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CBA 2025 vai mostrar o papel do agronegócio brasileiro na transição energética
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O 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) irá destacar como o setor agropecuário brasileiro está pronto para contribuir com a transição energética, por meio da aplicação de ciência e tecnologia para uma produção mais verde e eficiente. O evento acontece no dia 11 de agosto, em formato híbrido, e é promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a bolsa de valores B3. As inscrições estão abertas no site oficial do congresso.
Mesa redonda discute desafios e oportunidades na transição energética
A mesa redonda intitulada “Transição Energética”, moderada por Ingo Plöger, vice-presidente da ABAG, contará com a participação do embaixador Alexandre Parola, do deputado federal Arnaldo Jardim, do presidente do Conselho da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, e do conselheiro da Transpetro e gerente executivo da Petrobras, William Vella Nozaki. Os especialistas debaterão os principais desafios e oportunidades para ampliar a produção de bioenergia e o uso de fontes renováveis em toda a cadeia produtiva do agronegócio.
Importância da bioenergia no Brasil
Segundo estudo recente do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas, em 2023 a bioenergia originada do setor agropecuário representou 29,1% da oferta interna de energia no país. O setor agro é responsável por 60% de toda a energia renovável produzida no Brasil. Sem essa participação, a fatia de renováveis na matriz energética nacional cairia de 49,1% para cerca de 20%.
Tecnologia e políticas públicas para avançar na transição
Os debatedores também vão tratar do papel fundamental da inovação tecnológica para acelerar a transição energética e ampliar a oferta de energia sustentável. Além disso, ressaltam a necessidade de políticas públicas que incentivem práticas ambientais responsáveis e a modernização da infraestrutura, principalmente em logística e transporte, para reduzir as emissões de gases poluentes.
Brasil entre os líderes mundiais em energia renovável
O país possui um grande potencial para expandir o uso de fontes renováveis. Em 2024, o Brasil ficou na terceira posição mundial em capacidade instalada de energia renovável, com 213 GW, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, conforme relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).
Programação do CBA 2025 foca em alianças para o crescimento sustentável
O Congresso também pretende discutir a importância das alianças para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. A programação será aberta com a palestra inaugural “Agroalianças e o Futuro”, conduzida pelo embaixador Roberto Azevêdo, consultor da ABAG e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O evento terá ainda dois painéis principais:
- “Alimentos, Energias e Inovação”
- “Agrobrasil com Crescimento Sustentável: Financiamento e Mercado de Capitais”
Homenagens no CBA 2025
A ABAG fará homenagens a personalidades que marcaram o setor. O embaixador Alexandre Parola receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já a ex-Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira será contemplada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Clima irregular preocupa agronegócio e eleva risco para milho safrinha, aponta relatório do Itaú BBA
O clima voltou ao centro das atenções do agronegócio brasileiro e global. O relatório Agro Mensal de maio, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que a irregularidade das chuvas no Brasil elevou os riscos para a segunda safra de milho, enquanto o mercado internacional acompanha um cenário climático mais favorável nos Estados Unidos e a crescente possibilidade de formação de um El Niño mais intenso nos próximos meses.
Segundo a análise, abril foi marcado por precipitações abaixo da média em importantes regiões produtoras do Brasil, especialmente em Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. O cenário favoreceu o avanço da colheita da soja e do milho verão, mas aumentou a preocupação com o desenvolvimento da safrinha.
Estresse hídrico ameaça produtividade da segunda safra
O relatório destaca que o Centro-Oeste brasileiro entrou em maio sob atenção redobrada. A combinação entre redução das chuvas e temperaturas dentro da normalidade amplia os riscos de perdas produtivas no milho segunda safra, principalmente em áreas de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Em Mato Grosso, principal produtor nacional, as condições seguem relativamente mais favoráveis, com volumes de chuva ainda suficientes para sustentar parte do potencial produtivo das lavouras. No entanto, nas demais regiões centrais do país, o avanço do período seco pode limitar o enchimento de grãos e provocar revisões negativas nas estimativas de produção.
O Itaú BBA revisou sua projeção para a safrinha 2025/26 para 110 milhões de toneladas, refletindo justamente os impactos do estresse hídrico observado no fim de abril e início de maio.
El Niño volta ao radar do mercado agrícola
Outro ponto de atenção destacado pelo relatório é o avanço das probabilidades de formação do fenômeno El Niño.
Segundo dados da NOAA citados pelo Itaú BBA, existe cerca de 61% de chance de transição das atuais condições neutras para El Niño entre maio e julho, com possibilidade de permanência do fenômeno até o fim de 2026.
Caso o fenômeno se confirme com intensidade moderada ou forte, os impactos climáticos podem alterar significativamente o comportamento das safras brasileiras. Historicamente, o El Niño favorece chuvas acima da média na Região Sul e reduz precipitações no Norte e Nordeste do país.
Além dos grãos, o fenômeno também pode afetar culturas como trigo e café, aumentando riscos de excesso de umidade na colheita e desafios relacionados à qualidade dos produtos.
Estados Unidos avançam com plantio acelerado
Enquanto o Brasil enfrenta maior instabilidade climática, os Estados Unidos registram um cenário mais favorável para o desenvolvimento das lavouras.
O relatório aponta que o plantio da soja americana avançou rapidamente, alcançando 33% da área prevista, acima da média histórica e também do registrado no mesmo período do ano anterior.
As temperaturas mais elevadas no Meio-Oeste e a ocorrência de janelas de clima seco favoreceram o preparo do solo e o avanço das operações agrícolas. Para milho e soja, o cenário climático segue considerado positivo no curto prazo.
Por outro lado, o algodão norte-americano enfrenta dificuldades, principalmente no Texas, onde a seca persistente ameaça o plantio e pode limitar a produção da próxima safra.
Clima influencia preços e decisões do agronegócio
O relatório do Itaú BBA reforça que o clima continuará sendo um dos principais vetores para os mercados agrícolas ao longo dos próximos meses.
No milho, a incerteza sobre a segunda safra brasileira mantém o mercado atento a possíveis revisões de produção. Na soja, o avanço acelerado do plantio nos EUA e a ampla oferta global pressionam as cotações, enquanto no café e no trigo os riscos climáticos seguem determinantes para a volatilidade dos preços.
Para produtores e investidores do agronegócio, o cenário exige monitoramento constante das condições climáticas, da evolução do El Niño e do comportamento das principais regiões produtoras globais, fatores que devem continuar influenciando produtividade, oferta e formação de preços ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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