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Paraná regulariza 25% das propriedades no CAR e beneficia 65 mil produtores rurais

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Em apenas seis meses de atuação da Superintendência de Ordenamento Territorial (SOT), o Governo do Paraná alcançou 25% de propriedades rurais analisadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), regularizando a situação de 65 mil produtores que estavam pendentes. O anúncio oficial será feito nos próximos dias pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo o superintendente da SOT, Benno Henrique Weigert Doetzer, esse avanço garante que esses produtores já possam acessar a subvenção de juros do Plano Safra. “Isso já nos dá um alívio”, destacou, durante reunião na diretoria da Ocepar na quinta-feira (14).

De 0,6% para liderança nacional

No início dos trabalhos, apenas 0,6% dos cadastros estavam analisados. Hoje, o Paraná ocupa o primeiro lugar no Brasil em número absoluto de registros verificados.

A estratégia, explica Doetzer, foi priorizar os produtores sem passivos ambientais, que representam a maioria, para depois focar na regularização dos demais. “Primeiro resolvemos a vida de quem está ok, para depois partir para quem precisa de adequações”, afirmou.

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CAR: requisito para crédito e políticas públicas

Criado em 2012, o Cadastro Ambiental Rural é obrigatório pelo Código Florestal e atualmente conta com mais de 90% das propriedades paranaenses inscritas, mas poucas haviam sido analisadas até recentemente.

Em julho de 2024, um protocolo de intenções firmado entre o governo estadual e a Ocepar buscou acelerar o processo. O documento certifica que o produtor não possui passivos ambientais e adota boas práticas de preservação. O CAR em dia é exigido por bancos para liberar crédito e por governos para conceder benefícios, como juros reduzidos no Plano Safra.

Números da regularização no Paraná

Dos cerca de 540 mil cadastros existentes:

  • 354 mil foram enviados para análise;
  • 170 mil são passíveis de regularização ambiental;
  • 138 mil já estão em conformidade com o Código Florestal;
  • 4 mil já estavam certificados em fevereiro de 2025.

Isso totaliza 142 mil cadastros regularizados. Além disso, 32 mil propriedades com passivos ambientais serão notificadas e, após assinatura de termo de compromisso, também serão consideradas regulares.

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Cerca de 198 mil cadastros ficaram fora da análise inicial por questões fundiárias, como sobreposição de áreas, e passarão por revisão técnica.

Capacitação para acelerar regularizações

Produtores com pendências receberão suporte técnico para a regularização. Segundo Doetzer, um programa de capacitação terá início até o final de setembro, com meta inicial de formar 200 instrutores, que depois treinarão até 3 mil técnicos de campo para auxiliar os agricultores.

Para produtores mais vulneráveis, a assistência será gratuita, em parceria com prefeituras, Crea e outras instituições. A meta é atingir 250 mil cadastros regulares até fevereiro de 2026 e 380 mil até dezembro de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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