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Fundo de Desenvolvimento Rural libera mais de R$ 51 milhões em julho para produtores catarinenses
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Em julho de 2025, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) destinou R$ 51,4 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). O montante foi repassado diretamente aos produtores rurais, fortalecendo programas que incentivam o investimento nas propriedades e promovem o desenvolvimento da agricultura familiar.
Investimentos do FDR em 2025
De janeiro a julho, o total aplicado pelo FDR já soma R$ 101,8 milhões, beneficiando 9.951 produtores em Santa Catarina. Os recursos foram alocados em financiamentos e subvenções de juros para programas como:
- Pronampe Agro SC e Pronampe Agro SC Emergencial;
- Água no Campo SC;
- Financia Agro-SC;
- Jovens e Mulheres em Ação;
- Reconstrói SC;
- Leite Bom SC;
- Safra Garantida.
Os programas são operacionalizados pela Epagri, em parceria com a Sape, e visam modernizar e fortalecer a produção rural catarinense.
Áreas de aplicação dos recursos
Os investimentos contemplam melhorias estruturais nas propriedades, incluindo:
- Construção de cisternas e estações de tratamento de água;
- Instalação de energia fotovoltaica;
- Aquisição de máquinas, equipamentos, computadores e notebooks;
- Compra de matrizes e reprodutores de bovinos, ovinos e caprinos;
- Projetos inovadores em horticultura e fruticultura.
O secretário Carlos Chiodini destaca:
“Os programas atendem às necessidades dos agricultores e reforçam o compromisso de Santa Catarina com quem produz. São investimentos que garantem melhores condições de produção, acesso ao crédito e mais qualidade de vida no meio rural.”
Exemplo de sucesso: jovens empreendedores no campo
O jovem produtor rural Bruno Weingartner, de Águas Mornas, participou do curso Ação Jovem Rural e apresentou um projeto de cultivo protegido de morangos e tomates, financiado pelo programa Realiza SC.
“Com esse apoio, comecei a cultivar morangos. Foi uma grande melhora, porque dá para pagar aos poucos e ainda inovar. Hoje, muitos jovens estão permanecendo nas propriedades, com mais tecnologia ficou mais fácil para trabalhar”, afirma Weingartner.
Força-Tarefa para agilizar análise de projetos
Devido à demanda crescente, a Sape e a Epagri organizaram uma Força-Tarefa para analisar cerca de 400 projetos voltados a investimentos em propriedades rurais e processos produtivos.
Doze técnicos da Epagri receberam capacitação especial para reforçar a análise técnica dos projetos, garantindo agilidade no repasse dos recursos e permitindo que os produtores iniciem os investimentos previstos o quanto antes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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