CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Bio Brazil Fair | Biofach América Latina e Naturaltech 2025 Reúnem 61 Mil Visitantes e Reforçam Crescimento do Mercado de Produtos Saudáveis e Orgânicos

Publicados

AGRONEGOCIOS

Evento reúne público recorde no Anhembi, em São Paulo

Entre os dias 11 e 14 de junho, o Distrito Anhembi, em São Paulo, sediou a 19ª edição da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina e da Naturaltech, as principais feiras latino-americanas dedicadas a produtos saudáveis e orgânicos. Com 836 expositores e 1.700 marcas ocupando uma área de 54 mil m², o evento recebeu 61 mil visitantes de todos os estados do Brasil e 42 países, registrando crescimento de 10% em relação à edição anterior.

Perfil do público e destaque para negócios

Do total de visitantes, 45% participaram com foco em negócios, 28% eram profissionais da saúde e chefs de cozinha, e 26% consumidores finais e entusiastas das marcas presentes. O evento consolidou-se como uma plataforma decisiva para conexão entre produtores, varejistas e consumidores.

Programação intensa com mais de 160 palestrantes

A feira contou com 135 horas de conteúdo, incluindo painéis e debates sobre varejo sustentável, beleza limpa, nutrição, marketing, saúde e bem-estar. Entre os palestrantes estavam nomes renomados como Cris Arcangeli, Rony Meisler, Cris Dios, além de celebridades como Rodrigo Hilbert, Glória Pires e Giovanna Antonelli.

Perspectiva do CEO do grupo Francal

Fernando Ruas, CEO do grupo Francal, organizador do evento, destacou o momento promissor para o setor. “Batemos recorde de visitação e ampliamos a presença de varejistas e prescritores. Nosso compromisso é fortalecer o mercado, conectar produtores e vendedores e impulsionar práticas sustentáveis”, afirmou.

Inclusão de pequenos produtores e startups

Além de grandes empresas e cooperativas, a feira abriu espaço para pequenos e médios produtores, startups e agricultores familiares, ampliando sua visibilidade. Projetos como Raízes e Incubadora Local.e ajudaram marcas como Cocodensado, Caju Fit e Natural Cure a fortalecerem seus negócios, com destaque para a Luci, que conquistou o 3º lugar na categoria Bebidas do 3º Award Alimentos e Bebidas.

Leia Também:  PL determina que Governo distribua mudas e sementes para revitalização ambiental
Participação da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura, por meio da agência Ade Sampa e do Programa Sampa+Rural, levou 15 co-expositores ao evento, incluindo produtores orgânicos, agricultores, meliponários e fabricantes de café, chocolate e produtos artesanais, promovendo a agricultura urbana e sustentável.

Rodadas de negócios geram R$136 milhões em contratos

As rodadas nacionais proporcionaram 389 reuniões entre compradores e fornecedores, totalizando R$26 milhões em negócios. Já as internacionais contabilizaram 198 encontros e R$110 milhões em contratos fechados. Ao todo, 96% dos expositores relataram sucesso comercial durante o evento.

Iniciativas em cosméticos limpos e sustentabilidade

A feira estreou as Rodadas de Negócios Clean Beauty, segmento voltado a cosméticos limpos e sustentáveis, com grande potencial de crescimento. Também foi lançado o Award Clean Beauty, primeiro prêmio brasileiro para esse segmento, com vencedores como Herbia Cosméticos Orgânicos, Kind Beauty & Care e Khor Cosméticos, que recebeu destaque especial pelo Protetor Solar FPS 30.

Projeto Usina de Reciclagem recolhe 97 toneladas de resíduos

Em parceria com Tetra Pak e Eureciclo, a feira reciclou 97,4 toneladas de lixo geradas durante os quatro dias. A iniciativa reforçou o compromisso com a economia circular e foi destacada por Henrique Corregedor Ferreira, da Eureciclo, como exemplo a ser levado a outros eventos.

Leia Também:  Mercado do Milho Mostra Reação Pontual com Resistência de Produtores e Baixa Liquidez no Sul do País
Ações ESG fortalecem o evento

Além da reciclagem, o evento adotou compensação ambiental, remuneração de cooperativas de coleta, parceria com Carbon Free para compensação de carbono e incentivo ao uso de garrafas reutilizáveis, por meio de 10 estações de hidratação distribuídas no pavilhão.

Lançamentos e inovações alinhadas às tendências do consumidor

Entre os lançamentos, destacam-se o Shake Nutritivo Kids da Vida Veg (bebida pronta para crianças, sem adição de açúcares), o whey gummy da Ekobé com 8g de proteína, e chocolates da Mushin com extrato de cogumelos funcionais e nootrópicos para foco e concentração, também sem açúcares.

Selo Viva Verde reconhece práticas sustentáveis

Na quinta edição, o selo consolidou-se como uma importante distinção para marcas comprometidas com a sustentabilidade, reconhecendo 65 marcas por suas práticas e impacto positivo no consumo consciente no Brasil.

Perspectivas para 2026

Valeska Ciré, head de portfólio do evento, ressaltou o fortalecimento do setor e o engajamento do público. “Já trabalhamos para que a próxima edição amplie ainda mais esse ecossistema de propósito e inovação.” As próximas edições da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina e da Naturaltech estão marcadas para os dias 10 a 13 de junho de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

Publicados

em

Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

Leia Também:  Conab abre inscrições e destina até R$ 35 milhões para compra de sementes da agricultura familiar

A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

Leia Também:  Outono impulsiona leilões pecuários e maio consolida temporada aquecida de remates no Sul do Brasil

Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA