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Terceiro maior delta do planeta é palco de paisagens únicas e está no Nordeste brasileiro
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A porta de entrada de um dos destinos turísticos mais paradisíacos do Brasil é quase uma parada obrigatória por quem passa pela cidade de Parnaíba, no Piauí. O local abriga o Delta do Parnaíba (onde o rio Parnaíba encontra o mar), o terceiro maior Delta do mundo – atrás apenas dos rios Mekong (Vietnã) e Nilo (África) – e o único das Américas que deságua em mar aberto.
Os desenhos da região formam um arquipélago com mais de 75 ilhas, sendo que o movimento da água, com o passar do tempo, faz o número variar para mais de 80 ilhas, com cenários únicos e inúmeras possibilidades para os turistas que colocam o norte do Piauí no plano de viagem. Assim, a cada visita os turistas encontram novas paisagens e diferentes roteiros podem ser encontrados, com passeios únicos.
A região desenvolve a prática de turismo responsável, minimizando impactos ambientais e fortalecendo economias locais. Essa prática representa uma importante ferramenta de preservação, gerando recursos à manutenção de parques e reservas, incentivando a educação ambiental e valorizando comunidades tradicionais.
O Delta do Parnaíba, ao lado de Jericoacoara (CE) e Lençóis Maranhenses (MA), faz parte da Rota das Emoções, um roteiro integrado para quem busca por adrenalina na paisagem exuberante das ilhas, dunas, lagoas e rios propícios para banhos, passeios de barco e atividades como canoagem, caiaque e esportes à vela.
Outra possibilidade é o passeio de barco pelo Delta, recomendado para visitantes que buscam contato com as belezas naturais do local por meio do ecoturismo. Na mata e nos manguezais que acompanham o trajeto é possível ver exemplares da flora e da fauna da região – jacarés, iguanas, capivaras, tatus e até macacos, como o prego.
INCENTIVO – Para que os brasileiros possam, cada vez mais, conhecer o próprio país, o Ministério do Turismo atua para incentivar e facilitar as viagens dos brasileiros em território nacional por meio do programa “Conheça o Brasil”. Entre as propostas da iniciativa estão: a ampliação da conectividade e mobilidade entre destinos nacionais, com especial ênfase nas localidades turísticas regionais, e o aumento do número de turistas nos destinos brasileiros, estimulando a geração de negócios aos prestadores de serviços turísticos e fomentando a competitividade no setor.
O Programa também intensifica a geração de emprego e renda nas comunidades que recebem visitantes, promovendo, assim, um impacto positivo e sustentável no desenvolvimento econômico local.
Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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EPT: 117 anos transformando futuros
Há 117 anos, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) faz parte da história do Brasil. Criada a partir das 19 escolas de aprendizes e artífices, instituídas em 23 de setembro de 1909, durante o governo do presidente Nilo Peçanha, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica acompanhou as transformações do país e ampliou sua atuação para diferentes territórios, públicos e áreas de conhecimento.
A data, que marca o início dessa trajetória, também é celebrada como o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica. Mais do que lembrar a criação das primeiras escolas, 23 de setembro representa a evolução de uma política educacional que hoje articula formação profissional, ciência, tecnologia, pesquisa, extensão e inovação.
A EPT está presente tanto na educação básica quanto na superior. Ao total, são 3,1 milhões de matrículas na educação profissional técnica de nível médio, segundo o Censo Escolar da Educação Básica, e cerca de 2 milhões de estudantes em cursos tecnológicos de graduação, conforme o Censo da Educação Superior. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior. A expansão e a qualidade na oferta da EPT contemplam os objetivos 12 e 13 do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marcelo Bregagnoli, uma das características da modalidade é justamente sua capacidade de aproximar a formação às necessidades de cada território.
“A educação profissional e tecnológica tem esta característica: olhar para os arranjos produtivos e sociais locais e para as demandas que existem no território. Com isso, ela contribui para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda e para a melhoria da qualidade de vida”.
Institutos Federais – Essa trajetória ganhou um novo marco em 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu a Rede Federal e criou os institutos federais. Assim, a formação passou a ser desenvolvida de forma integral, articulando ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de levar cursos gratuitos para estudantes de todos estados do país. Destaca-se ainda que o carro-chefe dos institutos federais são os cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades, entre campi e polos de inovação. Em cada território, os cursos assumem características próprias, sintonizados com os arranjos sociais e econômicos de cada região.
Inserção na comunidade – Um exemplo pode ser encontrado no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Estrutural. Ali, estudantes do curso técnico integrado em meio ambiente participam de pesquisas, ações de extensão e projetos que relacionam o conhecimento aprendido em sala de aula aos desafios da comunidade.
A estudante Francielly Pereira, de 17 anos, descobriu essa dimensão da formação ao participar de um projeto de pesquisa sobre resíduos sólidos. A experiência levou à criação do Zerocast, iniciativa de comunicação voltada à divulgação de conteúdos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos.
“Eu percebi que aquilo que a gente aprende pode realmente fazer uma diferença, pode contribuir para um mundo melhor”, conta Francielly, que cursa o técnico integrado em Meio Ambiente.
A experiência representa uma das possibilidades oferecidas pela EPT: aprender uma profissão sem deixar de desenvolver pesquisa, pensamento crítico e participação social.
Para a professora Adrielen Moraes, do Campus Estrutural (IFB), a integração entre formação e realidade é fundamental para esse processo. Segundo ela, os projetos permitem que os estudantes deixem de ser apenas receptores do conhecimento e passem a atuar na identificação de problemas e na construção de soluções.
“Eles chegam aqui muitas vezes inseguros e saem com um diploma, envolvidos com ciência, pesquisa, esporte, música, cultura. Saem prontos para serem protagonistas”, afirma.
Uma rede que se transforma com o país – Ao longo de mais de um século, a Rede Federal passou por diferentes momentos e se adaptou às necessidades de uma sociedade em transformação. Hoje, o desafio continua sendo fazer com que a educação acompanhe as mudanças do mundo do trabalho, incorpore novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permaneça conectada às pessoas e aos territórios.
Dos primeiros 19 estabelecimentos criados em 1909 até as quase 800 unidades atuais, são 117 anos de uma história construída por estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidades de todas as regiões do Brasil. Uma história que continua em movimento e que, a cada nova geração formada, transforma conhecimento em possibilidades de futuro.
Ingresso – O acesso à educação profissional e tecnológica pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior.
Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, Cefets, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos de nível médio e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação



