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Balança comercial brasileira cresce 6,6% em julho, impulsionada por alta nas exportações e importações

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A balança comercial brasileira encerrou a 4ª semana de julho de 2025 com superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões. O desempenho resulta de exportações que somaram US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (28) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho mensal: saldo positivo de US$ 4,8 bilhões em julho

No acumulado do mês até a 4ª semana, as exportações brasileiras totalizam US$ 26,2 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 21,4 bilhões, gerando um superávit de US$ 4,8 bilhões. A corrente de comércio no mês chega a US$ 47,7 bilhões, demonstrando aquecimento nas trocas comerciais do país.

Balanço do ano: comércio exterior ultrapassa US$ 349 bilhões

Entre janeiro e julho de 2025, a corrente de comércio brasileira já soma US$ 349 bilhões. Desse total, as exportações representam US$ 192,1 bilhões, e as importações somam US$ 157,22 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 34,9 bilhões no acumulado do ano.

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Comparativo com 2024: corrente de comércio sobe 6,6%

Na comparação entre as médias diárias até a 4ª semana de julho de 2025 e o mesmo período de 2024, houve um avanço de 6,6% na corrente de comércio, alcançando US$ 2,509 bilhões por dia. As exportações cresceram 3%, com média diária de US$ 1,380 bilhão, enquanto as importações subiram 11,5%, com média de US$ 1,128 bilhão. O saldo médio diário ficou em US$ 252,13 milhões.

Desempenho por setor: indústria de transformação lidera crescimento

No comparativo por setor, com base na média diária até a 4ª semana de julho, os destaques nas exportações foram:

  • Agropecuária: crescimento de US$ 7,33 milhões (+2,4%)
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 23,81 milhões (–7,6%)
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 57,43 milhões (+8,1%)

Já nas importações, os resultados foram:

  • Agropecuária: aumento de US$ 1,13 milhão (+5,4%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 10,77 milhões (–17,2%)
  • Indústria de Transformação: aumento expressivo de US$ 126,06 milhões (+13,7%)
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Perspectiva positiva reforça dinamismo do comércio exterior

Os números de julho reforçam a tendência de crescimento no comércio exterior brasileiro, com avanços expressivos na indústria de transformação e uma corrente de comércio cada vez mais robusta. O superávit acumulado ao longo do ano indica um cenário favorável para as exportações brasileiras, mesmo diante de oscilações nos mercados internacionais.

Balança Comercial|4ª Semana de julho/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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