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Dólar recua com expectativa por ata do Copom, tarifaço de Trump e dados econômicos
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Dólar abre em baixa nesta segunda-feira (4)
O dólar iniciou o pregão desta segunda-feira (4) com recuo de 0,18%, sendo cotado a R$ 5,5347 por volta das 9h10. A semana começa com uma agenda cheia para o mercado financeiro, marcada pela expectativa em torno das atas das últimas reuniões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed), além da iminência do chamado “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na última sexta-feira (1º), a moeda americana havia fechado com queda de 1,01%, cotada a R$ 5,5445, enquanto o Ibovespa recuou 0,48%, aos 132.437 pontos. As negociações do índice brasileiro têm início às 10h desta segunda.
Tarifaço dos EUA no radar dos investidores
O centro das atenções continua sendo o início das novas tarifas aplicadas pelos EUA, que devem entrar em vigor na próxima quarta-feira (6) para o Brasil, com uma alíquota de 50% sobre diversos produtos nacionais. Apesar de o governo norte-americano ter anunciado algumas exceções, as negociações com o Brasil seguem em andamento.
Na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin declarou, durante entrevista à TV Globo, que as conversas com os EUA estão apenas no início e que o governo brasileiro já possui um plano praticamente finalizado para mitigar os impactos e proteger empregos e setores afetados.
Expectativa pelas atas do Copom e do Fed
Investidores também aguardam a divulgação das atas do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve, previstas para os próximos dias. Na semana passada, ambas as instituições optaram por manter suas taxas de juros inalteradas. A Selic segue em 15% ao ano, enquanto os juros americanos permanecem entre 4,25% e 4,50% ao ano, refletindo o ambiente de incerteza diante dos impactos das novas tarifas.
Indicadores econômicos em destaque
O mercado também está atento à divulgação de novos dados econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre os destaques estão:
- Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que será divulgado ainda nesta segunda-feira e deve indicar continuidade na geração de empregos formais no mês de junho;
- Balança comercial de julho, prevista para terça-feira (5), que tem sido acompanhada de perto por conta dos desdobramentos do tarifaço.
Desempenho dos mercados
Confira os principais números do dólar e do Ibovespa:
- Dólar
- Acumulado da semana: -0,30%
- Acumulado do mês: -1,01%
- Acumulado do ano: -10,28%
- Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,81%
- Acumulado do mês: -0,48%
- Acumulado do ano: +10,10%
Brasil lidera lista de países mais tarifados pelos EUA
A ordem executiva assinada por Trump na última quinta-feira (31) alterou e ampliou as tarifas aplicadas a diversos países. As novas alíquotas variam entre 10% e 41%, mas o Brasil ficou com a maior taxação, de 50%, com início previsto para o dia 6 de agosto.
Entre os outros países mais afetados estão Síria (41%), Laos e Mianmar (40%). Já Reino Unido e Ilhas Malvinas foram os menos tarifados, com 10%.
Segundo comunicado da Casa Branca, a medida contra o Brasil foi motivada por ações consideradas “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. A decisão também mencionou prejuízos a empresas norte-americanas e à liberdade de expressão.
Resposta do governo brasileiro
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na sexta-feira (1º) que o Brasil não pretende adotar medidas de retaliação. Segundo ele, o foco está em ações de proteção à soberania nacional, à indústria e ao agronegócio.
“Não houve desistência da decisão [de retaliar], porque essa decisão não foi tomada. Nós nunca usamos esse verbo. São ações de proteção da nossa soberania, da nossa indústria, do nosso agronegócio”, afirmou Haddad.
Resumo da agenda da semana:
- Segunda-feira (4): Divulgação do Caged
- Terça-feira (5): Balança comercial de julho
- Durante a semana: Atas do Copom e do Fed
Com isso, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da política econômica internacional e às reações do governo brasileiro diante do novo cenário imposto pelo tarifaço dos EUA.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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