BRASIL
Ministério do Turismo e Polícia Federal firmam acordo para reforçar segurança e inteligência de dados no setor
BRASIL
O ministro do Turismo, Celso Sabino, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram nesta quarta-feira (23.07), um Acordo de Cooperação Técnica para o intercâmbio de dados estratégicos entre os dois órgãos. A parceria inédita, já publicada no Diário Oficial da União, visa ampliar a segurança dos viajantes, combater crimes relacionados ao turismo e subsidiar políticas públicas mais eficazes.
Durante o evento, Celso Sabino destacou a importância da cooperação. “Esse acordo representa um avanço na proteção dos visitantes e na imagem do Brasil. Com o compartilhamento de dados em tempo real com a Polícia Federal, poderemos agir com mais rapidez e firmeza no combate a crimes como tráfico de pessoas e exploração sexual de mulheres e crianças”, afirmou.
O ministro explicou que, embora o aumento no fluxo de turistas seja vital para a economia, ele também exige atenção especial. “É um passo importante, construído ao longo de meses pelas equipes do Ministério do Turismo, da Justiça e da Polícia Federal. Agora, vamos ampliar essa colaboração com novas ferramentas, como o check-in eletrônico nos hotéis via gov.br, respeitando todas as normas legais, inclusive a LGPD”, detalhou Sabino.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou a relevância da integração. “Apenas nos aeroportos, realizamos o controle de 25 milhões de entradas e saídas no último ano e emitimos mais de 2 milhões de passaportes apenas em 2024. Esses números mostram a dimensão da nossa responsabilidade”, afirmou.
“Parcerias como essa, baseadas em dados confiáveis e em tempo real, nos permitem cumprir nossa missão com mais eficiência e contribuir para que o setor do turismo cresça com tranquilidade e segurança. Sem segurança, não há economia ou turismo que se sustentem”, declarou.
INTEGRAÇÃO – A iniciativa está estruturada em quatro eixos principais:
– Integração de bases de dados: Compartilhamento de informações do Cadastur, da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), do Sistema de Tráfego Internacional (STI) e do Sistema Nacional de Passaportes (SINPA).
– Aprimoramento da segurança pública: Uso de dados para apoiar ações de prevenção e repressão a crimes no setor.
– Planejamento estratégico: Orientação de decisões e políticas com base em dados qualificados.
– Desenvolvimento institucional: Capacitação técnica e analítica das equipes envolvidas para extrair o máximo potencial das informações.
TRANSPARÊNCIA – O acordo está alinhado com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI), assegurando que os dados sejam tratados com segurança, confidencialidade e responsabilidade.
Segundo a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, a parceria é um marco estratégico. “Este é um momento histórico para o turismo brasileiro. Estamos falando de mais segurança, de proteção de dados e da valorização do papel institucional do turismo como política pública. A presença da Polícia Federal reforça a seriedade do trabalho conjunto e fortalece nossas ações contra a exploração sexual, sobretudo de mulheres e crianças.”
A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Ana Carolina Medeiros, que também participou do evento elogiou a iniciativa. “Nós defendemos e praticamos um turismo responsável e seguro, e esse tipo de iniciativa nos dá ainda mais respaldo.”
Ao final do evento, o ministro Celso Sabino reforçou a confiança nos dados oficiais do setor, que seguem as diretrizes da ONU Turismo. “Utilizamos a mesma metodologia desde 1970, reconhecida internacionalmente. O turismo é, hoje, um dos motores da economia brasileira, e nossa responsabilidade é assegurar que esse crescimento ocorra com segurança, inteligência e transparência”, afirmou.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
MME encerra ciclo de workshops do Plante com debate no Rio de Janeiro
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quinta-feira (11/6), no Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro, o último workshop do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O encontro, realizado em parceria com o FGV Clima, marca o encerramento do ciclo de debates presenciais promovidos durante a etapa de consulta pública do Plano.
Na abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, ressaltou que a elaboração do Plante reflete um esforço coletivo de diálogo e construção técnica. “O Plano se apoia em estudos já consolidados, mas inova ao propor novas perspectivas e avança ao incorporar novas abordagens, alinhadas às particularidades e aos potenciais do Brasil. Essa iniciativa reafirma o compromisso do MME com a construção de caminhos para impulsionar a transição energética e promover o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.
O evento reuniu representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do FGV CERI, que trouxeram perspectivas complementares sobre os desafios da transição energética brasileira, dos instrumentos de planejamento e os investimentos na transicao energética brasileira.
A consulta pública do Plante pode ser acessada nos portais do MME e do Brasil Participativo, permitindo contribuições da sociedade, do setor produtivo e de especialistas.
Plano Nacional de Transição Energética
O Plante constitui uma iniciativa estratégica do Governo do Brasil para orientar, de forma integrada e coordenada, a transformação do setor energético brasileiro ao longo dos próximos 30 anos.
Fundamentado em estudos técnicos de longo prazo amplamente reconhecidos, como o Balanço Energético Nacional (BEN), o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Plano Nacional de Energia (PNE), o Plano estabelece diretrizes e ações voltadas à promoção de uma transição energética segura, sustentável e socialmente justa.
Seu objetivo central é conduzir o país à neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor energético, conciliando crescimento econômico, segurança energética e competitividade industrial. Ao integrar esforços de diferentes órgãos da administração pública, o Plante busca assegurar que os benefícios da transição energética sejam amplamente compartilhados, contribuindo para a redução das desigualdades, o fortalecimento do desenvolvimento regional e a construção de um futuro mais próspero e resiliente para a sociedade brasileira.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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