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Inscrições abertas para escolha dos melhores Queijos Artesanais de Minas Gerais em 2025

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Começam as inscrições para o 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais

A Emater-MG abriu oficialmente as inscrições para o 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais, que irá eleger os melhores queijos artesanais do estado em 2025. O objetivo da competição é valorizar o trabalho dos produtores locais, incentivar a melhoria da qualidade dos produtos e promover a cultura e diversidade dos queijos mineiros.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 15 de agosto, nos escritórios locais da Emater-MG. É necessário apresentar a documentação exigida e preencher o formulário disponível no site oficial da instituição: www.emater.mg.gov.br.

Tradição e identidade dos queijos artesanais mineiros

A produção de queijos artesanais em Minas Gerais tem raízes históricas que remontam ao período colonial. O uso do leite cru confere aos queijos características únicas, uma vez que carrega as bactérias presentes no ambiente de produção.

Cada queijo traduz o terroir da região onde é feito, influenciado por fatores como relevo, altitude, vegetação e alimentação dos animais. O conhecimento ancestral, passado de geração em geração, é fundamental para preservar a identidade desses produtos.

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Categorias do concurso

Nesta edição, os queijos poderão ser inscritos em cinco categorias distintas:

  • Queijo Minas Artesanal (QMA): maturação até 30 dias
  • Queijo Minas Artesanal de Casca Florida Natural: com fungos brancos na superfície, maturação até 60 dias
  • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas: maturação de 14 a 30 dias
  • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas: maturação acima de 50 dias
  • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas: com ingredientes opcionais e defumados

Minas Gerais possui dez regiões reconhecidas pela produção do Queijo Minas Artesanal (QMA), entre elas: Araxá, Canastra, Serra do Salitre e Triângulo Mineiro. Já as regiões de Alagoa e Mantiqueira têm características próprias, sendo avaliadas em categorias específicas.

Requisitos para participação

O concurso é aberto para estabelecimentos de queijos artesanais que possuam registro em serviços de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal) e que tenham sido classificados nos concursos regionais das respectivas áreas produtoras. Para produtores de QMA fora das regiões caracterizadas, é necessário que o produto esteja legalizado para participar.

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Cronograma e premiação

As amostras dos queijos devem ser entregues até 1º de setembro de 2025 nos escritórios locais da Emater-MG ou diretamente à comissão organizadora em Itanhandu, no dia 3 de setembro. A avaliação dos produtos será realizada no dia 4 de setembro, na cidade que integra a região produtora do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas.

Os jurados, especialistas no tema, irão avaliar critérios como apresentação externa, cor, textura interna, consistência, aroma e sabor. Os cinco melhores queijos de cada categoria receberão troféus, e todos os participantes terão direito a certificado de participação.

A cerimônia de premiação será realizada em Itanhandu, no dia 13 de setembro, quando os vencedores serão oficialmente anunciados.

O concurso reafirma o compromisso com a preservação e valorização da rica tradição do queijo artesanal mineiro, estimulando a qualidade e diversidade que fazem do produto uma referência nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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