégicos de Minas Gerais e Bahia, incluindo Patrocínio, Araguari, Araxá, Rio Paranaíba, Alfenas, Varginha, São Sebastião do Paraíso, Guaxupé, Campos Altos, São Gotardo, Vitória da Conquista e Patos de Minas.
A iniciativa reforça o compromisso da FMC em fortalecer a cafeicultura brasileira, combinando inovação tecnológica, conhecimento técnico e suporte próximo ao produtor para enfrentar a broca-do-café de forma eficaz.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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