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Mercado da pecuária sinaliza virada de ciclo e confinamento surge como estratégia para antecipar compra de bezerros
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Retomada dos preços em São Paulo puxa recuperação nacional
Após um primeiro semestre desafiador para a pecuária de corte, o mercado do boi gordo deu sinais de recuperação. A praça de São Paulo liderou o movimento de valorização em 2024, com os preços subindo 27,9% entre setembro de 2023 e janeiro de 2025 — de R$ 249,27 para R$ 319,36 a arroba. Desde então, a cotação tem se mantido acima dos R$ 300,00, mesmo com oscilações pontuais.
Apesar da alta, Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, pondera que o movimento foi impulsionado, principalmente, pela demanda aquecida por carne bovina no final de 2023, tanto no mercado interno quanto nas exportações, que atingiram o recorde de 2,5 milhões de toneladas de carne in natura embarcadas.
Abate de fêmeas segue alto e adia virada definitiva
Apesar do avanço nos preços, o volume de abate de fêmeas continua elevado, o que indica que a virada de ciclo ainda não se consolidou totalmente. Para Fabbri, a expectativa é de que a oferta de fêmeas abatidas comece a cair no segundo semestre de 2025, o que pode trazer maior solidez ao mercado do boi gordo.
Confinamento cresceu no primeiro semestre
O primeiro semestre de 2025 foi positivo para os confinadores. De acordo com Vanderlei Finger, gerente de Compra de Gado da MFG Agropecuária, o confinamento foi impulsionado por dois fatores: no Mato Grosso, o excesso de chuvas permitiu maior ganho de peso nos pastos, o que favoreceu a estratégia de utilizar o confinamento como extensão da propriedade. Já em São Paulo e Goiás, a seca de dezembro fez com que muitos pecuaristas antecipassem o envio dos animais para o cocho, garantindo metas cumpridas no semestre.
Expectativas positivas para o segundo semestre
Dois indicadores reforçam o otimismo para os próximos meses:
- Manutenção dos preços do boi gordo: A cotação se manteve estável nos últimos oito meses.
- Valorização da reposição: O preço do bezerro segue firme e deve estimular a retenção de matrizes.
Fabbri destaca que a tendência histórica é de desempenho mais forte da pecuária no segundo semestre, quando há menor carga tributária e aumento da renda per capita, com efeitos do 13º salário e contratações temporárias. Esses fatores favorecem o consumo de carne bovina no mercado interno, colaborando com o viés de alta para o boi gordo.
As exportações também seguem em ritmo forte: entre janeiro e junho de 2025, o volume exportado já chega a 1,23 milhão de toneladas, superando o total de 1,13 milhão de toneladas registrado em todo o ano de 2024.
Flutuações de mercado exigem atenção e estratégias de proteção
Segundo Finger, apesar da estabilidade observada neste ano, o produtor deve estar preparado para oscilações. Por isso, a MFG Agropecuária lançou uma ferramenta de trava por antecipação. A equipe técnica visita a fazenda, avalia os animais e projeta o tempo até o abate, permitindo a fixação antecipada de preços na B3 — mesmo antes do envio ao confinamento.
Relação de troca começa a pesar, mas ainda é vantajosa
A valorização do bezerro está pressionando a relação de troca com o boi gordo. Em 2020-2021, eram necessárias 9,4 arrobas para comprar um bezerro. Em 2023-2024, o número caiu para 8 arrobas e, até junho de 2025, subiu para 8,3. Embora o custo tenha aumentado, o cenário ainda é considerado vantajoso, segundo Fabbri.
Ele recomenda que o confinamento — próprio ou terceirizado — seja utilizado como estratégia para aproveitar o momento, garantindo a compra de bezerros a preços mais atrativos do que os que deverão ser praticados nos próximos anos.
A hora de agir é agora
Para Finger, este é o momento ideal para os pecuaristas que desejam otimizar seus resultados: “É hora de limpar os pastos, enviar os animais mais pesados ao confinamento e deixar os mais leves para recria. Assim, o produtor entra em 2026 com um rebanho renovado, bem posicionado e pronto para aproveitar um novo ciclo positivo da pecuária”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária
Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca
A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.
Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.
Oferta de forragem pode cair até 70% na seca
De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.
Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.
“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.
Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.
Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens
Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:
- Superlotação das áreas
- Ausência de pastejo rotacionado
- Falta de adubação estratégica
- Não monitoramento da altura do pasto
Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.
“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.
Ajuste de lotação é chave para preservar forragem
Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.
A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.
“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.
O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.
Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos
Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.
A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.
Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.
Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca
Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.
Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.
Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.
Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico
Entre as recomendações práticas para o produtor estão:
- Monitoramento semanal da altura do pasto
- Planejamento da lotação futura
- Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
- Implantação de pastejo rotacionado
Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.
Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare
A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:
- Redução do ganho de peso
- Maior necessidade de suplementação
- Aumento da mortalidade
- Queda na produtividade do abate
“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.
Soluções para manejo eficiente das pastagens
A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:
- Adubos NPK balanceados
- Sementes de pastagens mais resistentes
- Corretivos de solo
Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.
“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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