CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Produção de algodão cresce 20% e consolida Bahia como polo estratégico do setor

Publicados

AGRONEGOCIOS

A cultura do algodão segue em expansão na Bahia, especialmente na região Oeste. De acordo com o Boletim de Safra divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em 21 de julho de 2025, a safra 2024/25 apresentou um crescimento de 20% na área plantada em comparação com o ciclo anterior. Esse avanço reforça a posição do estado como um dos principais polos de produção de algodão do país.

Fatores que impulsionaram a produção

O aumento na produção é resultado da combinação de diversos fatores positivos:

  • Condições climáticas favoráveis, que permitiram bom desenvolvimento das lavouras;
  • Manejo eficiente, com uso racional de recursos e técnicas modernas;
  • Sementes de alto desempenho, que contribuíram para elevar a produtividade.

A modernização das práticas agrícolas tem sido determinante para consolidar o algodão como uma cultura estratégica para o agronegócio regional.

Impactos econômicos e geração de empregos

Além de fortalecer o campo, o crescimento da produção movimenta toda a cadeia produtiva do algodão, desde a geração de empregos diretos nas lavouras até o processo de industrialização da fibra. O desempenho da safra 2024/25 reforça o papel da Bahia tanto no abastecimento do mercado interno quanto nas exportações.

Leia Também:  Setor Bioenergético de Goiás Vê Oportunidade nas Exportações de Açúcar Após Decisão da Suprema Corte dos EUA
Apoio técnico e institucional aos produtores

Outro pilar fundamental para o bom desempenho da cotonicultura baiana tem sido o suporte técnico oferecido por instituições como a Aiba e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Essas entidades desenvolvem ações em áreas como:

  • Pesquisa e inovação;
  • Capacitação técnica;
  • Difusão de boas práticas agrícolas.

Essa atuação conjunta tem elevado os índices de produtividade e garantido maior competitividade para os produtores da região.

Municípios de destaque na produção

Entre os principais municípios produtores de algodão na Bahia, destacam-se:

  • Luís Eduardo Magalhães
  • São Desidério
  • Barreiras

Nessas localidades, a cotonicultura representa uma das principais fontes de renda e desenvolvimento econômico.

Comercialização aquecida e boas perspectivas para 2025/26

A comercialização da safra 2024/25 segue em ritmo positivo, com valorização nos preços pagos ao produtor. A conjuntura favorável já impulsiona o planejamento para a próxima temporada. Produtores iniciam a organização das lavouras e a aquisição de insumos, sinalizando mais um ciclo de crescimento para a safra 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Exportações de milho avançam na semana, mas seguem 48% abaixo do volume registrado em julho de 2024

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Crédito privado cresce e amortece recuo do Plano Safra

Publicados

em

O avanço dos instrumentos privados de financiamento está ajudando o agronegócio a cobrir parte do espaço deixado pela retração das linhas tradicionais de crédito rural. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) chegou a R$ 576,4 bilhões em junho, crescimento de 12% em 12 meses, enquanto fundos e títulos ligados ao setor também ganharam participação.

Os saldos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) cresceram 81% em dois anos. No mesmo período, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avançaram 9%. A expansão mostra que o financiamento da produção está se tornando mais diversificado e menos concentrado nos bancos.

Essa alternativa ganhou importância porque a área financiada pelas linhas de custeio do Plano Safra diminuiu 25,8% em 12 meses. O total passou de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês deste ano, segundo dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O valor liberado caiu em proporção menor, de R$ 205,8 bilhões para R$ 181,1 bilhões, retração de 12%. O número de contratos recuou 10,3%, de 867 mil para 777,8 mil.

Na prática, o financiamento médio aumentou de aproximadamente R$ 6 mil para R$ 7,1 mil por hectare. Isso mostra que o crédito disponível está cobrindo uma área menor e acompanhando, ao menos parcialmente, o aumento dos custos de produção.

Leia Também:  Brasil deve colher terceira safra recorde de algodão e amplia espaço no mercado global

As CPRs permitem ao produtor levantar recursos tendo como referência a produção rural, com pagamento em produto ou dinheiro. O instrumento pode ser negociado com bancos, cooperativas, tradings, fornecedores e investidores, ampliando as possibilidades além das linhas oficiais.

As emissões de CPRs somaram R$ 377,8 bilhões durante a safra 2025/26. Embora o estoque continue crescendo, o ritmo das novas operações perdeu força, sinal de que o crédito privado também sente os efeitos dos juros elevados e da maior cautela dos financiadores.

O acesso a essas alternativas ainda é desigual. Grandes produtores, cooperativas e empresas com maior capacidade de oferecer garantias conseguem chegar com mais facilidade ao mercado privado. Pequenos e médios agricultores continuam mais dependentes dos bancos, das cooperativas de crédito e das linhas subsidiadas do Plano Safra.

A maior seletividade está relacionada ao crescimento das operações rurais com algum grau de dificuldade. Em julho, 23,5% da carteira ativa estava classificada como problemática, somando R$ 207,5 bilhões. Esse valor não representa apenas inadimplência: inclui contratos em atraso, renegociados ou prorrogados.

Leia Também:  Soja enfrenta pressão de oferta global após relatórios do USDA e Conab; preços em Chicago recuam para mínimas de quatro meses

As instituições financeiras também passaram a reconhecer antecipadamente possíveis perdas, conforme as regras da Resolução 4.966, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em vigor desde janeiro de 2025, a norma leva os bancos a aumentar as reservas quando identificam deterioração na capacidade de pagamento, o que reforça a cautela nas novas concessões.

No Rio Grande do Sul, onde sucessivas perdas climáticas elevaram o endividamento, a área financiada caiu 29,3%. O valor contratado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de operações diminuiu 16,4%, para 189,6 mil.

Apesar da retração, os resultados atuais da produção, das exportações e dos preços dos alimentos permanecem sustentados por lavouras implantadas com recursos contratados anteriormente. O efeito da redução mais recente do crédito será conhecido com maior clareza durante a safra 2026/27.

O crescimento das CPRs, dos CRAs e dos Fiagros mostra que o setor encontrou novos caminhos para financiar a produção. Esses instrumentos ainda não substituem o crédito bancário, principalmente para pequenos e médios produtores, mas ampliam as fontes de recursos e reduzem parte da dependência do Plano Safra.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA