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Expedição Araguaia-Xingu é avaliada pela consultoria do Prêmio Innovare e destaca alcance social

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A consultoria da 22ª edição do Prêmio Innovare conheceu, na tarde dessa segunda-feira (05 de agosto), a Expedição Araguaia Xingu, que promove inclusão social, saúde, cidadania, cultura, conscientização ambiental e acesso à justiça nas regiões mais distantes do Estado. A iniciativa está entre as práticas selecionadas para concorrer ao prêmio na categoria Tribunal.

Com mais de 210 mil atendimentos realizados em seis edições, a Expedição Araguaia-Xingu, da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), percorreu 17 cidades e além de aldeias indígenas. Na última edição, a expedição levou alento às populações de Alto Boa Vista, Canabrava do Norte, Distrito de Santo Antônio Fontoura, Gaúcha do Norte, Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu, totalizando 40.398 atendimentos.

“A Justiça Comunitária assumiu o desafio de promover inclusão social na região conhecida como Vale dos Esquecidos. E a Expedição Araguaia Xingu nasceu justamente com esse propósito. Hoje, ao ser classificado no Prêmio Innovare e receber a visita da consultora, temos a oportunidade de apresentar toda a estrutura do sistema de justiça envolvido nessa iniciativa”, ressaltou o juiz coordenador da Justiça Comunitária e da Expedição Araguaia-Xingu, José Antônio Bezerra Filho.

A construção do projeto, a articulação com os parceiros e a estrutura levada a cada localidade foram apresentadas por meio de vídeo institucional sobre a expedição que pode ser acessado neste link.

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Após conhecer os trâmites logísticos e o funcionamento da expedição, a consultora Prêmio Innovare nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Rúbia Salah Ayoub, falou do propósito da iniciativa.

“O projeto leva diversos serviços a uma população que, até então, era bastante invisibilizada naquela localidade. A cada ano, novos serviços são adicionados, novos parceiros se somam e tudo isso é reflexo da credibilidade que o projeto conquistou no Tribunal de Justiça. Ele leva cidadania, justiça social, saúde, educação, lazer e traz conforto a uma população que vive a quilômetros de distância da capital.”

Rúbia destacou que a Expedição Araguaia-Xingu concorre ao Prêmio Innovare no eixo ‘Tribunais’ e que, sem dúvida, “ele se destaca pela sua amplitude, tanto territorial quanto pela diversidade dos serviços ofertados”.

A Expedição Araguaia-Xingu é realizada por iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, executada pela Coordenadoria da Justiça Comunitária, contando com parcerias interinstitucionais, tais como Justiça Federal, Ministério Público Estadual e Federal, Secretarias do Governo do Estado e governantes municipais, dentre outros, o que torna a iniciativa um modelo replicável para outras regiões.

“O mérito atribuo à Presidência do Tribunal de Justiça, que autoriza e apoia toda a preparação da Expedição, o que leva cerca de seis meses de trabalho antes da execução. Esse reconhecimento, se vier, é resultado de um esforço coletivo. Divido esse mérito com todos que acreditaram nessa proposta ousada de trabalho, uma proposta que leva cidadania, aproxima o Poder Judiciário da população, mesmo nos locais mais distantes, e promove inclusão social com transparência, legalidade, celeridade e informalidade. Sem dúvida, o mérito é de todos os que convergiram no mesmo propósito de servir”, avalia o juiz coordenador da Expedição Araguaia-Xingu.

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O Prêmio Innovare é a iniciativa de reconhecimento de maior credibilidade no país. Nesta 22ª edição, o concurso busca valorizar práticas que tragam inovação, celeridade, efetividade, que aproximem o Judiciário do cidadão e promovam ações de cidadania. Conheça mais sobre a Expedição Araguaia-Xingu na página da Justiça Comunitária: https://portaljusticacomunitaria.tjmt.jus.br/pagina/13

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Autor: Priscilla Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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