AGRONEGOCIOS
Programa Turismo Rural do Senar transforma vidas e impulsiona negócios em municípios de São Paulo
AGRONEGOCIOS
O Programa Turismo Rural do Senar tem revolucionado a forma como produtores rurais enxergam suas propriedades e negócios, promovendo impactos positivos em comunidades, cidades e regiões do estado de São Paulo. A iniciativa oferece ferramentas para que os produtores identifiquem e desenvolvam negócios turísticos alinhados aos recursos locais e às vocações familiares.
Marília: de desejo pessoal a empreendimento rural de sucesso
Em Marília, a executiva de vendas Rosana Teixeira transformou seu sonho de “plantar árvores e cuidar da natureza” em um negócio consolidado após participar do programa em 2021. A sua Chácara Sagrado Coração de Jesus, que antes era apenas um espaço para lazer, passou a ser um local dedicado ao turismo rural, gerando empregos e renda para a região. A propriedade inclusive sediará um curso de operação de roçadeira oferecido pelo Sindicato Rural de Garça, e a prefeitura de Marília solicitou vagas para capacitação de colaboradores.
Uchôa: associação fortalece turismo rural na região
Mais de 200 km distante de Marília, no município de Uchôa, o programa também promove transformações significativas. A partir da iniciativa do Senar, foi criada a Associação de Turismo Rural do Noroeste Paulista, que reúne 15 cidades e mais de 90 sócios. Segundo Siuze Davanzo, presidente do sindicato rural local, a associação foi concretizada graças ao incentivo da instrutora Graziela Grecco e já gerou parcerias, fomento e valorização da cultura e gastronomia da região. Entre os atrativos estão o Museu de Paleontologia Pedro Candolo, o Museu do Carnaval e o sítio Santa Rosa Café da Colônia.
Andradina: turismo rural como agente de desenvolvimento social e econômico
No município de Murutinga do Sul, próximo a Andradina, o casal assentado rural Lucimar de Souza Santos e Guilherme Murai transformou sua realidade com apoio do programa. O pesqueiro San Murai e o restaurante O Pescador, que valoriza peixes de água doce, são exemplos do impacto da iniciativa. A criação da Rota Rural Caminhos do Moinho, que envolve 125 famílias do assentamento, atrai turistas nacionais e estrangeiros, gerando emprego e renda, com faturamentos que chegam a R$ 2.500 em um único dia.
Lucimar destaca que o programa mudou a percepção e agregou valor aos seus produtos e serviços, enquanto Guilherme reconhece a instrutora Graziela Grecco como fundamental para essa transformação, chamando-a de “anjo que apareceu em nossas vidas”.
Parceria entre Faesp e Governo de São Paulo impulsiona o setor
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) tem trabalhado em conjunto com o Governo do Estado para o fortalecimento do turismo rural. Em 2024, foi lançado o Guia Turístico Rural do Estado de São Paulo, que reúne 290 propriedades de 39 municípios, além de catalogar mais de mil propriedades rurais em 361 cidades paulistas. O objetivo é promover destinos turísticos e rotas gastronômicas pelo interior do estado.
O secretário estadual Roberto de Lucena ressaltou a importância da Faesp neste trabalho colaborativo, destacando que a entidade possui contato direto com os produtores rurais e conhece profundamente o interior paulista, fator essencial para o desenvolvimento do turismo rural.
O Programa Turismo Rural do Senar, aliado à atuação das associações locais e ao apoio governamental, tem sido um importante agente de transformação social e econômica em São Paulo, oferecendo novas oportunidades e valorizando o potencial do meio rural para além da produção agrícola tradicional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

