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Sérgio Ricardo articula acordo para restabelecer rodeio cutiano em todos municípios do estado

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, mediou diálogo entre representantes do rodeio cutiano e da ALMT, nesta terça-feira (12). Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, mediou, nesta terça-feira (12), o diálogo entre representantes do rodeio cutiano e da Assembleia Legislativa (ALMT), buscando a garantia da realização da modalidade em todos os municípios do estado, independentemente do número de habitantes.

A discussão foi motivada por uma alteração na Lei Estadual 12.757/2024, que retirou a obrigatoriedade da modalidade em cidades com menos de 15 mil habitantes. “O Estado dá dinheiro, hoje é R$ 600 mil, para que o município organize uma exposição. Mas o dinheiro é público e tem que ir para todos os municípios”, explicou Sérgio Ricardo. 

Em reunião com tropeiros, locutores, peões, donos de tropa e competidores e com o deputado estadual Beto Dois a Um, o presidente destacou a importância do consenso para resolver o impasse. “Nenhum município vai ficar de fora e a lei vai ser interpretada como deve ser interpretada”, acrescentou.

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Na ocasião, o deputado Beto Dois a Um disse que irá dialogar com os autores da lei original para restabelecer o texto como era antes da alteração, salientando que o rodeio movimenta a economia, gera renda, emprego e oportunidades. “Sei a importância do rodeio para a manutenção da vida de muita gente. O rodeio movimenta a economia, gera renda, emprego e oportunidade. Vou dialogar novamente para que a gente restabeleça a lei como era antigamente, para que a gente valorize não só o rodeio em touros, mas também o rodeio cutiano”, afirmou.

Idealizador da proposta que instituiu a obrigatoriedade da modalidade, João Teodoro ressaltou a importância da mobilização para garantir a continuidade da tradição em Mato Grosso. “Só temos a agradecer ao Sérgio Ricardo, que está acionando os prefeitos para garantir o cutiano nos eventos, que estava praticamente morto no estado.”

O tropeiro Orlando Chaves lembrou que, embora a lei original tenha sido aprovada por unanimidade e sancionada pelo governador, não vem sendo cumprida por alguns prefeitos. “Nós somos o celeiro da pecuária, celeiro do agro. Tenho certeza de que todos os deputados e o conselheiro Sérgio já nos deram a vitória. A gente só tem gratidão.”

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O presidente do Sindicato dos Locutores, Romário Filho, reforçou que a articulação traz esperança à categoria. “Nós já estivemos em outra reunião com o presidente Sérgio Ricardo, ele nos recebeu e nos deu um norte. Agora ele nos trouxe novamente a esperança de que iremos vencer.”

Rodeio Cutiano

O rodeio cutiano é uma das modalidades mais antigas e tradicionais do país. Nela, o competidor (peão) monta um cavalo e é avaliado pela forma como se mantém durante oito segundos, com ênfase nas “esporadas” que dá no cavalo. Diferentemente de outras modalidades de rodeio, como a montaria em touros, o cutiano valoriza a técnica do peão e sua capacidade de interagir com o cavalo.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder com filósofo Silvio Gallo

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Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.
A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.
Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.
“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”
No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.
Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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