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Ofensiva contra feminicídio e violência doméstica começa nesta sexta-feira (1º) em 2 mil municípios

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Brasília, 01/08/2025 – Uma das mais importantes ações contra a violência doméstica e o feminicídio foi iniciada nesta sexta-feira (1º), em aproximadamente 2 mil municípios em todo o País. Cerca de 50 mil agentes de segurança pública estão envolvidos na Operação Shamar, que segue até 4 de setembro.

Nesse período, haverá uma força-tarefa para intensificar o atendimento às vítimas, o cumprimento de medidas protetivas de urgência e de mandados de prisão. O investimento é de R$ 2 milhões, que custearão diárias de policiais, quando houver necessidade de deslocamentos para realizar procedimentos em outras localidades. O recurso também servirá para as corporações promoverem ações educativas de prevenção de casos de agressão em razão de gênero.

Ligue 180 para denunciar qualquer suspeita de violência contra mulheres.

O Secretário Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mario Sarrubbo, explica que os esforços do Poder Público devem ser constantes, visto que, apesar dos avanços, o desafio de reduzir a quantidade de casos ainda é grande. Na avaliação do titular da pasta, para que esse enfrentamento seja realmente eficaz, é essencial envolver os municípios, os estados e o Distrito Federal, além de toda a sociedade.

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“A união entre Poder Público e cidadãos é crucial para promover mudanças culturais e garantir segurança às mulheres. Somente com essa mobilização conjunta poderemos construir um ambiente mais justo e protegido. O combate à violência de gênero é uma responsabilidade coletiva que precisa ser assumida por todos”, avalia Sarrubbo.

Shamar é uma palavra hebraica que significa cuidar, guardar, proteger, vigiar e zelar. A operação ocorre tradicionalmente em agosto para celebrar o aniversário da Lei Maria da Penha, que completará 19 anos de sua promulgação no dia 7.

A Operação Shamar é coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Também participam a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG); a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen); e a Secretaria de Acesso à Justiça (Saju).

O MJSP conta ainda com a parceria da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Ministério das Mulheres; do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid); e do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar (Fonavid).

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Também atuam na operação as Secretarias de Segurança Pública das 27 unidades federativas, por meio dos Centros Integrados de Comando e Controle ou similares, das Polícias Civis, Militares, Técnico-Científicas, Penais, Corpos de Bombeiros Militares e Guardas Municipais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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