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Laranja para indústria registra alta após alívio em tarifas dos EUA

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Reação no mercado

O preço da laranja destinada à indústria voltou a subir nesta semana, interrompendo um período de estabilidade. Segundo levantamento do Cepea, entre 4 e 7 de agosto, a média foi de R$ 45,42 por caixa de 40,8 kg, alta de 4,61% em relação à semana anterior. O movimento acontece após o mercado ter permanecido “andando de lado” à espera de definições sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Expectativas para novos contratos

Produtores aguardam, nos próximos dias, a retomada do fechamento de contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram suspensos ao longo de julho. A indefinição sobre as taxas norte-americanas vinha travando as negociações.

Decisão favorável ao Brasil

Na quarta-feira (6), foi oficializada a exclusão do suco de laranja brasileiro da nova sobretaxa de importação de 40% aplicada pelos Estados Unidos. A medida trouxe alívio imediato ao setor citrícola nacional.

Fatores que influenciaram a decisão

Pesquisadores do Cepea apontam que a baixa oferta global e os estoques reduzidos nos EUA podem ter contribuído para a retirada do suco da lista de produtos taxados.

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Perspectivas para exportações

Com o novo cenário, a expectativa é de estímulo às exportações brasileiras no curto prazo, favorecidas pela menor concorrência internacional e pela demanda norte-americana aquecida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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