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Setor portuário defende mais investimentos em acessos e dragagem

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Em audiência pública na Câmara dos Deputados, representantes do setor portuário defenderam investimentos para melhorar a infraestrutura de acesso aos portos, como rodovias e ferrovias. Eles também pediram a ampliação dos programas de dragagem nos portos.

O debate foi realizado na Comissão de Viação e Transportes, a pedido dos deputados Leônidas Cristino (PDT-CE), Luiz Fernando Faria (PSD-MG) e Flávio Nogueira (PT-PI).

O presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, destacou que o acesso é um dos principais problemas enfrentados pelos portos, responsáveis por 95% do comércio exterior do Brasil. “Temos portos no país que nem acesso ferroviário possuem. Isso é um absurdo”, afirmou.

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia, alertou para o problema. Segundo ele, os maiores problemas dos portos hoje estão nos acessos. “Não estão, stricto sensu, dentro dos portos”, disse.

Para o deputado Leônidas Cristino, o país precisa corrigir esse problema. Ele afirmou que a falta de vias de acesso adequadas compromete a movimentação de cargas. “Se a carga não chegar devidamente no momento aprazado, aquele porto vai ser ineficiente”, disse o parlamentar.

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Dragagem
Além do acesso terrestre, os participantes da audiência cobraram a retomada das dragagens, serviço que remove sedimentos acumulados nos canais e áreas de atracação para garantir a navegabilidade e a segurança das operações. A lei que hoje regula o setor (Lei 12.815/13) transferiu a atividade para o governo federal.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), Caio Morel, lembrou que a última dragagem de aprofundamento no Porto de Santos ocorreu em 2011, quando o calado passou de 13 para 15 metros. “São mais de 15 anos sem uma nova intervenção de infraestrutura”, disse. O Porto de Santos é o maior do país.

O secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávila, reconheceu o problema e informou que o governo deve anunciar em breve a data do leilão para a concessão da dragagem e a exploração do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), o primeiro do tipo no Brasil.

“Eu sei como é custoso você programar um contrato para fazer uma operação, chegar no fim do dia e você não poder usar 100% do potencial do navio. Isso encarece o frete, encarece na ponta, encarece no destino, na origem”, disse Ávila.

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Reportagem – Janary Júnior
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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Município de Mara Rosa recebe o título de Capital Nacional do Açafrão

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Já está em vigor a Lei 15.464, de 2026, que confere o título de Capital Nacional do Açafrão ao município de Mara Rosa, em Goiás. Sancionada pela Presidência da República, a lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10).

Com uma população estimada em cerca de 10 mil habitantes, o município — que está localizado na região norte do estado — é conhecido pela produção de açafrão

Projeto

A lei que confere o título à cidade teve origem no PL 2.522/2021, projeto do ex-deputado federal João Campos. Atualmente ele é vice-prefeito de Aparecida de Goiânia (GO).

Além de passar Câmara dos Deputados, o projeto também foi analisado no Senado, na Comissão de Agricultura (CRA). O relator da matéria nesse colegiado foi o senador Wilder Morais (PL-GO).

No parecer favorável que apresentou, Wilder afirma que “a iniciativa encontra respaldo no notório vínculo histórico, cultural e socioeconômico existente entre a cidade e o cultivo da Curcuma longa, planta popularmente conhecida como açafrão-da-terra”.

Ele acrescenta que “a planta encontrou em Mara Rosa condições edafoclimáticas excepcionais para seu desenvolvimento, consolidando-se, ao longo das décadas, como base da economia local e elemento identitário da comunidade“.

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Segundo Wilder, o setor gera mais de três mil empregos diretos e indiretos e contribui significativamente para o produto interno bruto municipal, inclusive com o envolvimento de mais de 300 famílias organizadas em cooperativa própria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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