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Módulo 2 do curso ‘Formação de Formadores’ segue até o dia 18 de agosto

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O Módulo 2 do Curso de Formação de Formadores (Fofo), realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), segue até o próximo dia 18 de agosto. A iniciativa tem como objetivo capacitar desembargadores, juízes e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso a compartilhar, por meio de técnicas específicas, competências já adquiridas.

Iniciado em 21 de julho, o módulo é ofertado na modalidade EAD (Plataforma Moodle), com aulas síncronas e assíncronas (40 horas/aula), e conta com a tutoria do juiz Jeverson Luiz Quintieri, mestre em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o magistrado, o curso é composto por três módulos que visam desenvolver, junto aos alunos — futuros formadores —, técnicas para elaboração de um plano de ensino. “O processo envolve desde a análise diagnóstica da realidade do aluno, definição de competências, identificação do problema ou da complexidade enfrentada pelo aluno-alvo, até a construção de um plano de ensino que venha a sanar essa dor”, explicou. Conforme Quintieri, a iniciativa contempla a produção de um plano com ementa, justificativa, objetivos, conteúdos, estratégias, avaliação e resultados — formando um plano de ensino completo.

A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Cuiabá, afirma estar encantada com a qualidade da formação, especialmente por estar aprendendo sobre metodologia ativa, que rompe com o modelo tradicional de ensino e coloca o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. “É muito diferente da nossa formação jurídica convencional. Aqui, trabalhamos com práticas pedagógicas baseadas no diálogo, na escuta ativa e na construção coletiva do conhecimento.”

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Segundo a magistrada, essas metodologias têm despertado, inclusive, o interesse pela docência e pela formação de formadores em um sentido mais profundo. “O estudo tem me instigado a uma reflexão crítica sobre todo o nosso processo de ensino e aprendizagem. Então, gostaria de parabenizar os professores — tanto os que ministraram as aulas no Módulo 1 quanto o Jeverson, meu professor desde a faculdade, por quem tenho grande admiração e que tem nos auxiliado bastante. Essa experiência tem sido muito enriquecedora”, pontua.

Para a servidora Keze Senno Assunção, do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), participar do curso Formação de Formadores tem sido uma experiência surpreendentemente enriquecedora. “Logo no primeiro módulo, presencial, fomos desafiados a montar uma aula de 10 minutos em grupo, utilizando estratégias voltadas para o ensino de adultos — que valorizam suas experiências e promovem a autonomia no aprendizado. No início, confesso que houve certo desconforto. Afinal, estar em uma posição de vulnerabilidade, sendo avaliado pelos colegas, não é fácil. Mas esse desafio acabou se transformando em uma poderosa oportunidade de aprendizado. Aprendemos fazendo e fizemos aprendendo — uma forma muito eficaz de fixar o conteúdo. As avaliações dos professores também merecem destaque: sempre respeitosas e construtivas.”

Sobre o Módulo 2, ela afirma que a experiência continua superando as expectativas. “Há uma integração muito bacana entre os alunos nos fóruns, e o professor consegue manter o grupo alinhado e engajado, o que é admirável. Outro ponto que me deixou muito feliz foi saber que esse curso, inicialmente pensado para magistrados, foi disponibilizado também para servidores. Isso demonstra uma valorização institucional que nos motiva e alegra profundamente”, assinala. Keze destaca ainda que tem sido fascinante conhecer as metodologias adotadas pela Enfam e saber que toda a formação continuada oferecida aos magistrados tem como pilares a ética e o humanismo.

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“Os fundamentos que norteiam as diretrizes pedagógicas, voltados para uma trilha de aprendizagem diferenciada, também merecem destaque. É um avanço significativo tirar o aluno da posição passiva de mero espectador e colocá-lo no centro das atividades, valorizando suas experiências como parte essencial do processo. Essa mudança faz toda a diferença no envolvimento dos participantes. A passividade tradicional é desestimulante, enquanto as metodologias interativas — que conectam o aprendizado à prática e à vida real — são surpreendentes. Essa tem sido minha percepção até aqui”, avalia.

Após a finalização do Módulo 2, será ofertado o terceiro e último módulo, com 16 horas/aula, a ser realizado presencialmente nos dias 25 e 26 de agosto, na sede da Esmagis.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mobilização social: Explicando Direito aborda atuação jurídica em defesa dos catadores

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O podcast Explicando Direito desta semana aborda um tema essencial para a justiça social e ambiental: a atuação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis. A convidada do episódio é a defensora pública de Mato Grosso Carolina Renée Pizzini Weitkiewic para falar sobre o assunto.
Cerca de 90% de tudo o que é reciclado no Brasil passa pelas mãos desses trabalhadores, que historicamente enfrentam invisibilidade, precariedade e exclusão. Em Mato Grosso, o Direito tem sido utilizado como ferramenta de transformação social, viabilizando a organização de famílias, a superação de lixões e a criação de associações e cooperativas com geração de renda. Nesse sentido, Caroline apresenta o trabalho do Grupo de Atuação Estratégica de Direitos Individuais e Coletivos dos Catadores e Catadoras de Mato Grosso (Gaedic), projeto realizado em Água Boa, de atuação contínua, que passou a unir assistência jurídica, articulação de diversas instituições e mobilização da sociedade.
Ainda na entrevista concedida à jornalista Elaine Coimbra, a defensora apontou que a valorização dos catadores impacta diretamente a coletividade, ao contribuir para cidades mais limpas, redução de enchentes e proteção ambiental. Segundo ela, a responsabilidade pela destinação correta dos resíduos é compartilhada, e começa dentro das casas, com a separação adequada do lixo reciclável.
“Como as pessoas que estão na sua casa podem contribuir? Fazendo a separação. Depois que tiver utilizado uma caixinha de leite, por exemplo, passe uma água, amasse direitinho e coloque separada dos outros materiais. Utilizou um papelão, comprou um sapato que veio numa caixa, separe, não coloque com lixo orgânico, porque essa caixa é matéria-prima para esses catadores e para a destinação ambientalmente adequada, que é o que se pressupõe no Lixo Zero. (…) Nada vai ser possível se as pessoas não se conscientizarem. É dentro das casas que isso tem que mudar, a partir dessa separação.”
A íntegra da entrevista está disponível no Spotify do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Clique neste link para conferir.
Para ouvir o programa pela rádio, acesse esse link.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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