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Prêmio MEC da Educação Brasileira: conheça os critérios

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O Prêmio MEC da Educação Brasileira, que será entregue pelo Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira, 11 de agosto, vai reconhecer as estratégias e iniciativas dos estados, municípios, escolas e estudantes das redes públicas de ensino de todo país que desenvolvem ações para a melhoria da qualidade da aprendizagem na educação básica. 

Os premiados foram selecionados por meio de importantes indicadores da educação brasileira, sem necessidade de inscrição. Nessa primeira edição do prêmio os critérios de avaliação levaram em conta os dados mais recentes do Censo Escolar, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), da Avaliação da Alfabetização e do desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todas essas análises foram realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Serão premiadas oito categorias: educação infantil, alfabetização, anos iniciais e finais do ensino fundamental, ensino médio, Exame Nacional do Ensino Médio; educação em tempo integral; e educação profissional e tecnológica. 

A premiação adota como princípios a igualdade de acesso e oportunidades educacionais para todos; o enfrentamento das desigualdades que comprometem a equidade educacional na garantia no direito humano à educação; e o fortalecimento das iniciativas e das estratégias alinhadas ao Plano Nacional de Educação (PNE), que promovam a melhoria contínua da aprendizagem na educação básica. 

Um dos critérios de seleção nas categorias educação infantil, educação em tempo integral e educação profissional e tecnológica foi alcançar 90% de matrículas de estudantes pretos e pardos, de acordo com os resultados do Censo Escolar de 2024. 

Confira os critérios adotados em cada categoria: 

Educação infantil – A categoria premiará um munícipio, por região do país, que alcançar a maior taxa de cobertura de matrículas em creches na rede municipal em relação ao total da população na idade adequada.  

Alfabetização A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na alfabetização das crianças brasileiras, sendo premiados: uma unidade escolar, por região do país, que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização; um município, por região do país, que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização; e a unidade federativa que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização. 

Anos iniciais do ensino fundamental – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, sendo premiados: uma unidade escolar, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental, anos iniciais; um município, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos iniciais, das redes municipais públicas de ensino; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos iniciais, das redes estaduais ou distrital públicas de ensino. 

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Anos finais do ensino fundamental – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, sendo premiados: uma unidade escolar da rede municipal de ensino, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental anos finais; um município por região do país que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental anos finais das redes municipais públicas de ensino; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos finais, das redes estaduais ou distrital públicas de ensino. 

Ensino médio A categoria contemplará um estado ou o Distrito Federal e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do Ensino Médio, sendo premiados: uma unidade escolar da rede estadual pública de ensino, por região do País, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino médio; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino médio da rede pública de ensino. 

Exame nacional do ensino médio A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal e os estudantes concluintes da rede pública de ensino que alcançarem relevantes resultados na participação e desempenho no Enem, sendo premiados: dois estudantes concluintes por estado e pelo Distrito Federal da rede pública de ensino que obtiverem a maior nota na redação do Enem; e a unidade federativa que alcançar o maior percentual de participação no Enem, dentre os estudantes concluintes da rede pública de ensino. 

Educação em tempo integral – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal e os municípios que alcançaram relevantes resultados na ampliação da oferta da educação em tempo integral nas etapas da educação básica, sendo premiados: um município, por região do País, que alcançar o maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos em tempo integral na rede municipal pública de ensino na pré-escola; e outros municípios que alcançarem o maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos em tempo integral na rede municipal pública de ensino no ensino fundamental, anos iniciais, e no ensino fundamental, anos finais; e na rede pública no âmbito do ensino médio. 

Educação profissional – A categoria contemplará as unidades federativas que alcançarem relevantes resultados na ampliação da oferta da educação profissional e tecnológica integrada ao ensino médio, sendo premiado a unidade federativa que alcançar maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos no ensino médio integrado à educação profissional da rede pública de ensino. 

Conheça os demais critérios que foram levados em consideração para a escolha dos premiados: 

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Censo Escolar 2024 O Censo Escolar é o principal instrumento de coleta de informações da educação básica e a mais importante pesquisa estatística educacional brasileira. Ele é realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação, e conta com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. A pesquisa estatística abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e profissional: ensino regular (educação infantil, ensino fundamental e médio); educação especial – escolas e classes especiais; educação de jovens e adultos (EJA); educação profissional e tecnológica (cursos técnicos e cursos de formação inicial continuada ou qualificação profissional). 

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) O Ideb reúne em um só indicador os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O Ideb é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A cada edição do Saeb, o Inep divulga resultados agregados para os estratos Brasil, regiões e unidades da Federação, desagregados por dependência administrativa e localização.   

Avaliação da Alfabetização Esta avaliação faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada do MEC, lançado para garantir o direito de toda criança brasileira à alfabetização até o final do 2º ano do ensino fundamental. O Inep realizou, em 2023, a Pesquisa Alfabetiza Brasil, que definiu o ponto de corte de 743 pontos na escala de proficiência do Saeb para a Alfabetização como aquele a partir do qual uma criança pode ser considerada alfabetizada. A partir da definição do padrão nacional de alfabetização, foi criado o Indicador Criança Alfabetizada, que indica o percentual de estudantes que já atingiram esse resultado. Para participar da seleção do prêmio, é preciso ter uma participação mínima de 90% na Avaliação da Alfabetização, com no mínimo 20 alunos avaliados.    

Boletim Individual de Desempenho do Enem Esse é um documento de natureza individual e permite saber em qual estado os estudantes obtiveram maior nota no exame. Ele fica disponível na Página do Participante do Inep. 

PNEO Plano Nacional de Educação (PNE) é um plano estratégico, instituído por lei, que estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação no Brasil ao longo de dez anos, visando orientar e promover a melhoria da qualidade da educação em todos os níveis e modalidades de ensino. O PNE em vigor foi instituído pela Lei 13.005/2014, para o decênio de 2014/2024, e prorrogado até 31 de dezembro de 2025, de acordo com a Lei 14.934/2024. Em 2024, o governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), enviou para o Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 2.614, de 2024, que propõe o Plano Nacional de Educação para o próximo decênio.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC Livros aumenta acervo para 25 mil obras

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira, 23 de abril, a expansão do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais, durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro. A ampliação do acervo eleva de 8 mil para 25 mil as obras disponíveis, já a partir da sexta-feira (24). Junto ao Ministério da Cultura (MinC), a pasta também assinou, na ocasião, portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036.  

O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do ministro da Educação, Leonardo Barchini; e da ministra da Cultura, Margareth Menezes; que também entregaram o Prêmio VivaLeitura aos ganhadores da 9ª edição. 

“Precisamos fomentar a leitura no Brasil, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre a história do país. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”, apontou Barchini. 

Precisamos fomentar a leitura no Brasil. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”. Leonardo Barchini, ministro da Educação. 

Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar, nos próximos dias, com um novo mecanismo de empréstimo e devolução. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo. Atualmente, a devolução só pode ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF. 

“O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, a partir de amanhã, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro. 

Segundo o presidente Lula, o aplicativo cumpre o dever do Estado de garantir a produção e o acesso à cultura. “Este é o papel do Estado: dar condições para que vocês que produzam cultura, para que vocês que escrevam livros, e para que vocês, que querem ler, tenham acesso. Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro para o básico. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo quando não podem comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente para isso”, afirmou.  

PNLL – O Plano Nacional do Livro e Leitura estabelece metas para ampliar o número de leitores no país até 2036. Entre os principais objetivos, está aumentar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer as políticas públicas voltadas a leitura.  

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O instrumento estratégico é decenal e busca organizar e fomentar iniciativas de promoção ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas no Brasil, fortalecendo a articulação entre ações educacionais e culturais. A primeira versão do PNLL foi instituída em 2006. 

“O Plano segue a premissa do governo Lula de que construímos políticas públicas tendo como elemento central a participação da sociedade civil. Nesse momento em que o Brasil passa por tantas disputas, a gente sabe que investir em cultura e em educação, é investir no ser humano, é investir na esperança e no futuro desta nação”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

Elaborado de forma conjunta pelo MEC e pelo MinC, o novo plano estabelece metas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), regulamentada por decreto em 2025. Entre os principais objetivos estão ampliar o acesso ao livro em todo o país, incentivar a produção literária nacional e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, bem como apoiar espaços de leitura, em especial bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.  

Para isso, o texto integra diversas políticas já desenvolvidas pelo Governo do Brasil, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo MEC, responsável pela aquisição e distribuição de obras didáticas, literárias e pedagógicas para estudantes e professores da educação básica da rede pública. 

PNLD – O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política educacional mais longeva do Brasil, criada em 1937. A iniciativa avalia e disponibiliza obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma regular e gratuita às escolas públicas de educação básica. Por meio do Decreto nº 12.021/2024, o programa foi ampliado para incluir a aquisição de acervos também para bibliotecas públicas e comunitárias – para isso, o MEC investiu R$ 24,5 milhões, alcançando a marca de 4 milhões de livros distribuídos a 4 mil bibliotecas. 

Apenas em 2026, o governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para o programa, representando um aumento de 58,8% no orçamento em relação a 2022, alcançando 213 milhões de livros adquiridos. Após mais de dez anos sem chegar de forma sistemática às escolas públicas, neste ano, o PNLD voltado à educação de jovens e adultos (PNLD-EJA) foi retomado, beneficiando 13,9 mil escolas em todo o Brasil.   

Prêmio VivaLeitura  O Prêmio VivaLeitura, entregue aos ganhadores no evento, reconhece experiências bem-sucedidas de incentivo à leitura em todo o Brasil. Nesta edição, cinco iniciativas foram vencedoras nas categorias bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas e bibliotecas escolares; práticas continuadas em espaços diversos; escrita criativa; e iniciativas desenvolvidas no sistema socioeducativo e prisional.  

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No total, 1.848 projetos foram inscritos, com participação de 782 municípios de todas as regiões do país. Os ganhadores recebem troféus e premiações em dinheiro no valor de R$ 50 mil cada. Os 20 finalistas também levam R$ 15 mil cada, totalizando R$ 550 mil em premiações. Criado em 2006, o prêmio busca valorizar projetos que utilizam o livro, a literatura e as bibliotecas como instrumentos de transformação social.  

Premiado na categoria Sistema Prisional e Socioeducativo, o projeto A Leitura Liberta promove a leitura como instrumento de ressocialização, por meio de bibliotecas e oficinas nesses espaços. “Sou egresso de escola pública e da Universidade Federal da Paraíba. Foi lá que desenvolvi a pesquisa na área prisional, pois sou policial penal do estado. Hoje, enquanto gestor público, estou muito grato por tornar pública a política do programa Leitura Liberta e grato em dizer que a educação transforma vidas. Reafirmando o nome do nosso projeto, a leitura liberta”, contou João Rosas, gerente de ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, representante da iniciativa.

MEC Livros – Desde o seu lançamento, há pouco mais de duas semanas, o MEC Livros já atingiu a marca de mais de 586 mil usuários cadastrados e mais de 276 mil obras alugadas. Os livros disponibilizados são nacionais e internacionais, contando com lançamentos e best-sellers, além de obras do acervo do domínio público e de parcerias, que podem ser convertidas de arquivos em PDF para o formato ePub, melhorando a experiência de leitura digital. 

A biblioteca digital foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário, como agente de IA para tirar dúvidas e oferecer sugestão de leituras e um painel de acompanhamento das obras acessadas. A plataforma também tem foco na acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.   

Além de permitir a personalização da leitura e o uso de notificações automatizadas sobre as obras, o aplicativo separa os exemplares por categorias, que permitem uma navegação mais assertiva. A biblioteca digital conta com quase 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel. 

Resumo | PNLL 

Resumo | MEC Livros 

Transmissão ao vivo 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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