AGRONEGOCIOS
Setor Bioenergético de Goiás Vê Oportunidade nas Exportações de Açúcar Após Decisão da Suprema Corte dos EUA
AGRONEGOCIOS
A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou inconstitucional a imposição de tarifas amplas sobre importações adotadas pelo ex-presidente Donald Trump, reacendeu o otimismo do setor bioenergético de Goiás. A medida pode abrir caminho para uma retomada das exportações brasileiras de açúcar ao mercado norte-americano, especialmente no segmento de açúcar orgânico, onde o Brasil é líder global.
Segundo André Rocha, presidente-executivo do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Açúcar de Goiás, a decisão representa uma oportunidade de recuperar previsibilidade e segurança jurídica nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Goiás Lidera Exportações de Açúcar Orgânico
O Brasil ocupa posição estratégica no mercado internacional de açúcar, sendo o maior produtor e exportador de açúcar orgânico para os Estados Unidos. Dentro desse cenário, Goiás é o estado que mais produz, com dois grandes grupos empresariais voltados à exportação.
Desde a entrada em vigor do chamado “tarifaço”, em agosto de 2025, as exportações brasileiras de açúcar orgânico caíram 58%, impactando diretamente a receita de produtores e indústrias goianas. A expectativa agora é de que o cancelamento das tarifas permita ao setor recuperar competitividade frente a países como Colômbia e Argentina, que se beneficiaram de taxas menores durante o período das restrições.
Recuperação da Competitividade e Retorno das Cotas Preferenciais
De acordo com André Rocha, o efeito da decisão pode ir além do açúcar orgânico. O açúcar convencional também tende a ser beneficiado, principalmente se houver o retorno ao regime de cotas preferenciais, modelo historicamente aplicado à produção nordestina.
Esse sistema de cotas oferece previsibilidade e segurança jurídica ao comércio exterior brasileiro, favorecendo investimentos de longo prazo. “A decisão da Suprema Corte abre uma janela para reorganizar fluxos comerciais e recuperar contratos perdidos nos últimos meses”, avaliou Rocha.
Expectativa Cautelosa no Setor Bioenergético
Apesar do clima de otimismo, o setor mantém cautela. André Rocha, que também preside a Federação das Indústrias do Estado de Goiás, destacou que os efeitos concretos dependerão da publicação oficial dos atos pelo governo americano.
Enquanto isso não ocorre, o mercado segue em compasso de espera, aguardando sinais concretos de implementação da decisão. Ainda assim, a leitura predominante entre as usinas e cooperativas do estado é de que a medida abre uma nova oportunidade para o açúcar goiano retomar espaço nos Estados Unidos, um dos seus principais destinos de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

