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Mercado do trigo segue travado no Sul do país com moagem reduzida e pouca demanda

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Rio Grande do Sul: moagem reduzida e foco na demanda imediata

O mercado de trigo no Sul do Brasil segue em ritmo lento, com os moinhos mantendo a cautela nas compras. No Rio Grande do Sul, a moagem continua reduzida devido às margens apertadas enfrentadas pelas indústrias. As aquisições estão sendo feitas para atender apenas à demanda imediata, com os preços variando conforme a qualidade e a localização do grão.

O trigo argentino spot está cotado a US$ 272 por tonelada, nacionalizado, o que equivale a cerca de R$ 1.465,56 posto no porto de Rio Grande, sem contar o frete até o interior. Negócios pontuais estão sendo realizados em torno de R$ 1.300 por tonelada para trigo de boa qualidade, com embarque previsto para agosto e pagamento em setembro.

O trigo local tem sido oferecido a R$ 1.380 posto moinho nas regiões de Porto Alegre e Serra, e a R$ 1.350 no centro do estado. Já o preço da saca no mercado físico (pedra) em Panambi segue estável, a R$ 70,00.

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Santa Catarina: mercado praticamente parado e queda na venda de sementes

Em Santa Catarina, a comercialização também é lenta. O mercado segue praticamente parado, com o trigo do Rio Grande do Sul sendo amplamente ofertado entre R$ 1.330 e R$ 1.360 (FOB), o que impede a valorização do produto local.

O trigo importado pelo porto de Paranaguá continua sendo mais competitivo do que o paranaense, reforçando a pressão sobre os preços. Na safra nova, agricultores relatam queda de até 20% nas vendas de sementes, enquanto a Conab projeta uma redução de 6,3% na produção estadual.

Os preços da saca no mercado físico variam entre R$ 72,00 e R$ 79,00, conforme a região.

Paraná: paralisação de moinhos e margem de lucro apertada para o produtor

No Paraná, o cenário também é de mercado travado. Moinhos têm interrompido suas atividades diante da baixa demanda. O trigo tipo 1 está sendo pedido a R$ 1.500 (FOB), mas compradores estão oferecendo R$ 1.450 (CIF), o que tem dificultado a concretização de negócios.

O trigo importado da Argentina e do Paraguai está sendo negociado entre US$ 271 e US$ 278, dependendo do porto de entrada.

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Apesar da lentidão, a média de preços pagos aos agricultores subiu ligeiramente para R$ 77,19 por saca. Isso representa uma margem de lucro estimada em 4,98%, superior ao custo médio de produção calculado em R$ 73,53, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral).

Com moagem reduzida, estoques abastecidos e pressão da concorrência externa, o mercado do trigo no Sul do Brasil segue travado. Os produtores enfrentam margens apertadas e incertezas quanto à valorização do grão, enquanto as indústrias mantêm uma postura conservadora diante da fraca demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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