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Ministro visita projetos de aquicultura e beneficiamento e participa da FENTIJA em Pernambuco

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, visitou, no dia 14 de agosto, os municípios de Serra Talhada e Floresta, em Pernambuco, para acompanhar projetos de aquicultura e beneficiamento do pescado. No dia 15, participou da abertura oficial da FENTIJA – Feira de Negócios da Tilápia de Jatobá.

Estação de Piscicultura do IPA – Serra Talhada (PE)

Em Serra Talhada, o ministro realizou visita técnica no local onde será a Estação de Piscicultura do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), localizada na Fazenda Saco. O espaço está incluído em um convênio firmado com o MPA, que prevê recursos para sua reestruturação e modernização.

A proposta do projeto é atender até 10 mil agricultores e aquicultores de base familiar de Pernambuco, com a oferta anual de 10 milhões de formas jovens de organismos aquáticos. O foco inclui espécies voltadas à piscicultura comercial, como tilápia e tambaqui, e espécies nativas da bacia do São Francisco, como piaba, curimatã e piau. Também estão previstas outras espécies de interesse para cultivo, como o camarão de água doce.

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Quando executada, a modernização e reativação da unidade deverá ampliar a capacidade de produção de formas jovens para abastecer a aquicultura familiar e apoiar programas de pesquisa, inovação, formação técnica e profissional, especialmente para as comunidades localizadas no semiárido pernambucano.

Bioindústria de Tilápia com Resíduo Zero – Floresta (PE)

Em Floresta, o ministro conheceu o local onde será instalada a Bioindústria de Tilápia com Resíduo Zero, projeto apoiado pelo MPA, que une pesquisa e inovação para o aproveitamento integral do pescado produzido em tanques-rede. A proposta prevê a transformação da tilápia e de seus resíduos em filés, colágeno, óleo de peixe, hidrolisados proteicos e ração animal — produtos de alto valor agregado que atendem às exigências dos mercados nacional e internacional.

Floresta foi escolhida por sua localização estratégica na Região de Desenvolvimento de Itaparica, às margens do Lago de Itaparica e do Rio São Francisco, próxima a polos produtores como Petrolândia, Jatobá e Itacuruba. Essa proximidade garante matéria-prima de qualidade, reduz custos logísticos e fortalece a cadeia produtiva, beneficiando pequenos e médios produtores e incentivando práticas de manejo sustentável.

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“Projetos como este mostram que é possível unir produtividade, inovação e responsabilidade ambiental, ao mesmo tempo em que incentivam a economia por meio da geração de produtos de alto valor agregado”, destacou o ministro André de Paula.

Participação do MPA na FENTIJA 2025

Nos dias 14 e 15 de agosto, o ministro André de Paula participou da solenidade de abertura oficial da FENTIJA – Feira de Negócios da Tilápia de Jatobá, evento realizado com apoio do MPA, que destinou R$ 200 mil para sua realização. Jatobá é um município pernambucano, com aproximadamente 16 mil habitantes e que a piscicultura é a principal fonte de renda, principalmente com associações de pequenos produtores.

Na programação, houve a palestra “Política Nacional de Aquicultura em Águas da União: Avanços, Desafios e Oportunidades”, ministrada por Juliana Lopes da Silva, diretora de Aquicultura em Águas da União do MPA.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Nova taxa e impacto sobre exportações pode chegar a R$ 23 bilhões

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A nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil abriu um período de incerteza para o agronegócio nacional (leia aqui). Depois da proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o governo americano anunciou no final da tarde desta terça-feira (02.06) uma segunda investigação – agora por trabalhos forçados – que poderá acrescentar mais 12,5% de sobretaxa sobre mercadorias provenientes do Brasil. Se as duas medidas forem confirmadas, parte das exportações brasileiras para o mercado americano poderá enfrentar uma carga adicional de até 37,5%.

Embora as tarifas ainda dependam de consultas públicas e decisões previstas para julho, especialistas avaliam que o simples avanço das propostas já produz efeitos sobre o comércio internacional. Empresas exportadoras passam a rever contratos, compradores buscam alternativas de fornecimento e setores mais dependentes do mercado americano entram em estado de atenção.

Os cálculos divulgados até o momento indicam que a tarifa de 25% poderá reduzir as exportações brasileiras entre R$ 13 bilhões e R$ 23 bilhões por ano. A perda não corresponde ao valor das tarifas cobradas pelos Estados Unidos, mas ao volume de negócios que poderá deixar de ser realizado em razão da perda de competitividade dos produtos brasileiros.

Para o agronegócio, o cenário é menos dramático do que para alguns segmentos industriais, mas está longe de ser irrelevante. Isso porque os Estados Unidos figuram entre os principais compradores de diversos produtos agropecuários brasileiros e representam um mercado estratégico para cadeias de maior valor agregado.

A boa notícia é que muitos produtos de interesse do agro aparecem entre as exceções discutidas pelo governo americano. Café, frutas, cereais, sementes, oleaginosas e determinadas categorias de carnes estão entre os itens que podem permanecer fora da tarifa principal de 25%. Também foram mencionadas exceções para alguns produtos agrícolas na investigação relacionada ao trabalho forçado.

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Mesmo assim, o setor acompanha com cautela a evolução das negociações. Isso porque as exceções ainda podem sofrer alterações durante o processo de consulta pública. Além disso, uma vez concluídas as investigações, novas rodadas de sanções podem atingir produtos específicos ou setores considerados sensíveis pelos Estados Unidos.

Entre as cadeias que merecem maior atenção está a da carne bovina. O produto foi citado no relatório americano sobre trabalho forçado como um dos setores globais considerados suscetíveis a riscos na cadeia produtiva. Embora isso não represente uma restrição imediata às exportações brasileiras, o tema passa a integrar a agenda comercial entre os dois países e poderá gerar novas exigências de rastreabilidade e conformidade.

A situação é diferente para commodities agrícolas com forte demanda internacional. Produtos como café, soja e outras matérias-primas possuem mercados alternativos consolidados, especialmente na Ásia, no Oriente Médio e na União Europeia. Caso parte das vendas aos Estados Unidos seja reduzida, existe espaço para redirecionamento de cargas, ainda que nem sempre nas mesmas condições comerciais.

O principal impacto para o produtor rural tende a ocorrer de forma indireta. Uma redução das exportações pode pressionar preços internos em determinados segmentos, afetar margens das indústrias exportadoras e aumentar a volatilidade cambial. Ao mesmo tempo, a busca por novos mercados pode acelerar acordos comerciais e fortalecer a presença brasileira em destinos que vêm ampliando suas compras de alimentos.

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Outro fator relevante é a diferença entre os setores afetados. As projeções indicam que máquinas agrícolas, equipamentos industriais, produtos de madeira processada e manufaturados devem concentrar as maiores perdas. No agronegócio, os efeitos tendem a variar de acordo com o grau de dependência de cada cadeia em relação ao mercado americano e à existência de compradores alternativos.

A nova investigação relacionada ao trabalho forçado amplia ainda mais a preocupação dos exportadores. O governo americano argumenta que diversos países, incluindo o Brasil, não possuem mecanismos suficientemente eficazes para impedir a entrada de produtos fabricados sob essas condições. Por isso, propôs uma sobretaxa adicional de 12,5% para mercadorias provenientes dessas nações.

Caso a medida avance, parte dos produtos brasileiros poderá enfrentar uma das maiores cargas tarifárias dos últimos anos no mercado americano. Ainda assim, especialistas avaliam que o risco mais relevante para o agronegócio não está apenas na tarifa em si, mas na insegurança comercial gerada pela sucessão de investigações e ameaças de sanções.

Até a conclusão das consultas públicas previstas para julho, o setor produtivo acompanha as negociações diplomáticas na expectativa de que as exceções para produtos agropecuários sejam mantidas. Para o agro brasileiro, que exporta para mais de 180 países, a capacidade de diversificar mercados continua sendo a principal ferramenta para reduzir os impactos de eventuais barreiras comerciais e preservar a competitividade internacional.

Fonte: Pensar Agro

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