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Comissão aprova projeto com ações integradas para apoiar vítimas de queimaduras

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 9 de julho, projeto de lei que prevê a criação de programas de atenção integral à saúde para vítimas de queimaduras e suas famílias no Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto define como diretrizes dos programas:

  • cuidar da saúde mental e do bem-estar das vítimas, oferecendo apoio psicológico contínuo e ajuda no retorno à vida social;
  • auxiliar na recuperação física, com fisioterapia, terapia ocupacional, órteses e próteses, quando necessário; e
  • evitar novos acidentes por meio de campanhas educativas.

Atuação dos ministérios
A proposta também detalha ações a serem desenvolvidas pelos ministérios da Saúde e da Educação, incluindo a articulação entre os dois ministérios.

O Ministério da Saúde, em colaboração com as secretarias de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal, será responsável pela implementação de programas de reabilitação e reintegração social de vítimas de queimaduras.

Esses programas devem incluir acesso a cirurgias plásticas reparadoras, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico contínuo.

Já o Ministério da Educação deverá atuar em parceria com a pasta da Saúde para realizar ações de saúde em escolas e apoiar a continuidade dos estudos de alunos internados por queimaduras. Isso inclui ensino em regime hospitalar, domiciliar ou a distância, pelo tempo necessário ao tratamento.

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Conscientização e prevenção
Por fim, a proposta prevê que o governo federal, em conjunto com sociedades médicas e entidades da sociedade civil, deverá realizar campanhas permanentes de conscientização sobre a prevenção de queimaduras e o apoio às vítimas.

Parecer favorável
A comissão aprovou a versão da relatora (substitutivo), deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 2227/24, de autoria do deputado Pedro Aihara (PRD-MG). De acordo com Rogéria Santos, o substitutivo busca “um maior alinhamento com as diretrizes do SUS”.

Segundo a deputada, estimativas apontam para cerca de 1 milhão de acidentes com queimaduras por ano no país, a maioria em ambiente domiciliar, resultando em aproximadamente 100 mil internações hospitalares.

“Muitos pacientes enfrentam dificuldades na reintegração ao mercado de trabalho e na retomada de suas atividades sociais. A ausência de apoio social adequado pode agravar essas dificuldades e afetar negativamente a qualidade de vida dos sobreviventes”, afirma a relatora.

Próximas etapas
A proposta já foi aprovada na Comissão de Educação e ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova diretrizes para diagnóstico precoce de autismo em crianças

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar ações para identificar sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças com idades entre 16 e 30 meses. O objetivo é garantir que essas crianças recebam avaliação de especialistas e acompanhamento adequado o mais cedo possível.

A proposta altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e prevê que a identificação precoce seja feita por meio de procedimento padronizado e validado pela comunidade científica.

Se os sinais de risco forem identificados, a criança deve ser encaminhada para avaliação diagnóstica por uma equipe multiprofissional especializada e ter acesso imediato ao cuidado necessário.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), para o Projeto de Lei 2063/25, do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO). Enquanto o projeto previa a criação de uma lei autônoma, o substitutivo inclui as novas diretrizes diretamente na política nacional.

Idade limite
Outra mudança passa a prever um limite de idade para a triagem obrigatória. “No Brasil, recomenda-se o rastreio de sinais de TEA entre 16 e 30 meses na atenção primária, como parte do acompanhamento do desenvolvimento infantil”, destacou a relatora.

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A Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, desde a 7ª edição (2024), já inclui o teste M-CHAT-R, traduzido e validado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. “Trata-se de instrumento de triagem, não de diagnóstico definitivo”, destacou a relatora.

Equipe multiprofissional
O substitutivo também deixa claro que as ações devem considerar a saúde, o comportamento e o ambiente da criança e ser feitas por uma equipe multiprofissional.

Também estão previstas ações de capacitação para profissionais da saúde, educação e assistência social. Além disso, o texto inclui campanhas para informar a população sobre os sinais precoces do autismo.

O texto assegura ainda que os pais ou responsáveis recebam informações claras e participem de todas as decisões sobre o cuidado da criança.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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