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Fávaro recebe representantes do setor da borracha e reforça apoio à manutenção da tarifa de importação do produto

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Para discutir a manutenção da tarifa de importação do insumo, atualmente fixada em 10,8%, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu, nesta terça-feira (5), representantes da cadeia produtiva da borracha natural. A alíquota será reavaliada até o dia 28 de agosto pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão responsável por definir as políticas tarifárias do comércio internacional.

Durante a reunião, produtores defenderam a continuidade da taxa como medida essencial para garantir a competitividade da produção nacional. Fávaro destacou que o diálogo com os produtores é essencial para garantir equilíbrio à produção nacional e isonomia tarifária para os itens produzidos no Brasil.

A borracha natural é um insumo estratégico utilizado em diversos produtos do cotidiano, como pneus, luvas, mangueiras, artigos de borracha, calçados, brinquedos, peças automotivas, acessórios e até próteses. Proteger essa cadeia produtiva é essencial para assegurar empregos, segurança no fornecimento, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.

Também esteve em pauta o avanço do decreto que institui a Política Nacional da Borracha Natural, um pleito histórico do setor, aguardado há mais de 20 anos. A proposta será construída de forma interministerial, com participação dos Ministérios da Agricultura e Pecuária; Fazenda; Meio Ambiente e Mudança do Clima; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

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Estiveram na reunião o presidente da Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Abrabor), José Fernando Benesi; os representantes da Cooperativa dos Heveicultores de Guaraçaí e Região, Mauricio Murbach e Marcos Roberto; e o produtor rural Thiago Trevisi Novaes, que também trouxeram contribuições sobre os desafios enfrentados pelos produtores locais e a importância de uma política nacional sólida para o setor.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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