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Preço do arroz em casca sobe em julho no RS, mas acumula queda significativa no ano
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Valorização em julho no Rio Grande do Sul
Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul registraram alta ao longo do mês de julho, impulsionados pela demanda sólida e pela oferta limitada no mercado. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, apesar do movimento de valorização recente, o ritmo das negociações permanece cauteloso.
Produtores mantêm cautela nas vendas
A maior parte dos produtores ainda realiza vendas pontuais, focadas principalmente no cumprimento de obrigações financeiras. O cenário atual faz com que os agricultores aguardem condições mais vantajosas para comercializar volumes maiores.
Perspectiva de exportações influencia mercado interno
A expectativa de aumento nas exportações tem sido um dos fatores que sustentam as cotações internas do arroz em casca, mantendo o interesse dos compradores e limitando uma queda mais acentuada dos preços.
Queda acumulada no ano preocupa orizicultores
Apesar da valorização observada em julho, o preço do arroz em casca acumula uma retração expressiva de aproximadamente 30% no ano, segundo o Cepea. Essa forte redução compromete a rentabilidade do cultivo, dificultando o planejamento para a próxima safra.
Impactos no planejamento da próxima safra
Diante do cenário de preços pressionados, muitos produtores demonstram desânimo e já planejam reduzir a área destinada ao plantio do arroz. Essa decisão pode refletir diretamente na produção futura e no abastecimento do mercado.
Resumo: O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul vive um momento de alta mensal sustentada por demanda e exportações, mas a significativa queda acumulada no ano traz desafios para os produtores, que veem ameaçada a rentabilidade e repensam o planejamento para a próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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